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EF01LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais.

Escrita (compartilhada e autônoma)Construção do sistema alfabético e da ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, trabalhar a habilidade EF01LP09 do 1º ano é um desafio e tanto, mas também é bem legal de ver os meninos avançando. A gente tá falando aqui de comparar palavras pela semelhança e diferença dos sons das sílabas iniciais. Na prática, é fazer a molecada perceber que, por exemplo, "pato" e "pata" começam igual, mas "gato" e "pato" não. Parece simples pra gente, mas pros pequenos é um mundo novo.

Essa habilidade ajuda a turma a começar a entender a lógica do nosso alfabeto mesmo, as relações entre os sons e as letras. É tipo uma ponte entre o que eles já sabem lá do Jardim de Infância - que a palavra tem som e significado - e o que eles vão aprender sobre escrever e ler de verdade. No 1º ano, eles já têm uma noção de que palavras têm som, né? Então o legal é usar isso pra mostrar como os sons se repetem em palavras diferentes e como se relacionam com as letras.

Bom, vou contar como eu faço isso com a minha turma. Tenho umas três atividades chave que sempre rolam por aqui. A primeira é a famosa roda das palavras. Funciona assim: junto todo mundo em círculo, pego uma caixa cheia de objetos pequenos - tipo brinquedinhos, miniaturas ou figuras que representem coisas do dia a dia - e cada aluno tira um objeto da caixa. Eles têm um tempo pra pensar numa palavra que comece com o mesmo som do objeto que pegaram. Essa atividade leva uns 30 minutos. O legal é que rola muita interação entre eles. Na última vez, o Joãozinho pegou um carrinho e logo gritou "casa!" achando que tava arrasando. Aí a Luana corrigiu: "Não, Joãozinho! Carrinho começa com o mesmo som de cachorro!". A turma toda riu, mas foi aprendizado na certa!

Outra atividade que faço é a brincadeira do bingo sonoro. Simples de organizar: cada aluno ganha uma cartela com imagens em vez de números, tipo um bingo clássico mesmo. Aí eu vou falando palavras e eles têm que marcar se a palavra que eu digo começa com o mesmo som de alguma imagem da cartela. Essa leva uns 40 minutos porque eles adoram brincar mais de uma rodada! Na última vez a Sofia tava toda concentrada e quando ganhou deu um pulo tão alto que quase derrubou a mesinha! É um jeito divertido deles compararem as palavras e ainda treinarem atenção.

E por último, gosto de fazer um jogo chamado "Encontre o Som Perdido". Divido a turma em duplas ou trios pequenos pra garantir mais participação de cada um. Dou uma lista de palavras misturadas - algumas começam com o mesmo som e outras não. Eles têm que encontrar pares ou trios de palavras que iniciam com o mesmo som. Não uso muito material além da lista impressa mesmo, coisa fácil de preparar em casa. Essa atividade é rapidinha, cerca de 20 minutos, mas bem eficaz. Da última vez o Pedro e a Julia estavam juntos e descobriram que "banana", "bola" e "bala" formavam um trio perfeito! Eles ficaram super felizes em achar todos os sons iguais e até tentaram inventar mais palavras pro trio!

Essas atividades não só ajudam na habilidade EF01LP09 como também deixam os meninos mais atentos aos sons das palavras no geral, coisa que vai ser essencial quando avançarem nos anos escolares.

E aí, pessoal? Alguém tem dicas ou quer compartilhar experiências também? Vamos trocar ideia! Até mais!

Olha, gente, pra saber se os meninos realmente entenderam essa habilidade, eu fico de olho em tudo, sabe? Na hora de circular pela sala, é como se eu tivesse um radar ligado. As vozes deles, os risos e até as frustrações são pistas. Quando eles tão fazendo alguma atividade de comparação de palavras, tipo assim, tem uns momentos em que eu percebo que a ficha caiu. Uma vez, o João tava conversando com a Ana sobre as palavras que tinham no exercício. Ele virou pra ela e falou: "Ana, olha só! 'Bola' e 'Bolo' começam igual! Só muda o final!" Nesse momento pensei: "Ahá! Ele entendeu!"

Outra situação foi quando a Maria tava ajudando o Lucas com uma atividade. Ele tava na dúvida entre as palavras "gato" e "galho". A Maria explicou pra ele: "Olha, Lucas, presta atenção no som que a gente fala no começo. É igual!" Aí eu vi que ela tinha sacado bem a diferença dos sons das sílabas iniciais. Esses momentos são muito mais valiosos que qualquer prova.

Agora, quanto aos erros mais comuns, tem uns clássicos. O Pedro sempre confunde palavras que têm sons parecidos mas não iguais. Tipo "pato" e "gato". Ele acaba misturando tudo na cabeça dele e acha que elas começam igual só porque tem um som 'a' ali no meio. Isso acontece porque eles ainda tão desenvolvendo a percepção auditiva de uma forma mais refinada. Quando eu percebo esse tipo de erro na hora, eu tento parar e fazer ele escutar de novo, repetindo devagar cada palavra.

A Sofia tem uma outra questão comum: ela olha mais pras letras do que escuta os sons. Então, por exemplo, ela vê "casa" e "cachorro" e acha que começam igual só porque visualmente parecem parecidas na primeira letra. Eu tento trabalhar com ela esse lance de fechar os olhos e escutar as palavras ditas em voz alta antes de olhar pro papel.

Já lidar com o Matheus, que tem TDAH, é um desafio à parte. Ele se distrai fácil, então o que funciona com ele é sempre variar as atividades e incluir elementos visuais ou táteis. Tipo usar cartinhas com figuras além das palavras. E dividir o tempo em blocos curtos com pequenas pausas ajuda muito a manter ele focado. Às vezes a gente faz um jogo de memória auditiva onde ele precisa ouvir e achar pares de palavras com sons iniciais iguais. Isso deixa ele engajado.

A Clara, com TEA, precisa de uma rotina mais previsível e atividades bem estruturadas. Com ela, o uso de recursos visuais é essencial. Eu adapto algumas atividades usando pictogramas pra ajudar na compreensão dos sons das palavras. Uma vez, fizemos juntos um mural onde cada som inicial tinha sua cor e figura correspondente. Assim ela conseguia associar melhor o som à letra de uma forma visual.

Teve uma vez que tentei usar um aplicativo interativo no tablet pra ajudar a Clara e ao mesmo tempo animar o Matheus. Pra Clara não deu muito certo porque ela ficou ansiosa com o excesso de estímulos sonoros e visuais do app. Já o Matheus adorou e até conseguiu se concentrar por mais tempo do que eu esperava.

No final das contas, o segredo tá em conhecer bem cada aluno e adaptar a situação conforme a necessidade deles. Não existe receita pronta, né? Cada dia é um dia diferente na sala de aula.

Bom, gente, é isso aí! Espero ter ajudado a dar uma ideia de como trabalho essa habilidade com os meninos lá na escola. Se alguém tiver alguma sugestão ou quiser trocar mais experiências sobre isso, tô por aqui! Até a próxima!

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