Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF12LP19Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer, em textos versificados, rimas, sonoridades, jogos de palavras, palavras, expressões, comparações, relacionando-as com sensações e associações.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Formas de composição de textos poéticos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade da BNCC, a EF12LP19, parece complicado no papel, mas na prática, é como brincar de detetive com a língua. O que essa habilidade quer é que os meninos do 1º ano comecem a perceber que as palavras têm música, sabe? Tipo, que elas rimam, que têm um ritmo legal e que algumas expressões fazem a gente sentir coisas diferentes. É importante porque os meninos já chegam no 1º ano com alguma noção de rima, umas musiquinhas e cantigas que eles já conhecem de casa ou da pré-escola. Aí a gente só vai dando ferramentas pra eles afinarem esse ouvido poético.

Então, pensando nisso, o primeiro passo é fazer os meninos reconhecerem rima. Não é só dizer "isso rima com aquilo". É mais sobre perceber o som semelhante no final das palavras. Tipo "casa" e "asa". Depois, a gente vai pra parte das sensações e associações. Se eu digo "frio como gelo", o menino tem que conseguir imaginar como é estar num lugar gelado. E isso tudo vai enriquecendo o vocabulário deles e a forma como eles se expressam.

Vou contar umas atividades que faço aqui na minha sala com os meninos. A primeira é uma brincadeira chamada "Caça-Rimas". É bem simples: eu levo uma caixa cheia de palavras escritas em cartões. Palavras fáceis, tipo "cão", "mão", "pão". Eu divido a turma em duplas ou trios, depende de quantos estão na aula no dia. Aí, cada grupo pega três cartões e tem que procurar pela sala outros cartões que rimam com os deles. O legal é ver como eles se ajudam nessa hora e começam a perceber o som das palavras. Da última vez que fiz isso, o João e o Pedro encontraram "cão" e "pão" rapidinho, mas ficaram em dúvida entre "cão" e "carro", o que gerou uma boa discussão na turma sobre as diferenças de som.

Outra atividade que gosto é o "Sons da Poesia". Para essa, uso uns tambores pequenos e algumas maracas que eu mesmo improvisei com garrafas PET e arroz. Faço um círculo com os meninos e começo recitando um poema curto. A cada palavra que tem um som legal ou rima, batemos no tambor ou chacoalhamos as maracas. Isso ajuda eles a perceberem o ritmo e a sonoridade do texto poético. A turma adora fazer barulho e se envolve bastante. Na última vez, a Ana estava tão concentrada nos sons que depois veio me perguntar se podia levar uma maraca pra casa pra mostrar pros pais.

E tem também uma brincadeira que chamo de "Poemas Malucos". Nessa, dou uma folha com um verso de um poema conhecido e deixo algumas lacunas para eles completarem com palavras que escolhem aleatoriamente de um saquinho. A ideia é criar algo engraçado ou sem sentido mesmo. O importante é soltar a imaginação e brincar com as palavras. Quando fiz isso semana passada, o Lucas completou com algo tipo "A borboleta voa... no sorvete!" e toda a turma caiu na risada porque eles não estavam esperando por isso. Mas aí aproveitei pra explicar como certas combinações geram sensações engraçadas ou inesperadas.

Essas atividades não levam muito tempo: uns 30 minutos cada uma já dá pra trabalhar bem a habilidade e ainda sobra tempo pra discutir depois sobre o que sentiram ou pensaram durante as atividades. O material é simples porque não dá pra ficar gastando muito na escola pública, né? Mas olha, dá pra fazer coisa boa com pouco recurso.

No fundo, o que quero mesmo é que os meninos percebam como brincar com a língua pode ser divertido e enriquecedor. Eles começam a ver poesia em todo lugar, nos livros, nas músicas do dia a dia... Até nas propagandas da TV! E isso faz uma diferença danada no jeito deles falarem e escreverem depois. Bom demais ver eles crescendo assim. E aí na sala a gente vai aprendendo juntos, né? É isso por hoje!

Então, pra perceber se os meninos realmente entenderam essa habilidade, não tem muito mistério, é só estar de olho e ouvido atentos. Quando tô circulando pela sala, vou ouvindo os papos entre eles, aí dá pra sacar quando alguém entende de verdade. Tipo assim, outro dia estava passando perto do grupinho da Ana e do João, e eles tavam brincando de inventar palavras que rimavam com o próprio nome. A Ana falou "banana" e o João já emendou "sabão". Podia jurar que ele ia se embolar, mas não, ele mandou bem. Nessa hora, eu fico pensando: "Esse entendeu o esquema das rimas".

Outra coisa que sempre reparo é quando um aluno tenta explicar pro colega. Teve um dia que o Pedro tava tentando ajudar a Luana a encontrar palavras que rimassem com "gato". Ele disse: "Luana, pensa em tudo que faz 'ato', tipo prato". Aí eu pensei: pronto, taí um momento em que a gente vê a coisa acontecer. Quando eles usam exemplos do cotidiano deles pra ensinar uns aos outros, sabemos que o aprendizado tá rolando solto.

Agora, claro que também têm os erros mais comuns. O Lucas, por exemplo, sempre confunde rima com palavras que começam com a mesma letra. Ele acha que 'bola' e 'baleia' rimam só porque começam com 'b'. Isso acontece porque pra eles às vezes tudo se mistura: som inicial e final não estão claros ainda. O jeito é ir corrigindo na hora: "Lucas, presta atenção no finalzinho das palavras", e aí faço ele repetir algumas palavras em voz alta pra ele mesmo ouvir.

A Sofia, por outro lado, sempre tenta encontrar rima onde não tem. Ela é super criativa e às vezes quer inventar uma rima nova tipo 'mesa' com 'beleza'. Aí eu explico: "Sofia, tenta ouvir as palavras falando devagar". Faço ela mesma falar bem devagarinho pra notar a diferença. E quando pega o erro na hora é melhor ainda porque ela consegue assimilar rapidinho.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, bom, já percebi que preciso adaptar algumas coisas. Com o Matheus, vario bastante as atividades e divido elas em partes menores porque ele se perde fácil se for algo muito longo. Uso também jogos de rima mais dinâmicos porque ele aprende melhor em movimento. Se fizer ele ficar quieto por muito tempo, ele já perde o foco. Uma coisa que não funcionou foi usar muita coisa escrita de uma vez; aí eu misturo áudio com imagem que ajuda demais.

Já com a Clara que tem TEA, preciso dar mais atenção ao ambiente em si. Evito fazer atividades num canto da sala onde tem muito barulho ou distrações. Pra ela, uso cartões visuais com figuras porque ela responde bem a estímulos visuais claros e diretos. E claro que dou mais tempo pra ela processar tudo. Uma vez tentei uma atividade de grupo grande e vi que ela não conseguia acompanhar, então agora faço grupinhos menores ou atividades individuais.

Uma coisa interessante foi perceber como a Clara responde bem quando dou um tempo extra pra ela pensar antes de responder. No começo eu achava que precisava acelerar as respostas dela, mas na verdade, o silêncio dela é só o tempo necessário para processar tudo direitinho.

Então é isso! Saber se os alunos aprenderam mesmo vai muito além da prova formal; é mais sobre estar presente e atento no dia a dia ali da sala, observando os detalhes e ajustando as atividades conforme as necessidades de cada um. Bom trocar essas ideias por aqui! Até mais pessoal!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF12LP19 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.