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EF01LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar fonemas e sua representação por letras.

Escrita (compartilhada e autônoma)Construção do sistema alfabético e da ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF01LP07, que é basicamente ajudar os meninos a entenderem que os sons que a gente fala (fonemas) têm suas letrinhas correspondentes no papel, é uma parte bem importante do nosso trabalho com o 1º Ano. Quando a molecada chega pra gente, geralmente eles já têm uma noção básica das letras, porque no Infantil já começam a ter contato com o alfabeto, sabem cantar a musiquinha e tal. Mas daí até entender como cada som vira uma letra no papel tem um caminho aí, sabe? A gente precisa fazer com que eles percebam que quando falamos "cachorro", por exemplo, tem todo um somzinho pra cada letrinha: ca-cho-rro. É essa consciência fonológica que a gente precisa construir.

Na prática, se um aluno consegue ouvir um som e reconhecer qual letra representa aquele som no papel, ele tá mandando bem nessa habilidade. E olha que esse é um passo importante pra eles conseguirem escrever e ler sozinhos mais pra frente. Eles vão percebendo aos poucos que as palavras têm uma sequência de letras que representam cada som e isso faz toda diferença na hora de escrever e ler novas palavras.

Agora vou te contar como a gente trabalha isso em sala. Uma atividade que faço sempre é o exercício dos sons iniciais. Eu trago imagens bem simples — tipo desenho de coisas do dia a dia mesmo: bola, gato, sapato — e aí peço pra eles identificarem qual é o primeiro som da palavra de cada imagem. Uso cartolina pra fazer as fichas bem coloridas. A turma fica em círculo no chão, com todo mundo participando. Gosto de fazer isso depois do recreio, porque eles estão mais animados. Dura uns 30 minutinhos. Na última vez, o Pedro ficou tão empolgado quando percebeu sozinho que o som de "bola" começava com "b" que ele levantou correndo pra mostrar pra turma. Foi legal ver ele tão feliz.

Outra atividade que dá super certo é o bingo das letras. Eu crio cartelas com letras do alfabeto e um saquinho com fichas, também com as letras. A ideia é que quando eu falo uma palavra, tipo "mão", eles precisam identificar qual letra ouviram primeiro e marcar na cartela se tiverem essa letra. A galera adora bingo! Eles ficam animados até demais às vezes! É uma atividade que dura uns 40 minutos e faço em duplas ou trios pra eles ajudarem uns aos outros. Na última vez, a Ana Luíza e a Sofia estavam numa dupla e ficavam discutindo se era "pê" ou "mê" na palavra "pato", mas depois que acertaram elas deram risada da confusão.

E também tem o momento das histórias interativas, que ajuda muito! Eu leio uma história curta (conto popular ou historinha da turma) e vou pausando em algumas palavras propositadamente escolhidas. Então eu peço pra eles ajudarem a completar falando o som inicial da palavra. Uso livros ilustrados grandes, assim todo mundo consegue ver bem as imagens. A turma fica numa roda em frente ao quadro, prestando atenção total! É sempre bom reservar uns 20 minutos pra essa parte. Uma vez a Lorena sugeriu o som de "g" pra "galinha" antes mesmo de eu perguntar! Fiquei orgulhoso.

Essas atividades não só ajudam na identificação dos fonemas e suas representações por letras, mas também tornam o aprendizado mais dinâmico e divertido para os meninos. Você vê o brilho nos olhos deles quando conseguem identificar os sons corretamente e isso incentiva ainda mais. E é claro que nem sempre é fácil, mas aos poucos todos vão pegando o jeito.

No fim das contas, o que importa é proporcionar um ambiente onde eles se sintam seguros pra tentar e errar sem medo. Cada avanço que fazem é motivo de comemoração. Essa habilidade EF01LP07 é só uma peça do quebra-cabeça maior da alfabetização, mas muito importante! Sempre saio das atividades com a sensação de missão cumprida quando vejo o entusiasmo deles em aprender.

E aí colega, como você anda trabalhando isso na sua sala? Tem alguma dica nova pra partilhar? Vamos trocar mais figurinhas!

Bom, continuando sobre como perceber que os meninos aprenderam essa habilidade, é mais na vivência do dia a dia, sabe? Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e vejo eles escrevendo as palavrinhas que a gente tá trabalhando, eu consigo perceber os avanços. Às vezes paro do lado da carteira do João e ele tá lá, todo concentrado, desenhando as letras pra formar "gato". Aí eu vejo que ele escreve "gatto", e já sei que ele tá pegando a ideia dos sons, mesmo que ainda não tenha acertado completamente. Essa tentativa de encaixar as consoantes já mostra que ele tá caminhando no processo.

Também tem aqueles momentos preciosos quando ouço as conversas entre eles. Outro dia a Ana tava explicando pro Pedro que "pato" começa com o mesmo som de "pão". Aí você percebe, ali naquela conversa, que ela já entendeu parte do jogo dos sons. E é uma satisfação danada ver quando um aluno ajuda o outro, porque aí eles estão ensinando e aprendendo ao mesmo tempo. Quando a coisa flui desse jeito, sei que as atividades estão funcionando.

Agora, sobre os erros mais comuns, olha, tem uns clássicos. O Lucas, por exemplo, sempre se confundia com os sons de "b" e "d". Ele escrevia "bala" como "dala" e vice-versa. É bem comum isso. Eu acho que acontece porque visualmente as letras são parecidas e na fala rápida do dia a dia os sons se embaralham na cabecinha deles. Quando pego um erro desses na hora, geralmente chamo o aluno pra perceber a diferença colocando o dedo embaixo da letra enquanto fala a palavra devagarinho. Faço um teatrinho ali rapidinho de quem tá lendo devagar e contando história.

E tem também o caso do Felipe que insiste em querer escrever tudo em letra de forma, aí se perde um pouco nas cursivas. Esse é um erro mais ligado à prática mesmo — quanto mais eles tentam copiar as palavras com diferentes tipos de letra, mais vão acostumando os olhos e os dedos.

Agora vou falar do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e é uma energia só! Para ele, eu mudo algumas coisas nas atividades pra prender a atenção dele por mais tempo. Tipo assim, faço uso de materiais bem visuais e concretos. Uma vez usei letras de feltro grandes que ele podia pegar com a mão — isso ajudou bastante ele a focar nos formatos das letras enquanto brincava de compor palavras no chão. Tem também a questão do tempo: divido as atividades dele em partes menores pra ele ir completando aos poucos sem perder interesse.

A Clara é uma menina incrível que tem TEA e precisa de uma abordagem um pouco diferente. Para ela, organizo as atividades de forma bem estruturada, com passos claros e visuais que ela possa seguir no próprio ritmo. Às vezes uso cartões com desenhos ao lado das letras pra ajudar na associação visual e verbal. Um dia fizemos um jogo simples com cartinhas coloridas onde ela ia juntando sons e formando palavras — foi um sucesso. Ela adora rotina e previsibilidade, então tento manter um padrão nas aulas dela sempre que possível.

Claro que nem tudo funciona de primeira ou pra sempre. Com o Matheus já tentei usar um aplicativo educativo no tablet pra motivar ele, mas aí ele acabava se dispersando nos joguinhos e não rolou bem. Com a Clara já teve atividade que era muito longa visualmente e ela ficou confusa — às vezes menos é mais.

Enfim, galera, acho que é isso por hoje. O importante é ir observando cada aluno de perto no dia a dia e ajustar nossas estratégias conforme vamos conhecendo melhor cada um deles. Cada criança tem seu tempo e seu jeito único de aprender, né? E nesse caminho a gente vai aprendendo junto com eles também. Até mais, pessoal!

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