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EF01LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita.

Escrita (compartilhada e autônoma)Construção do sistema alfabético e da ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, falar sobre essa habilidade EF01LP08 da BNCC é uma coisa que eu gosto bastante, porque é a base de tudo, né? Quando a gente fala de relação entre os sons e a escrita, a gente tá falando daquele momento mágico em que os meninos começam a entender que o que eles falam pode ser transformado em letrinhas no papel. Na prática, é tipo assim: a criança precisa perceber que aquele som "ma" que ela fala quando diz "mama" tem uma ligação com as letrinhas M e A. É um processo de descoberta mesmo, meio detetive.

Quando chegam no 1º ano, os meninos já têm uma bagagem do que viram na educação infantil. Eles já brincaram com sons, rimas, músicas, e até fizeram rabiscos que tinham algum sentido pra eles. Mas agora é hora de começar a formalizar isso, sabe? Eles precisam reconhecer que cada somzinho tem uma representação escrita. E essa é uma chave pra leitura e escrita de verdade. O desafio é tornar isso divertido e natural, porque se virar obrigação chata, já era.

A primeira atividade que eu gosto de fazer é o "jogo das sílabas". É bem simples: uso aqueles blocos de letras móveis, sabe? Tipo aqueles de montar palavras. Divido a turma em pequenos grupos de uns quatro alunos e dou um conjunto de blocos para cada grupo. A atividade leva uns 30 minutos. Eu falo uma palavra simples, tipo "gato", e eles têm que identificar as sílabas e montar a palavra com os blocos. Da última vez que fizemos isso, o João ficou todo animado porque descobriu sozinho como formar "sapo". Ele não cabia em si de felicidade!

Outra atividade bacana é o "bingo das letras". Funciona assim: preparo cartelas com letras do alfabeto e distribuo pra galera. Uso um saquinho com fichas de palavras que os meninos já conhecem. Vou sorteando as palavras do saquinho e eles têm que marcar as letras que compõem essas palavras nas cartelas deles. O primeiro que preencher ganha um prêmio simbólico – geralmente um adesivo ou algo assim. Essa atividade leva uns 20 minutos e mantém a turma super atenta. Na última vez que jogamos, a Maria acertou todas as letras da palavra "pato" e ficou tão contente que pediu pra ser a próxima a sortear as fichas.

E tem também o "teatro das palavras", que é sensacional pra essa habilidade. A gente escolhe uma palavra simples e eu peço pra turma pensar em como representar essa palavra só com gestos ou sons. A ideia é que eles pensem nos sons da palavra e tentem expressar isso sem escrever nada. Leva uns 40 minutos porque tem toda uma preparação, mas vale muito a pena. Da última vez fizemos com a palavra "bola", e o Pedro deu um show! Ele inventou um jeito super criativo de mostrar o som do 'bo' como se fosse um chute na bola.

Aí você pensa: mas Carlos, como os meninos reagem? Olha, cada atividade tem sua própria energia na sala. No jogo das sílabas, eles ficam mais competitivos, tentando achar a resposta antes dos coleguinhas, o que é ótimo porque acaba estimulando o raciocínio rápido deles. No bingo das letras, há uma mistura de concentração e diversão, já que eles precisam prestar atenção nas palavras sorteadas mas também têm aquela expectativa boa de quem vai ganhar. E no teatro das palavras, cara, aí é pura criatividade! Eles se soltam mesmo, perdem a timidez e entram na brincadeira.

Bom, essa habilidade EF01LP08 pode parecer simples num primeiro olhar, mas ela é crucial pro desenvolvimento da leitura e escrita dos meninos. Ver eles avançando nessas atividades me dá uma satisfação enorme porque sei que estamos construindo uma base sólida pro aprendizado deles. E quando eles começam a perceber essa relação entre o som e as letrinhas escritas, aí sim começam a escrever suas primeiras palavrinhas com segurança. É uma fase incrível!

Enfim, espero ter ajudado vocês com essas ideias práticas! Se alguém tiver mais sugestões ou quiser compartilhar como trabalha isso na sala também, vai ser massa trocar figurinhas!

Aí, quando a gente tá ali na sala de aula, o que eu faço muito é ficar circulando entre os meninos e reparando, sabe? Não é só ouvir o que eles falam, mas como falam. Tem umas horas que a gente percebe que um aluno tá começando a ligar os pontos quando ele faz um comentário esperto ou ajuda um colega. Tipo, lembro do dia que a Ana tava sentada tentando escrever uma frase sobre o que ela mais gostava de fazer no fim de semana. Aí o Lucas, que tá sempre com a cabeça no mundo da lua mas é muito esperto, chegou perto e disse: "Olha, Ana, você tá falando que gosta de 'pa-sse-ar', então tem que começar com P-A, não com B-A". E naquele momento eu pensei: "Ahá! Esse entendeu!". Ele tava reconhecendo o som das letras e ajudando a colega. É nessas horas que a gente vê que um aluno realmente pegou a habilidade.

Outra situação foi quando eu tava passando pelas mesas e ouvi a Júlia conversando com o Pedro sobre um livro de histórias que eles estavam lendo. A Júlia falou: "No começo, o barquinho tava 'lá-lon-ge', mas depois ficou 'per-to'". E o Pedro respondeu: "Então é 'loooonge' e 'perto', né?". Eles tavam discutindo sobre as palavras e reconhecendo os sons, encaixando tudo direitinho. É muito bacana ver essa troca entre eles porque mostra que, fora a prática individual, eles tão aprendendo juntos.

Agora, sobre os erros comuns... Olha, tem uns clássicos. O Rafael vive trocando B por D. Sei lá como, mas ele escreve "bola" com D. É bem comum isso na alfabetização porque as crianças ainda estão entendendo as formas das letras e como elas soam. O importante é não chegar corrigindo de cara, sabe? Eu paro e falo: "Rafa, lê essa palavrinha pra mim". E quando ele lê, a gente conversa: "Viu como soa diferente? Agora olha aqui essa letra D e essa B." Com o tempo ele vai pegando.

A Sofia sempre come umas letrinhas no meio da palavra. Escreve "gato" como "gao". Na hora que vejo, peço pra ela ler em voz alta. Quando ela percebe algo errado no som durante a leitura, a gente trabalha junto nisso. Tento mostrar como cada letrinha tem seu espaço e importância na palavra.

Agora sobre o Matheus, ele tem TDAH e precisa de uma atenção mais direcionada. O que funciona bem com ele é quebrar as atividades em partes menores. Tipo assim: em vez de pedir pra ele escrever um parágrafo longo de uma vez, eu divido em frases curtas e dou intervalos pequenos pra ele mexer no corpo. Às vezes deixo ele usar um fone com música instrumental baixinha pra ajudar na concentração. Um recurso visual como cartões com figuras também ajuda muito. Já percebi que quando dou um tempo extra pra ele em atividades mais desafiadoras, ele se sai melhor.

A Clara é outra história. Ela tem TEA e precisa de um ambiente mais estruturado. Eu comecei a usar rotinas visuais com ela, tipo quadros de horários e sequências ilustradas do que vamos fazer durante o dia. Ela responde bem assim porque sabe o que esperar. Nas atividades de som e letra, muitas vezes usamos jogos de associação porque ela aprende muito através de padrões visuais. Eu sempre deixo um tempo pra ela processar as informações sem pressa.

Teve uma vez que tentei usar uma aula cheia de música e sons misturados achando que ia ajudar todo mundo a se animar com as letras. Pra Clara foi demais... Ela ficou confusa com tanto estímulo ao mesmo tempo. Então aprendi rapidinho que menos é mais pra ela.

Bom, pessoal, acho que por hoje é isso! Vou indo nessa porque já tô aqui há um tempão digitando essas histórias da sala de aula. Espero que essas experiências ajudem outros colegas aí pelo Brasil afora. E qualquer coisa é só chamar aqui no fórum! Abraço!

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