Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF12LP18 da BNCC, é importante entender que, na prática, ela tá pedindo pra gente fazer os meninos apreciarem poemas e textos que têm rima, ritmo, essas coisas bacanas que encantam a gente. Não é só ler e pronto, é fazer eles sentirem aquela música das palavras, sabe? A ideia é que eles percebam que esses textos fazem parte do mundo da imaginação, que são pra gente brincar com as palavras e se divertir. É como se a gente tivesse mostrando pra eles que um poema é como uma canção, com ritmo e beleza nas palavras.
Então, a primeira coisa é eles reconhecerem uma rima simples, tipo "cachorro" com "barro". Aí eles começam a ligar que essas palavras têm uma musiquinha própria quando faladas juntas. E não é só reconhecimento, mas também aquela coisa de aproveitar o momento, curtir o poema como se estivesse assistindo um filme ou ouvindo uma música. O pessoal do 1º ano já vem com uma sementinha disso lá do infantil, onde brincam muito com musiquinhas e parlendas. O que a gente faz agora é regar essa semente.
Bom, agora vou contar como tenho trabalhado isso na minha turma. Uma primeira atividade que faço é a leitura compartilhada de poemas. Eu uso livros infantis de poesia que são bem coloridos e chamam a atenção dos meninos. A gente tira uns 15 minutos no início da aula. Faço um semi-círculo com as carteiras pra ficar mais aconchegante, sabe? Aí leio em voz alta fazendo vozes diferentes pros personagens ou pra parte do poema que precisa de mais ênfase. Na última vez que fiz isso, li um poema sobre animais e a Mariana ficou encantada quando rimou “gato” com “sapato”. Ela abriu um sorriso tão grande e falou "professor, parece música!". Isso mostra que eles começam a perceber essa musicalidade.
Outra atividade que curto bastante é fazer com eles uma espécie de "oficina de rimas". Divido a turma em pequenos grupos e dou um papel grande pra cada grupo começar a escrever suas próprias rimas. Geralmente uso papel pardo ou cartolina que tem na escola. Começamos com palavras simples e aí a galera vai inventando as rimas. Dou uns 30 minutos pra essa atividade porque quero que eles curtam o processo. No final, cada grupo lê suas rimas pros colegas. Na última vez, o grupo da Joana rimou "sapo" com "pato" e foi só gargalhada na sala! Eles ficam super empolgados ao descobrirem novas possibilidades de palavras.
E não dá pra deixar de falar da atividade de criação coletiva de um poema. Aqui a gente vai escrevendo juntos no quadro. Eu começo lançando uma frase inicial e cada aluno sugere algo pra continuar. Às vezes sai umas coisas bem engraçadas! Isso leva uns 20 minutos e é super dinâmico porque os meninos ficam participando ativamente. Teve uma vez que o Pedro começou com “A lua no céu parece um balão” e a turma foi criando em cima disso até sair um poema louco sobre um astronauta perdido no espaço. A criatividade deles não tem limite! É nessa hora que a gente vê que eles estão realmente se envolvendo com a ideia do mundo imaginário.
Essas atividades têm sido bem legais pra eles começarem a enxergar os textos de forma mais lúdica e divertida. E eu acho super importante criar esse ambiente onde eles podem explorar sem medo de errar. Aliás, o erro faz parte do aprendizado lúdico né? A turma aprende brincando, e eu aprendo muito com eles também! Enfim, tô sempre tentando trazer maneiras novas de explorar esse lado encantador da Língua Portuguesa e fico feliz em ver os meninos se envolvendo cada vez mais.
Espero ter dado umas ideias aí pro pessoal do fórum! Se alguém tiver outras sugestões ou já tiver feito algo parecido, bora trocar figurinha! É sempre bom inovar na sala de aula. Até mais!
Então, a primeira coisa é eles reconhecerem o encanto das palavras, né? E olha, você percebe que o aluno aprendeu quando a coisa começa a ficar natural pra eles. E não precisa de prova pra ver isso, não. Tipo, na hora que eu tô andando pela sala, aí eu escuto o Felipe ali no cantinho explicando pra Maria que "coração" rima com "balão", e ele ainda faz um gesto com a mão como se estivesse soltando um balão no ar. Aí é que dá aquele "clique", sabe? Eu penso: "Ah, o Felipe entendeu o lance da rima!"
Outra situação foi com a Ana, que tava escrevendo um poeminha pra atividade e começou a rir sozinha. Fui ver o que era e ela tava toda animada porque escreveu "gato" com "sapato" e achou engraçado. Ela me contou que gostou da brincadeira das palavras, e pronto, vi que ela pegou a ideia. E isso sem precisar de prova nenhuma, só observando eles durante as atividades do dia a dia.
Aí tem aqueles erros comuns que acontecem demais. Como uma vez o João confundiu rima com repetição no verso. Ele escreveu "bola" várias vezes numa linha pensando que isso era rimar. Aí, tive que explicar pra ele que repetir palavras não é rimar, mas sim usar sons parecidos em palavras diferentes. É um erro simples, mas mostra que às vezes eles ainda tão pegando o jeito. Nessas horas eu paro tudo, chamo ele e explico de novo com um exemplo prático: "João, presta atenção: 'casa' rima com 'asa', tá vendo? É o finalzinho que é parecido."
Agora, quando tem erros de interpretação do ritmo ou quando eles não percebem o som das palavras, eu gosto de usar música. Porque música todo mundo gosta e entende melhor. Tipo, se o Pedro tá com dificuldade em perceber o ritmo nos poemas, eu coloco uma música conhecida que tem uma batida clara e peço pra ele bater palmas junto. Depois, a gente tenta fazer isso com o poema. Na maioria das vezes, esse tipo de prática ajuda e muito.
E falando do Matheus, que tem TDAH na turma... Olha, cada dia é uma novidade! Com ele, eu tento sempre usar atividades mais curtas e movimentadas. Ele funciona melhor quando consegue se movimentar. Então eu faço uso de dinâmicas em grupo onde ele pode levantar e se envolver fisicamente no aprendizado. Uma vez fizemos uma caça às rimas pela sala e ele adorou! Já vi que funciona melhor do que pedir pra ele ficar sentado por muito tempo.
A Clara, por outro lado, tem TEA e precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Com ela, eu sempre tento deixar claro o que vai acontecer na aula pra ela não ficar ansiosa. Uma lista visual com passos da atividade ajuda bastante. Também gosto de sentar perto dela durante as leituras em grupo pra ajudá-la a acompanhar o ritmo dos outros sem se sentir pressionada. A Clara é ótima em reconhecer padrões e às vezes ela até consegue encontrar rimas onde ninguém mais achou! O uso de fones de ouvido com música suave também ajuda ela a se concentrar melhor.
Claro que nem tudo são flores. Já teve dia que tentei atividades muito barulhentas pros dois juntos e foi confusão na certa: Matheus acabou se dispersando demais e a Clara ficou bem incomodada com o barulho. Aprendi rápido que cada um precisa de um tipo de ambiente diferente pra aprender bem.
Enfim, galera, acho que é isso sobre minha experiência com essa habilidade e os desafios do dia a dia na sala de aula. O importante é estar sempre atento ao jeito único de cada aluno aprender e tentar trazer cada vez mais aquilo que faz sentido pra eles. Assim a gente vai caminhando junto com os meninos nesse aprendizado tão rico e divertido!
Até a próxima conversa!