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EM13LP48Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Identificar assimilações, rupturas e permanências no processo de constituição da literatura brasileira e ao longo de sua trajetória, por meio da leitura e análise de obras fundamentais do cânone ocidental, em especial da literatura portuguesa, para perceber a historicidade de matrizes e procedimentos estéticos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP48 da BNCC é bem interessante de trabalhar, mas vou te contar que pode parecer meio complicada à primeira vista. Na prática, a gente tá falando de ajudar os meninos a entenderem as influências literárias, como a literatura brasileira se formou a partir de outras literaturas, especialmente a portuguesa. Isso é perceber as continuidades e as mudanças ao longo do tempo. Então, o aluno precisa conseguir olhar pra um texto e dizer: "Ah, isso aqui lembra aquele outro autor", ou "Olha só como esse movimento literário rompeu com aquilo que veio antes". É tipo montar um quebra-cabeça, só que com livros e ideias.

Agora, isso não é do zero, né? A galera já vem do 1º ano do Ensino Médio com uma bagagem bacana sobre movimentos literários brasileiros, como o romantismo, o realismo... e por aí vai. Eles já tiveram contato com obras importantes da literatura brasileira e sabem identificar algumas características dos autores e das épocas. O que a gente faz agora no 2º ano é aprofundar isso, conectando com a literatura portuguesa e outras influências do cânone ocidental.

Bom, vou falar de três atividades que sempre faço aqui na sala com os meninos pra trabalhar essa habilidade. A primeira é uma comparação entre "Os Lusíadas", do Camões, e "Iracema", do José de Alencar. Uso versões simplificadas dos textos — nada complicado — pra não assustar a turma logo de cara. Divido eles em grupos de cinco ou seis e dou umas perguntas pra guiar a análise: "O que vocês percebem de parecido ou diferente entre as obras?" ou "Quais temas se repetem nas duas histórias?". Isso leva umas duas aulas, porque tem leitura, discussão em grupo e depois uma socialização. A reação deles costuma ser bem legal. Na última vez, o Lucas ficou super empolgado quando percebeu que "Iracema" também falava sobre a construção de uma identidade nacional, igualzinho "Os Lusíadas", só que de um ponto de vista diferente. Ele até fez uma apresentação extra no final pra turma!

A segunda atividade envolve poesia. Trabalho "Soneto de Fidelidade" do Vinicius de Moraes junto com um soneto do Camões. Passo cópias dos textos pra todo mundo e peço pra eles destacarem palavras ou expressões que mostram sentimentos parecidos ou contrastantes. Aí faço um bate-papo em roda mesmo, bem informal. Dura uma aula toda geralmente. Os alunos ficam fascinados em ver como o amor foi tratado por autores tão distantes no tempo. Da última vez que fiz essa atividade, a Ana Clara comentou como achava incrível que os sentimentos humanos fossem tão universais. Ela até falou que parecia que o Vinicius e o Camões estavam conversando através dos séculos!

A terceira coisa que faço é mais prática: peço pra eles criarem um pequeno texto ou poema que misture elementos da literatura portuguesa e brasileira. Pode ser uma releitura moderna de uma obra clássica ou uma narrativa original inspirada nos estilos dos autores. Dou liberdade total no formato — pode ser até em quadrinhos! Uso uma aula pra eles escreverem e na seguinte eles compartilham com a turma. O material é só papel e caneta mesmo, às vezes algum tablet pras pesquisas rápidas. Os alunos adoram soltar a criatividade! Lembro do dia que o Pedro trouxe um rap inspirado no "Sermão da Quarta-feira de Cinzas", do Padre Antônio Vieira. Ele misturou críticas sociais semelhantes às tratadas pelo Vieira com a gíria atual da galera. Foi demais!

Essas atividades não só ajudam a turma a entender as influências literárias, mas também criam um ambiente super rico onde eles aprendem uns com os outros. E olha, eu adoro ver quando alguém se dá conta de uma conexão nova ou quando conseguem ver além dos textos em si — tipo sacar o contexto histórico por trás das palavras escritas lá atrás.

Acho que é isso pessoal! Qualquer dúvida sobre essas atividades tô por aqui sempre pra ajudar!

Aí, como a gente percebe que os meninos estão realmente entendendo sem precisar aplicar uma prova tradicional? Olha, é na hora que você tá lá, andando pela sala, ouvindo as conversas deles ou quando um explica pro outro. Esses momentos são ouro! Muitas vezes, eu tô passando pelas mesas e escuto a Maria Clara falando pro João: "Sabe aquela coisa no Romantismo que eles sempre falavam de amor, mas depois veio o Realismo e mudou isso, né?". Aí eu penso: "Ah, essa aí pegou direitinho". Outra vez, vi o Pedro ajudando a Ana a entender um texto: ele disse algo como "É tipo assim, o Machado de Assis tá criticando a sociedade, mas de um jeito irônico. Vê se você pega isso aqui". E quando eles começam a fazer essas conexões por conta própria é que eu sei que estão no caminho certo.

E os erros mais comuns? Bom, é normal alguns deles confundirem os movimentos literários. Teve o Lucas, por exemplo, que sempre misturava Modernismo com Simbolismo. Ele dizia que estava tudo ali junto porque ambos têm aquela coisa meio de mexer com a linguagem. Aí eu preciso parar e dizer: "Calma, Lucas. Olha aqui a diferença: um tá mais preocupado em romper com o passado e o outro foca mais no mistério e na subjetividade". É questão de ir retornando às características desses movimentos com eles.

Outra coisa que percebo é quando eles não conseguem ver as influências externas nos textos. Tipo outro dia, a Sofia me disse que não via nada de Portugal num poema do Gregório de Matos. Aí eu sentei do lado dela e falei: "Repara aqui na estrutura do soneto e nas referências à cultura portuguesa. Tá tudo ali". É aquele momento de pegar na mão mesmo e mostrar como cada detalhe tem uma razão de ser.

Agora, vou te contar como eu lido com o Matheus, que tem TDAH, e com a Clara, que tem TEA. Com o Matheus, eu percebi que atividades mais dinâmicas e curtas funcionam melhor. Então faço questão de dividir a aula em blocos menores e dou pequenas pausas pra ele não perder o foco. Uma coisa que funciona bastante é deixar ele escolher entre algumas atividades – ele se sente mais no controle e engaja melhor. Já tentei deixar ele ler por longos períodos, mas não deu certo; ele se perde fácil.

Com a Clara, que tem TEA, é importante ser bem claro nas instruções e ter uma rotina previsível. Ela gosta muito de trabalhar com recursos visuais. Então sempre que posso, levo imagens, gráficos ou até vídeos curtos sobre os temas que estamos discutindo. Isso ajuda ela a entender melhor os conceitos porque ela processa melhor visualmente do que só ouvindo ou lendo. Uma vez tentei uma atividade em grupo sem ter explicado detalhadamente o que esperar dela e foi um desastre – ela ficou perdida no meio da interação sem saber o que fazer.

O importante é lembrar que cada aluno tem seu jeito único de aprender e precisa de abordagens diferentes. E olha, ver esses meninos crescendo e entendendo as coisas é maravilhoso. É isso aí galera! Vou ficando por aqui porque já falei demais hoje. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências semelhantes, manda aí no fórum! É sempre bom trocar ideia com vocês. Abraço!

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