Olha, a habilidade EF08LI13 da BNCC é sobre fazer os meninos lá do 8º ano entenderem como os prefixos e sufixos funcionam na língua inglesa. Na prática, é assim: eles precisam pegar uma palavra e saber que se você coloca um "un-" na frente, por exemplo, está mudando o sentido pra algo como "não" ou "oposto". Mesma coisa com sufixos, tipo "-ful" no final de "hope" que vira "hopeful" e dá a ideia de algo cheio de esperança, sacou? O pessoal tem que conseguir olhar pra uma palavra nova e ter uma ideia do que ela pode significar só de reconhecer essas partes.
Agora, essa habilidade não vem do nada. Antes, no 7º ano, a galera já começou a ver umas coisinhas de vocabulário e já tinha uma ideia de como algumas palavras são formadas só que em português. Então no 8º ano a gente só vai dar uma turbinada nisso, mas agora em inglês. Eles já sabem que "des-" em português pode mudar o sentido da palavra pra algo negativo, e agora é só transferir isso pro "un-" ou "dis-" em inglês. Não é tão novidade assim, mas é sempre um desafio porque é outra língua, né?
Bom, vou contar agora as três atividades que faço na sala com os meninos. Primeiro tem uma que eu chamo de "Caça-Palavras Prefixadas". O material é simples: aquelas folhas de atividade impressas com um monte de palavras embaralhadas e uns prefixos bem comuns tipo "un-", "re-", "dis-" e por aí vai. Divido a galera em duplas porque eu acho que dois cabeças pensam melhor do que uma só e levo essa atividade. Aí eu dou uns 15 minutinhos pra eles acharem as palavras dentro do caça-palavras e identificarem o prefixo. O legal é ver o João e o Pedro discutindo qual palavra encaixar com qual prefixo. Na última vez, eles estavam lá falando sobre "undo", daí o João todo empolgado lembrou que tinha acabado de aprender "do" na aula passada. É nessas horas que a gente vê que eles estão ligando os pontos.
Outra atividade que gosto de fazer é a "Oficina de Criação de Palavras". Pra essa eu só preciso de cartolina, canetas coloridas e cola. Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos. O pessoal tem uns 30 minutos pra pensar em novas palavras usando prefixos e sufixos que a gente já discutiu em aula. Eles escrevem numa cartolina grande e depois apresentam pra toda a turma. Isso vira uma bagunça boa! Da última vez, a Ana tava num grupo e inventaram umas palavras tipo "pre-happy" como se fosse ficar feliz antes de alguma coisa boa acontecer. A turma toda riu e foi divertido ver como eles usam a criatividade pra entender como as palavras funcionam.
E por último, tem uma que sempre dá certo: o "Desafio do Dicionário Vivo". Aqui eu uso o dicionário mesmo, mas pode ser no celular deles, porque né, ninguém mais anda com dicionário físico por aí. A turma toda participa junto dessa vez. Eu dou um prefixo ou sufixo e o pessoal tem uns 5 minutos pra encontrar o maior número de palavras que contem aquele elemento. Vale usar o tradutor também se precisar. Daí eles têm que apresentar uma palavra nova pro resto da sala e explicar o significado com base na estrutura da palavra. Quando fiz essa última vez, o Lucas achou "unbelievable" e a explicação dele foi tão boa que até eu fiquei meio bobo! Ele explicou direitinho que era tipo algo tão incrível que nem dá pra acreditar.
Essas atividades são maneiras porque incentivam os meninos a realmente se engajar com o vocabulário da língua inglesa de um jeito prático e divertido, sabe? Não é só ficar decorando listas de palavras sem graça. E eles acabam se sentindo mais confiantes em entender palavras desconhecidas quando veem esses pedacinhos familiares nelas.
Bom, pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado com algumas ideias práticas pra desenvolver essa habilidade nos nossos alunos. Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar como faz na sua turma, manda aí! Adoro aprender com vocês também. Até mais!
Agora, essa habilidade não vem do nada, né? Não dá pra só jogar a teoria pros meninos e esperar que eles peguem de primeira. Eu gosto mesmo é de ver se eles estão entendendo no dia a dia, na prática. Tipo assim, quando tô circulando pela sala durante uma atividade, sempre dou uma espiada nas conversas deles. As vezes ouço um aluno explicando pro outro e isso é precioso. Teve um dia que o Joãozinho tava ajudando a Maria com uma lista de palavras e ele virou pra ela e falou assim "Olha, Maria, essa palavra aqui tem 'un-' na frente, então deve ser o contrário do que a gente viu antes". Aí, eu pensei "ah, esse entendeu mesmo".
Outra coisa que acontece muito é quando eles começam a usar esses prefixos e sufixos nas frases deles sem nem perceber. Quando eles chegam assim e soltam algo tipo "Teacher, tô tão hopeful hoje!" aí já sei que alguma coisa foi absorvida. É naquele momento em que eles usam o contexto certo, bem ali na conversa do dia a dia, que percebo que o aprendizado tá se enraizando.
Mas claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns aparecem também. O Pedro, por exemplo, adorava colocar "un-" na frente de qualquer palavra só porque sim. Ele chegou um dia falando que "unhappy" era "feliz ao contrário". Até aí tudo bem, mas depois veio com "untable" achando que era "sem mesa". Esses erros acontecem porque às vezes eles ficam tão animados descobrindo um padrão que exageram e generalizam demais. Quando pego esse tipo de erro na hora, tento fazer eles pensarem um pouco mais sobre o significado da palavra no contexto. O papo é sempre meio assim: "Pedro, o que você acha que 'table' significa? E 'untable', faz sentido?". Aí você vê as engrenagens girando na cabeça dele.
Com os alunos que precisam de um pouco mais de atenção específica nas atividades do dia a dia, como o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, é preciso um carinho especial. O Matheus tem uma energia gigante e se distrai fácil. Então, o esquema pra ele é dar tarefas mais curtas e variadas durante a aula. Tento dividir o tempo dele entre atividades escritas e orais, pra ele não enjoar de ficar muito tempo numa só coisa. Outra coisa que funciona bem é usar cartões coloridos com prefixos e sufixos pra ele montar palavras novas. Ele adora essa parte mais mão na massa.
Já com a Clara, o desafio é outro. Ela precisa de previsibilidade e estrutura nas atividades. Então sempre deixo claro qual a ordem das tarefas e quanto tempo ela vai ter pra cada uma. Usar gráficos visuais ou quadros ajuda bastante também. Às vezes ela se perde no meio das atividades se não tiver algo visual pra guiar, então sempre tem uma tabela ou diagrama à disposição dela.
Um material diferente que tenho usado são aplicativos educativos no tablet. Tem um joguinho que mostra uma palavra e pede pra escolher os prefixos e sufixos corretos. Isso funcionou bem tanto pro Matheus quanto pra Clara porque um consegue canalizar a energia nisso e a outra ganha na clareza visual.
E nem tudo dá certo sempre, né? Testei uma vez deixar os dois trabalhando juntos em duplas pensando que um poderia ajudar o outro. Não deu muito certo porque acabaram distraindo um ao outro ainda mais. Então agora prefiro colocar cada um com colegas que têm perfis complementares.
Bom, gente, é isso aí! Espero que as experiências aqui ajudem vocês também com suas turmas. É sempre bom trocar essas figurinhas e ver como cada um encontra suas soluções no dia a dia da sala de aula. Se tiverem dicas também ou quiserem perguntar algo mais específico sobre essas estratégias aí com os alunos especiais ou qualquer outra coisa da EF08LI13, só dar um alô por aqui! Abraço!