Voltar para Língua Inglesa Ano
EF09LI12Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem posicionamento crítico.

Práticas de escritaProdução de textos escritos, com mediação do professor/colegas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, sobre essa habilidade EF09LI12, eu entendo que a gente tem que desenvolver a capacidade dos meninos de produzir textos que não só expressem suas ideias, mas que também mostrem um posicionamento crítico sobre temas importantes. Na prática, isso significa que eles precisam ser capazes de pegar um tema, entender realmente o que tá acontecendo e colocar a opinião deles de uma forma estruturada. Não é só falar "eu acho", mas sim elaborar argumentos, pensar no público-alvo e escolher o tipo de texto mais adequado pro que querem comunicar.

A galera do 9º Ano já vem com uma bagagem, né? Eles já aprenderam a escrever textos mais simples e a discutir temas em inglês. Então, o desafio agora é dar um passo adiante: fazer com que eles se sintam à vontade pra escolher a melhor forma de dizer o que pensam sobre coisas que realmente importam, seja na escola, no bairro deles ou no mundo. O legal é conectar esses temas com algo próximo da realidade deles, porque aí eles se engajam mais.

Vou contar três atividades que faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade. Primeira atividade: criar memes. Pode parecer brincadeira, mas os memes são superpotentes pra comunicação hoje em dia. Eu levo alguns exemplos impressos e outros no celular mesmo quando a internet da escola tá funcionando bem (o que é raro). Divido a turma em grupos de três ou quatro alunos e dou uns 20 minutos pra eles criarem um meme sobre um tema atual. Pode ser algo como meio ambiente, bullying ou até mesmo algo que aconteceu na cidade recentemente. A tarefa é fazer com que o meme tenha uma mensagem crítica. Da última vez, a Larissa e o João criaram um meme sobre o descarte irregular de lixo, e a turma inteira caiu na risada com o jeito criativo deles de abordar o assunto.

A segunda atividade é uma espécie de fórum de discussão online. Eu uso uma ferramenta gratuita chamada Padlet. É bem simples: eu lanço um tema e os alunos colocam suas ideias lá em inglês. Eles podem comentar uns nos posts dos outros também. Aí eu peço pra eles fazerem isso durante a semana, né? Assim eles têm tempo pra pensar e escrever com calma. Teve um dia que o Lucas postou sobre como as redes sociais afetam nossa autoestima e a Maria argumentou que também têm seu lado positivo por conectar pessoas distantes. Eles adoraram porque se sentem num ambiente "internético" de verdade, mas com propósito educativo.

Por fim, uma atividade clássica: fotorreportagem. É mais elaborada, então organizo como um projeto mensal. Os alunos têm duas semanas pra escolher um tema local ou global, tirar fotos relacionadas e escrever textos em inglês que expliquem essas imagens. Uso só celulares mesmo, todo mundo tem ou sempre dá um jeito de arranjar um emprestado. Na última vez, o grupo do Pedro fez uma fotorreportagem sobre as condições dos parques da cidade. Foi bacana ver como eles foram críticos nas observações sobre falta de cuidado e sugeriram melhorias. No dia da apresentação, eles mostraram as fotos na TV da sala, comentando cada uma delas. O pessoal ficou bem impressionado.

Os meninos reagem de formas bem variadas a essas atividades. No começo rola uma resistência – normal do adolescente –, mas quando percebem que podem usar a criatividade e tratar de coisas que fazem parte da vida deles, se empolgam bastante. Acho que é isso que faz valer a pena: ver que eles estão crescendo não só em termos linguísticos mas como cidadãos críticos.

E aí, meus colegas? Como vocês estão trabalhando essa habilidade nas suas turmas? Alguma dica ou experiência pra compartilhar? Vamos trocar ideias!

A galera do 9º Ano já vem com uma bagagem, né? Eles já têm uma noção de estrutura textual, mas às vezes falta aquele clique pra entender como se posicionar criticamente. Aí é que a coisa começa a ficar interessante. Eu noto que o aluno aprendeu mesmo quando ele começa a trazer exemplos próprios durante as discussões. É um sinal claro que ele entendeu o conteúdo quando consegue discutir com os colegas usando argumentos que não só repetem o que a gente falou na sala de aula.

Por exemplo, tava circulando pela sala um dia desses e ouvi o Felipe explicando pra Luana sobre um texto que a gente tinha lido sobre mudanças climáticas. Ele tava falando algo tipo "mas a gente também tem que pensar em como as decisões dos governos podem impactar isso", e aí ele puxou uma discussão sobre um documentário que ele tinha visto. Na hora pensei: "Esse menino entendeu!" Porque não tava só repetindo o que tinha lido ou ouvido, mas conectando com outras coisas do dia a dia dele.

Outra situação foi com a Juliana. A turma tava escrevendo textos argumentativos sobre tecnologia na educação e ela, do nada, começou a falar sobre como as aulas online durante a pandemia foram uma faca de dois gumes. Ela trouxe exemplos do irmão mais novo dela que tava no fundamental e como isso impactou o aprendizado dele. Quando eles começam a trazer o cotidiano pra dentro do texto, é aí que sei que entenderam.

Agora, os erros mais comuns... Olha, tem uns clássicos. Um é confundir opinião pessoal com argumento. Tipo, eles escrevem "eu acho" sem desenvolver por quê acham aquilo. O Gustavo uma vez escreveu um texto todo baseado no "eu acho" e nada mais. Aí sentei com ele e disse: "Gustavo, mas por que você acha isso? Como você pode provar pro leitor que sua opinião faz sentido?" E ele ficou meio perdido, mas depois conseguimos elaborar juntos um argumento melhor estruturado.

Outro erro é na coesão do texto. Às vezes eles vão escrevendo e esquecem de conectar uma ideia com a outra. A Larissa tinha esse problema; os parágrafos dela pareciam ilhas isoladas. Então, passei a revisar com ela, mostrando como usar conectivos pra fazer as ideias fluírem melhor. E olha, depois de algumas tentativas e um pouco de prática, ela pegou o jeito.

Sobre o Matheus e a Clara, cada um tem suas necessidades, né? Com o Matheus, que tem TDAH, eu sempre procuro dividir as atividades em etapas menores pra ele não se perder ou ficar muito agitado. Faço bastante uso de cronogramas visuais; coloco lá no quadro quanto tempo vai durar cada atividade e sempre dou uma pausa entre uma parte e outra. Ele responde bem a isso porque consegue visualizar e se organizar melhor.

Já com a Clara, que tem TEA, o uso de imagens é essencial. Sempre trago materiais visuais e também tento usar símbolos pra ajudá-la a compreender a estrutura do texto. Ela gosta quando as atividades são mais previsíveis, então mantenho uma rotina bem estruturada nas tarefas. Uma coisa que funcionou foi usar tabelas coloridas pra ajudar na organização das ideias dela durante os textos argumentativos.

Mas olha, nem tudo sempre funciona de primeira. Lembro de uma vez que tentei usar música como atividade pra captar a atenção do Matheus, mas ele ficou ainda mais disperso, agitado demais pro meu gosto! Então aprendi que pra ele não dá certo esse tipo de estímulo sonoro enquanto tá focado em escrever.

E assim vou ajustando o que faço conforme vejo o que funciona ou não. É tudo questão de observar e adaptar conforme vamos conhecendo melhor cada aluno.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Cada turma é um universo diferente e a gente vai aprendendo junto com os meninos. Espero ter contribuído um pouco com vocês aí no fórum! Abraços!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF09LI12 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.