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EM13LP24Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar formas não institucionalizadas de participação social, sobretudo as vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais, intervenções urbanas e formas de expressão típica das culturas juvenis que pretendam expor uma problemática ou promover uma reflexão/ação, posicionando-se em relação a essas produções e manifestações.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Pessoal, vamos falar sobre como trabalhar a habilidade EM13LP24 da BNCC, que é um nome complicado pra uma coisa super interessante. A ideia por trás dessa habilidade é fazer os alunos olharem pras formas de participação social que não são aquelas tradicionais, sabe? Tipo, em vez de só pensar em votar ou participar de uma reunião de condomínio, a coisa é ver como as pessoas se expressam e se manifestam de outras formas, através de arte, cultura, intervenções urbanas, e todas essas expressões que a galera jovem curte e usa pra mostrar o que pensa sobre o mundo. O aluno precisa conseguir olhar pra uma pichação no muro ou um grafite e pensar: "O que essa pessoa tá tentando dizer? O que isso me faz sentir? Eu concordo, discordo? Por quê?". É tipo entender que essas manifestações são válidas e importantes, e o aluno precisa aprender a dialogar com essas ideias.

Agora, pensando no que a galera já traz da série anterior, eles já têm alguma noção de crítica social por conta das discussões de sociologia e filosofia. Eles já entendem o básico sobre o que é uma crítica social. Então, eu tento pegar esse conhecimento e dar um empurrãozinho a mais, mostrando como essas críticas podem ser tecidas por meio da arte e das intervenções urbanas. Bora agora ver três atividades que eu faço com os meninos na sala pra trabalhar isso.

A primeira atividade é uma aula-passeio pela cidade. A ideia é levar a turma pra dar uma volta pelos arredores da escola e observar as manifestações artísticas nas ruas, tipo grafites, cartazes colados nos postes e até as pichações. Não precisa de material complicado: só uns papéis e canetas pra anotar. Organizo a turma em grupos pequenos, com uns quatro ou cinco alunos. A atividade leva uma manhã inteira, assim pra dar tempo de caminhar, observar e discutir. Na última vez que a gente fez isso, tinha um grafite enorme de uma menina pintado num muro não muito longe da escola. Aí a Maria comentou: "Nossa, parece que ela tá chorando... Será que é sobre falta d'água?". Aí o João já puxou outra linha: "E se for sobre injustiça social?". Foi massa ver eles discutindo o mesmo desenho com interpretações diferentes.

Outra atividade é trazer intervenções urbanas pro espaço da escola. Peço pros alunos criarem algo que possa ser exposto no pátio ou nos corredores. Pode ser uma instalação feita com materiais recicláveis ou aquelas artes com giz no chão. Eles usam materiais que têm em casa mesmo ou na escola. Geralmente faço isso em duplas ou trios e dou umas duas semanas pra eles planejarem e executarem. Quando fizemos isso da última vez, o Rafael e o Lucas fizeram um mural com tampinhas de garrafa e papelão colorido sobre aquecimento global. No dia da exposição, os outros alunos podiam perguntar sobre a obra, o que ajudou na interação e reflexão. Achei legal quando a Janaína perguntou pros meninos: "Mas vocês acham mesmo que isso muda alguma coisa no mundo?". E eles responderam algo como: "Se pelo menos alguém parar pra pensar duas vezes antes de jogar lixo na rua, já mudou alguma coisa". Foi bem legal ver essa troca.

A terceira atividade é analisar música ou letra de rap. Sempre escolho uma música nacional que tenha uma mensagem forte. A gente escuta juntos na sala (basta um celular com caixa de som) e depois lemos a letra. Eu divido a turma em grupos e cada grupo fica responsável por analisar um trecho da letra, tentando entender qual mensagem tá passando ali. Dou mais ou menos duas aulas pra isso, porque tem muita coisa pra discutir. No final, cada grupo apresenta suas ideias pro resto da turma. Da última vez trabalhamos com "Capítulo 4, Versículo 3" dos Racionais MC's. O grupo do Pedro disse que se sentiu tocado pela forma como a música fala da realidade das periferias urbanas e como muitas vezes essa realidade passa despercebida por quem vive em outras condições sociais. Eles até fizeram umas analogias com situações locais aqui de Goiânia.

O legal dessas atividades é ver como os alunos começam a perceber outras formas de expressão além do texto escrito tradicional. É como se eles ganhassem novos óculos pra enxergar o mundo ao redor deles. Na maioria das vezes, eles ficam super empolgados porque percebem que podem se expressar também através dessas formas não convencionais.

Bom pessoal, espero ter ajudado vocês a pensar em como trabalhar essa habilidade na prática! E se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar suas experiências também, vamos trocar figurinhas! Abraços!

e essas manifestações e perceber a importância delas na construção da cidadania, sabe? Aí entra a parte legal das aulas, quando a gente vê que os meninos começam a entender isso na prática, no dia a dia.

Olha, uma coisa que eu sempre faço é andar pela sala enquanto eles estão trabalhando em grupo. Esse é o melhor momento! Dia desses, tava rolando um debate sobre música como forma de resistência. Eu vi a Mariana explicando pro Gabriel como o rap pode ser uma forma de protesto tão potente quanto uma marcha na rua. Ela usou um exemplo de uma música do Emicida que eles tinham ouvido em aula e fez umas comparações com o que a gente falou sobre cidadania. Na hora pensei: "Ah, essa entendeu!". Não precisou de prova pra ver que ela pegou a ideia da habilidade.

Outro momento que curto é quando eles começam a usar o conteúdo nas conversas deles sem perceber. Teve uma vez que passei perto do grupo da Júlia e do Leo e eles estavam discutindo sobre um grafite novo aqui perto da escola. Usaram termos que discutimos em aula e fizeram críticas sobre a forma que a escola retratou o tema nas redes sociais. Isso mostra que tão refletindo sobre as expressões sociais no cotidiano deles.

Claro, nem tudo são flores, né? Os erros acontecem e fazem parte do aprendizado. Um erro comum é quando os meninos confundem manifestação social com vandalismo. Tipo, o Thiago uma vez comentou que algumas pichações não passam de "bagunça" e aí eu tive que puxar um papo sobre como entender o contexto. Expliquei a diferença entre uma pichação com propósito de protesto e um ato de vandalismo sem causa específica. Nessa hora, gosto de usar exemplos reais, tipo mostrar fotos ou vídeos, porque ajuda muito.

Outro erro normal é achar que só manifestações grandes contam. A Luiza sempre vem com essa, achando que só eventos gigantescos são importantes. A gente conversa bastante sobre isso, mostrando como pequenas ações, tipo um teatro na praça ou um sarau na escola, também têm seu valor e impacto. Essas conversas ajudam eles a verem a pluralidade das manifestações sociais.

Agora, falando do Matheus e da Clara. Bom, o Matheus tem TDAH, então ele precisa de algumas adaptações pra conseguir acompanhar bem as atividades. Pra ele, eu sempre tento variar as formas de apresentação dos conteúdos. Uso vídeos curtos em vez de só texto ou explanação oral, porque ele se interessa mais e presta mais atenção assim. Também dou intervalos curtos pra ele poder levantar sem atrapalhar ninguém, como quando a classe tá em atividade em grupo e ele fica mais livre pra se movimentar.

A Clara tem TEA, então com ela preciso ser bem claro e estruturado nas instruções das atividades. Eu uso checklists pra ela saber exatamente o que esperamos dela em cada etapa do trabalho. Isso ajuda bastante porque ela se perde menos no processo. Também tento incluir atividades que usem mais imagens e figuras visuais, porque ela responde bem melhor assim.

O que não funcionou muito bem foi quando tentei fazer uma atividade muito aberta sem etapas definidas. Matheus perdeu o foco rapidinho e Clara ficou sem saber por onde começar. Desde então, tenho sido mais cuidadoso em explicar um passo a passo antes de qualquer atividade mais livre.

Bom, pessoal, acho que é isso! Compartilhei um pouco do meu dia a dia nessa função desafiadora de ajudar os alunos a compreenderem essas formas alternativas de participação cidadã. A gente vai aprendendo junto com eles e vendo como cada um encontra seu jeitinho de expressar suas ideias e opiniões. Espero que essas experiências possam inspirar vocês aí também! Qualquer dúvida ou ideia nova, é só falar aqui no fórum! Valeu!

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