Olha só, gente, ensinar o pessoal do 9º ano a expor pontos de vista, argumentos e contra-argumentos em inglês não é moleza, mas é super importante. Essa habilidade da BNCC, a EF09LI01, é basicamente fazer com que os meninos consigam discutir e argumentar em inglês. Não é só falar a língua, mas fazer isso de um jeito que eles consigam convencer, expor idéias com clareza e entender o ponto de vista dos outros. É tipo aquelas discussões que a gente tem numa roda de amigos sobre futebol ou política, mas em inglês. Eles precisam pegar o que aprenderam nos anos anteriores, tipo vocabulário básico e estruturas gramaticais simples, e começar a usar isso pra realmente interagir e convencer os outros.
Então, pra eles conseguirem isso, primeiro a gente faz um trabalho inicial de revisão do que já foi visto antes. Muitos deles já sabem pedir informações, descrever coisas, mas agora precisam dar um passo além: construir um argumento com começo, meio e fim. Por exemplo, se a gente tá discutindo se celulares deviam ser permitidos na sala de aula, eles têm que saber dizer por que sim ou por que não, e também ouvir o que o colega tá dizendo e responder à altura. É uma habilidade que vai além do inglês, mas é na língua inglesa que a gente vai trabalhar isso.
Uma das atividades que faço é o "Debate dos 3 Minutos". Funciona assim: uso artigos de revistas ou sites de notícias em inglês sobre temas atuais que interessam a galera. Coisa simples mesmo, tipo impressão de uma página A4 pra cada grupo. Divido a turma em grupos de três ou quatro alunos e dou uns 15 minutos pra eles lerem o texto e discutirem entre eles qual ponto de vista vão adotar. Depois disso, cada grupo tem 3 minutos pra expor seus argumentos pro resto da turma. Olha, da última vez foi hilário e super produtivo! A Maria Clara e o João Pedro estavam num grupo defendendo que os videogames ajudam no desenvolvimento cognitivo. Teve um momento em que a Maria Clara começou a comparar com esportes físicos e todo mundo ficou impressionado com o vocabulário dela. Eles realmente se envolvem e ficam mais confiantes ao perceberem que conseguem discutir em outra língua.
Outra atividade bacana é o "Role Play de Situações". Aqui eu uso cartões com diferentes cenários. É algo bem simples: escrevo os cenários no computador e imprimo. Cada cartão tem uma situação onde eles precisam argumentar por alguma coisa. Coisas como "Você é prefeito e precisa convencer os moradores a adotarem medidas sustentáveis", ou "Você é um empresário apresentando um novo produto para investidores". Os alunos se dividem em pares ou trios e têm uns 20-30 minutos pra se preparar antes de performar na frente da sala. Da última vez que fizemos isso, foi muito legal ver o Lucas e a Ana Luísa como empresários tentando vender uma bicicleta elétrica para investidores. Eles inventaram dados sobre economia de energia do produto que me surpreenderam! O mais bacana é ver como eles trazem coisas do dia-a-dia para enriquecer o argumento.
E claro, não pode faltar a clássica "Escrita Persuasiva". Aqui eu pego temas polêmicos bem atuais como mudanças climáticas, uso das redes sociais, coisas do tipo, pra eles escreverem uma redação curta mas cheia de bons argumentos. Eu dou entre 40 minutos e uma aula inteira dependendo do envolvimento da turma. O material aqui é só papel e caneta mesmo; vale buscar informações online se tiverem celular à disposição (mas sempre supervisionado). Na última vez, pedi pra Carolina escrever sobre os prós e contras da educação online. Ela trouxe pontos bem interessantes sobre autonomia dos alunos versus a falta de interação pessoal nas classes virtuais. O legal foi ver ela refutando os próprios argumentos no texto pra deixar as ideias dela bem claras!
Os meninos costumam ficar bem animados com essas atividades porque elas são bem práticas e se parecem menos com tarefas chatas tradicionais. Às vezes rola uma timidez no começo, mas quando percebem que todo mundo tá no mesmo barco — tentando achar as palavras certas, construindo frases — aí deslancha! E isso tudo ajuda eles não só na língua inglesa mas em diversas áreas da vida deles.
É isso aí pessoal! São umas estratégias simples mas que têm dado muito certo nas minhas turmas. Espero que ajude quem estiver procurando novas ideias! Qualquer dúvida ou sugestão tamo aí pra trocar figurinha! Abraço!
E aí, continuando aqui o papo sobre como eu percebo que os meninos aprenderam a habilidade EF09LI01, sem ter que mandar prova formal nem nada assim. Na verdade, é tudo bem mais orgânico, sabe? Circulando pela sala, eu vou pegando as coisas no ar. Tipo, quando eles tão fazendo um debate em grupo, dá pra sacar aquele brilho no olho do aluno que entendeu o negócio. Outro dia, tava passando perto do grupo da Mariana, e ouvi ela explicando pro Joãozinho como usar um argumento que já tinham discutido antes. Ela falou, olha só, com confiança: "You should say this because it makes your point stronger." Foi um daqueles momentos de "Ahá! Pegou a ideia!" Porque ela não só entendeu como usaria aquilo pra convencer o colega.
E tem aquelas conversas entre eles, nos intervalos das atividades, sabe? A galera gosta de continuar falando sobre o tema mesmo quando não precisa mais. Quando vejo eles debatendo futebol ou até um filme que assistiram no fim de semana em inglês, sei que algo tá certo ali. E é legal quando um aluno ajuda o outro. Tipo o Lucas explicando pro Pedro como uma estrutura de argumento poderia ser mais clara: "Mano, você precisa dar um exemplo aqui pra galera entender melhor." Isso é sinal de que a coisa tá fluindo.
Agora, falando dos erros comuns, olha só. O pessoal às vezes se enrola na hora de conectar ideias. Tipo assim, eles tentam usar um "but" pra contradizer um argumento e aí acabam misturando conceitos que não têm nada a ver. A Larissa fez isso uma vez. Ela tava dizendo que gostava de esportes e depois soltou um "but" e emendou com algo que não tava relacionado. Eu parei e perguntei: "Larissa, será que você quis dizer outra coisa aqui?" Aí ela pensou e percebeu que queria usar um "and" em vez de "but". Esses erros rolam porque eles estão acostumados com estruturas bem diferentes no português. Quando pego isso na hora, tento fazer perguntas guiadas pra ajudar a clarear.
E aí vem a parte mais delicada da turma: lidar com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Olha só, é desafiador mas a gente vai aprendendo junto com eles. Pro Matheus, eu tenho que ajustar as atividades pra serem mais dinâmicas e curtas. Ele se beneficia muito quando pode se movimentar um pouco mais pela sala. Por exemplo, durante os debates, deixo ele trocar de grupo algumas vezes pra ele não perder o foco. E também uso muito material visual com ele – tipo cartazes com palavras-chave – porque ajuda ele a manter a atenção.
Já com a Clara, as coisas funcionam melhor quando ela tem uma rotina bem definida e previsível na aula. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer em cada etapa da atividade. Então eu costumo colocar no quadro o passo a passo do debate antes de começar. Também uso cartões com pictogramas indicando cada parte do processo – tipo preparação, discussão e conclusão – porque isso ajuda muito ela a se situar.
Uma coisa que eu aprendi é que não adianta forçar uma abordagem única. Não funcionou quando tentei fazer uma atividade onde todos tinham que levantar e falar em público sem preparo prévio – o Matheus se perdeu completamente e a Clara ficou desconfortável. Hoje eu sei que preciso dar opções pra eles participarem da forma mais confortável possível.
Bom, acho que é isso por hoje! Adoro trocar essas ideias com vocês aqui no fórum porque sempre saio com alguma dica nova ou uma perspectiva diferente pra aplicar na sala. Continuem compartilhando as experiências de vocês também!
Até a próxima!