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EM13LP23Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar criticamente o histórico e o discurso político de candidatos, propagandas políticas, políticas públicas, programas e propostas de governo, de forma a participar do debate político e tomar decisões conscientes e fundamentadas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13LP23 da BNCC, que a galera fala que é pra "analisar criticamente o histórico e o discurso político", a gente tá basicamente querendo que os meninos entendam o que tá rolando no cenário político. Não é só ver o que tá na televisão ou no celular, mas sacar o que tem por trás daquele discurso, daquela propaganda política. Os alunos precisam conseguir ler nas entrelinhas, entender qual é a jogada do candidato, o que as políticas públicas realmente representam e como as propostas de governo vão impactar a vida deles e da comunidade. Isso é importante porque um dia eles vão ter que votar, certo? E a gente quer que eles votem sabendo o que tão fazendo.

Agora, pro pessoal do segundo ano do ensino médio, eles já vêm com uma base do ano anterior. Na primeira série, os alunos já começam a discutir algumas questões mais gerais sobre política, tipo entender o papel dos três poderes, a importância do voto. Então agora a gente aprofunda. Queremos que eles não só entendam como também critiquem. Precisam aprender a debater com argumentos sólidos e aí, tomar decisões conscientes.

A primeira atividade que eu faço com eles é uma análise de discurso dos candidatos. Então, eu pego vídeos de debates ou campanhas políticas que estão rolando na TV ou na internet. É bem tranquilo de achar esse material. Aí, divido a turma em grupos de cinco alunos e cada grupo analisa um vídeo diferente. Eles têm 50 minutos pra assistir e discutir entre si o que identificaram: pontos fortes e fracos do discurso, promessas feitas, se tem alguma contradição. Depois, cada grupo apresenta suas análises pra turma toda.

Lembro da última vez que fiz isso e o Lucas tava no grupo dele super empolgado. Ele percebeu uma frase de efeito que um candidato usou e disse "Olha só o Slogan! Eles falam isso mas se contradizem lá atrás quando votaram contra tal projeto". A turma toda ficou interessada e começou um debate em cima disso.

Depois, faço uma atividade em sala chamada “Política na prática”. Eu trago algumas notícias recentes sobre políticas públicas ou propostas novas do governo. Levo recortes de jornal ou imprimo trechos de sites confiáveis. Aí, formo dois grupos — um defendendo a política em questão e outro criticando. Eles têm 15 minutos pra se preparar com os argumentos e depois 20 minutos para debaterem entre si.

Da última vez que fizemos essa atividade, usamos uma proposta recente sobre educação pública. Foi muito bacana ver o João defendendo com unhas e dentes os investimentos na área enquanto a Ana argumentava sobre as falhas na execução prática dessas propostas. No final, apesar de alguns terem ficado meio exaltados (coisa normal), a galera saiu da aula entendendo bem mais do que se fosse uma explicação direta minha.

A terceira atividade é uma espécie de projeto de pesquisa sobre programas de governo. Dou um tempo maior pra isso — duas semanas no total — porque quero algo mais aprofundado. Cada aluno escolhe um programa de governo específico pra pesquisar e depois entregar um pequeno relatório escrito junto com uma apresentação oral. Dou umas dicas de onde buscar informação: sites oficiais do governo, artigos acadêmicos, até entrevistas com pessoas envolvidas no programa se conseguirem.

Na última rodada desse projeto, fiquei impressionado com a pesquisa da Mariana sobre um programa voltado à saúde da mulher. Ela trouxe dados bem legais sobre o impacto positivo em comunidades carentes e incluiu depoimentos que conseguiu com uma agente comunitária de saúde do bairro dela. O pessoal da sala curtiu bastante porque eram coisas que muitos não sabiam — inclusive eu!

Essas atividades ajudam bastante porque tiram os meninos daquela zona de conforto de só ouvir professor falar — eles correm atrás da informação, debatem entre eles e acabam descobrindo muito mais coisa por conta própria. É um processo contínuo mas super válido porque sinto que aos poucos eles vão ficando mais críticos e participativos.

Então é isso aí pessoal! É assim que eu tento trabalhar essa habilidade lá na escola com meus alunos do segundo ano do ensino médio. E vocês? Como têm trabalhado essa habilidade nas suas turmas? Tô curioso pra saber!

Aí, galera, continuando aqui a conversa sobre a habilidade EM13LP23. Eu tava falando de como os meninos precisam entender além da superfície, né? Bom, mas aí você se pergunta: como eu sei se eles tão realmente sacando tudo isso, sem apelar pra uma prova formal? Olha, um dos jeitos é circulando pela sala e ouvindo as conversas deles. Às vezes, o aluno tá ali no grupinho, discutindo algum tema atual e você percebe que o João tá explicando pro Pedro como um certo político usa uma linguagem mais informal pra se aproximar do público jovem. Quando ele começa a dar exemplos específicos, tipo uma campanha que ele viu no Instagram, e analisa aquilo com um olhar mais crítico, pensando na intenção por trás, aí você já vê que ele tá entendendo a parada.

E tem aquelas horas que você pega eles meio que no flagra, sabe? Tipo na hora que eu tô passando pelas mesas e escuto a Marina falando pra Larissa: "mas você reparou que tal candidato sempre fala de segurança pública quando tá em cidade grande, mas foca em saúde nas cidades pequenas? Ele tá jogando com o que as pessoas mais se preocupam em cada lugar." Aí, meu amigo, é aquela hora que a gente pensa: "ahá, agora ela pegou o espírito da coisa!"

Mas claro que, no meio disso tudo, rolam uns erros comuns. Por exemplo, o Lucas vira e mexe confunde opinião pessoal com fato. Outro dia ele tava discutindo com a turma sobre um discurso de um político famoso e falou: "Ah, ele disse que vai aumentar o emprego porque quer o bem do povo." Aí eu tive que interromper e perguntar: "Mas Lucas, isso é um fato ou uma crença sua sobre as intenções dele?" Esse tipo de erro acontece muito porque os meninos ainda estão aprendendo a separar suas impressões pessoais dos fatos concretos. Nessas horas, eu tento deixar claro a diferença entre dado e opinião e peço pra eles sempre voltarem às fontes antes de chegar a uma conclusão.

Agora, quando se trata de lidar com o Matheus e a Clara, eu preciso adaptar algumas coisas pra garantir que eles também estejam aprendendo. O Matheus tem TDAH e precisa de movimento e estímulos diferentes pra aprender melhor. Então, em atividades de análise crítica onde eu vejo que a turma tá mais parada lendo textos longos ou vendo vídeos mais extensos, tento criar algumas dinâmicas em grupo que permitam ele se movimentar. Uma vez fizemos um "estação rotativa" onde cada mesa tinha uma parte do discurso pra analisar e ele podia circular pela sala lendo os destaques e contribuindo com suas observações. Isso ajudou bastante porque ele tava interagindo o tempo todo.

Já a Clara, que tem TEA, se dá melhor quando as estruturas são mais previsíveis. Ela curte quando as atividades têm começo, meio e fim bem definidos. Com ela, uso muito esquemas visuais. Já fizemos juntos uns mapas mentais de discursos políticos onde ela conseguia ver claramente cada elemento analisado ali distribuído num papel grande colorido. Isso ajuda bastante ela a organizar as ideias antes de expressá-las.

Claro que nem tudo dá certo sempre. Teve uma vez que achei genial fazer uma atividade onde os alunos escreviam discursos fictícios como candidatos. Achei que ia ser superengajador pro Matheus. Só que era muita escrita em um lugar só e ele ficou estressado porque não conseguia organizar as ideias rápido o suficiente pro tempo que tínhamos. Aprendi ali a importância de dividir em partes menores.

Com a Clara teve uma atividade de debate onde cada um defendia um ponto de vista diferente. Achei que ela fosse curtir ouvir antes de falar, mas ficou nervosa porque não sabia quando iria chegar sua vez e isso aumentou sua ansiedade. Depois desse dia, começamos a usar cartões de tempo pra ajudar ela a prever quando seria sua participação.

É isso aí, pessoal! Cada dia é um aprendizado e estou sempre tentando novas abordagens pra incluir todos na sala. O importante é estar atento ao que funciona para cada aluno e ajustar conforme necessário. E aí, como vocês lidam com essas situações? Divide aí! Até mais!

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