Voltar para Língua Portuguesa 2º EM Ano
EM13LP32Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Selecionar informações e dados necessários para uma dada pesquisa (sem excedê-los) em diferentes fontes (orais, impressas, digitais etc.) e comparar autonomamente esses conteúdos, levando em conta seus contextos de produção, referências e índices de confiabilidade, e percebendo coincidências, complementaridades, contradições, erros ou imprecisões conceituais e de dados, de forma a compreender e posicionar-se criticamente sobre esses conteúdos e estabelecer recortes precisos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP32 da BNCC é uma daquelas que parecem bem complexas quando a gente lê, mas quando traz pro dia a dia da sala de aula, dá pra entender direitinho o que é que os meninos precisam fazer. Na prática, essa habilidade é sobre ensinar os alunos a buscar e reunir informações de diferentes fontes, sem se perder nem se empolgar demais, e depois analisar essas informações. Eles precisam ser críticos, perceber o que faz sentido e o que não faz, e ainda ver se essas informações batem entre si ou se tem alguma incoerência. É tipo quando você tá vendo uma notícia no jornal e compara com o que viu na internet ou ouviu de alguém, tentando entender o que realmente aconteceu e formando sua própria opinião sobre o assunto.

Os meninos do 2º ano do ensino médio já vêm com uma bagagem boa do 1º ano, onde a gente já trabalhou bastante com leitura crítica de textos. Agora, é como se a gente estivesse subindo um degrau: eles já sabem ler e entender bem um texto, mas agora precisam ir além, buscando outras fontes e comparando elas pra ver o todo da informação. Isso significa que eles têm que pegar uma notícia, por exemplo, e buscar mais sobre ela em outras fontes pra ter certeza de que aquilo ali tá completo. E mais: precisam pensar se essa informação é confiável ou não. Não adianta só pegar qualquer coisa na internet e acreditar de primeira.

Aí eu vou contar como faço isso na prática com a turma. Primeiro, uma atividade que sempre faz sucesso é a análise de notícias. Eu pego algumas notícias da semana anterior – pode ser de jornal impresso mesmo, sites de notícia conhecidos, ou até mesmo clipes de TV – e levo pra sala. Divido a galera em grupos de 4 ou 5, porque em grupo eles costumam discutir mais e a troca entre eles é bem rica. Cada grupo escolhe uma notícia e tem uns 30 minutos pra buscar outras fontes sobre aquele mesmo assunto. Podem usar celular, tablet ou até pedir ajuda pros colegas que são meio "jornalistas" da escola. Depois disso, eles têm mais uns 20 minutos pra discutir entre eles as diferenças e semelhanças nas informações encontradas. Na última vez que fizemos isso, o Lucas trouxe umas informações bem interessantes sobre uma notícia de política e acabou gerando um super debate sobre fake news. A turma ficou bem animada e foi ótimo ver como eles conseguiram identificar as inconsistências em algumas das fontes.

Outra atividade bacana é o "debate informado". Pra essa eu pego um tema polêmico – pode ser algo sobre meio ambiente, tecnologia, sei lá – e dou uma lista de possíveis fontes pros meninos pesquisarem: sites oficiais, blogs pessoais sobre o tema (cuidando pra não escolher uns muito malucos), artigos acadêmicos disponíveis online... Eu dou uns dois dias pra eles pesquisarem em casa. Depois a gente organiza um debate em sala: metade da turma defende um lado do tema enquanto a outra metade defende o lado oposto. Durante o debate, cada grupo precisa apresentar argumentos baseados nas fontes que pesquisaram. É legal porque não só eles praticam argumentação como também têm que prestar atenção no que os colegas falam pra rebater. Teve uma vez que a Júlia trouxe dados super precisos de um estudo sobre desmatamento na Amazônia e deixou o pessoal do outro grupo sem palavras.

A terceira atividade é quase um clássico aqui: a análise de propaganda. A gente vê algumas propagandas juntas (escolho comerciais conhecidos ou até mesmo campanhas publicitárias digitais), e depois os alunos precisam buscar informações sobre o produto ou serviço fora da propaganda: desde reviews de consumidores até dados sobre a empresa por trás do produto. Eles têm uma aula inteira pra fazer isso (uns 50 minutos) e depois compartilhamos as descobertas na próxima aula. Da última vez que fizemos isso, o Pedro ficou chocado ao descobrir que uma marca famosa de refrigerante tinha várias críticas quanto à sustentabilidade das suas embalagens. Ele até comentou "poxa, nunca mais tomo esse troço".

No geral, os alunos reagem bem a essas atividades porque fogem daquela coisa monótona de só ficar escrevendo ou lendo textos sem contexto real. E eu percebo que aos poucos eles vão ficando mais atentos ao tipo de informação que consomem fora da escola também. É aquele negócio: quando eles começam a perceber as nuances e os detalhes das informações que recebem no dia a dia, vão se tornando leitores críticos não só na escola, mas na vida.

Bom, gente, fico por aqui por hoje! Espero que essas ideias ajudem vocês aí nas suas turmas também. Qualquer coisa estamos aqui pra trocar figurinhas! Abraço!

Então, como é que eu percebo que os alunos entenderam mesmo essa habilidade sem precisar de prova formal? Olha, é tudo uma questão de observar, ouvir e sentir o que tá rolando na sala de aula. Às vezes, quando eu tô circulando pela sala, o jeito que eles lidam com as atividades fala muito. Por exemplo, tem vezes que eu vejo a Juliana e o Rafael discutindo um texto que eles encontraram. Se eles começam a questionar as informações, tipo "mas será que isso faz sentido?" ou "onde que isso foi publicado?", é um sinal claro de que tão começando a pensar criticamente. Outra coisa é quando um aluno explica pro outro. Já vi a Camila, por exemplo, ajudando o Pedro a entender um gráfico. Aí ela vai lá e diz "olha, isso aqui tá mostrando um aumento porque..." e aí ela desenrola a explicação sozinha. Nessas horas eu penso "ah, essa entendeu".

Agora, sobre os erros mais comuns... Sempre tem. O Felipe, por exemplo, ele tem mania de pegar a primeira informação que acha e já achar que é verdade absoluta. Tipo aquele negócio de "se tá na internet é verdade". Aí vira e mexe eu tenho que lembrar ele de checar a fonte. Já aconteceu dele vir me mostrar um artigo duvidoso e eu digo "cara, você conferiu de onde veio isso?". E aí ele percebe que nem sempre o mais fácil é o mais confiável. Outro erro comum é pessoal se perder na quantidade de informação. A Luísa, por exemplo, às vezes quer abraçar o mundo e tenta trabalhar com 15 fontes diferentes! E no final acaba mais confusa do que antes. Eu brinco com ela dizendo "calma, se chover muito copo d'água não adianta". Quando pego isso na hora, tento fazer ela focar em menos fontes mas boas.

Agora sobre o Matheus e a Clara... Bom, lidar com eles é sempre um aprendizado pra mim também. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas e intervalos frequentes pra se concentrar melhor. Eu comecei a usar mais dinâmicas em grupo onde ele pode se movimentar um pouco mais. Ele adora quando pode ser o "repórter" do grupo e apresentar o resultado da pesquisa deles pros outros. Já quando vemos que ele tá dispersando muito, uma técnica que funcionou foi usar fones com música instrumental baixa pra ajudar a focar.

Com a Clara, que tem TEA, é importante dar instruções bem claras e estruturadas. Eu percebi que ela trabalha melhor com tabelas e gráficos do que com textos longos. Então, sempre que posso, troco uma atividade escrita por algo mais visual pra ela. Um dia pedi pra turma fazer um resumo de um texto jornalístico em tópicos visuais e ela brilhou! Aí dá pra ver como adaptar faz diferença. O tempo também é crucial: às vezes dou mais tempo pra ela terminar as atividades ou deixo ela começar antes da turma enquanto tô explicando pra evitar aquele corre-corre final.

Não vou dizer que tudo sempre funciona perfeitamente. Já testei algumas coisas com o Matheus tipo atividades online interativas em tablets mas ele acabou se distraindo mais ainda. Com a Clara, tentei uma vez usar vídeos em vez de textos mas ela não curtiu porque ficou muito barulhento pra ela. Então é tudo tentativa e erro até achar o equilíbrio.

Bom gente, acho que é isso por hoje! Espero que minhas experiências possam ajudar vocês aí na sala de aula também. Quem tiver dicas ou quiser compartilhar alguma experiência também, tô aqui pra ouvir! É sempre bom saber como cada um tá lidando com esses desafios diários. Até a próxima conversa!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13LP32 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.