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EF15LP01Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Reconstrução das condições de produção e recepção de textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF15LP01 da BNCC, que parece um monte de letra e número, na verdade é bem prática na sala de aula. A ideia é ajudar os meninos a entenderem que todo texto tem um propósito e um público. Tipo assim, quando a gente vê uma placa de trânsito, ela tá ali pra guiar motoristas; um aviso na escola serve pra informar alunos e professores; uma notícia no jornal é pra gente ficar por dentro do que tá rolando no mundo. Basicamente, a gente quer que eles percebam pra que serve cada texto, quem escreveu, pra quem, e onde ele circula.

No 1º ano, os meninos já chegam com um pouco de noção sobre textos, tipo saber que uma história é pra divertir ou que um recadinho na agenda é pros pais verem. Essa habilidade pega isso e leva um passo além, fazendo eles pensarem mais sobre o porquê de cada texto existir. E isso conecta com o que aprenderam antes porque eles já entendem o básico do que são diferentes tipos de texto — agora tão começando a pensar mais criticamente sobre esses textos.

Bom, vou contar três atividades que faço com a turma pra trabalhar isso:

A primeira atividade é simples: a exploração dos textos do cotidiano. A gente usa materiais que eles veem todo dia. Pode ser propaganda de supermercado, folhetos de farmácia, avisos da escola. Eu peço pros meninos trazerem coisas que encontram em casa ou na rua. Faço uma roda de conversa com a turma toda e a gente passa uns 40 minutos discutindo o que trouxeram. Cada aluno mostra o seu texto, explica onde encontrou e pra quê acha que serve. Nessa atividade da semana passada, o Pedro trouxe um folheto daquele mercado perto da escola e explicou direitinho que é pra chamar a atenção da gente pras promoções. A Júlia trouxe uma bula de remédio, achando que não ia conseguir explicar nada, mas com ajuda da turma ela percebeu que aquilo ali é super importante pros adultos tomarem remédio corretamente. E os meninos se divertem muito quando percebem essas coisas do dia a dia.

Outra atividade bem legal é a análise de textos nas mídias digitais. Aqui, uso uma lousa digital (mas dá pra fazer com papel mesmo). Trago algumas postagens do Facebook ou Instagram (nada pessoal dos alunos ou da escola) e a gente analisa junto. Divido a turma em grupinhos de quatro ou cinco e dou uns 30 minutos pra eles conversarem sobre cada postagem: "Sobre o que ela fala?", "Quem escreveu?", "Quem deve ler isso?", "Por que alguém escreveu isso?". Tem um grupo que sempre se destaca: a Ana Clara e o Lucas são super curiosos e têm umas sacadas ótimas sobre quem deve estar por trás das postagens e por quê. Na última vez, eles ficaram intrigados com um post patrocinado sobre uma nova loja de roupas infantis no bairro — perceberam rápido que não era só uma pessoa comum querendo contar novidade.

A terceira atividade é um projetinho maior: criar um jornalzinho da turma. Usamos papel A4 mesmo e algumas cópias da impressora da escola. Essa leva umas duas semanas porque fazemos aos poucos. Primeiro, conversamos sobre o que gostariam de incluir no jornalzinho: notícias da escola, desenhos deles mesmos, recadinhos pros pais... Aí dividimos as funções: repórteres, editores, ilustradores — cada um faz sua parte. Toda a turma participa e vão apresentando suas ideias pro jornalzinho numa roda grande. Da última vez, o João quis entrevistar a diretora pra falar das mudanças no recreio e a galera adorou! Eles discutem bastante sobre como cada parte vai servir de informação pros pais ou coleguinhas.

Essas atividades ajudam os meninos a sacarem não só pra quem os textos são feitos, mas também desenvolvem uma visão crítica sobre o entorno deles. É interessante ver como eles começam a perceber esses detalhes no dia a dia deles mesmos fora da sala. E você vê no brilho nos olhos quando eles entendem algo novo ou percebem algo por conta própria pela primeira vez.

Enfim, trabalhar essa habilidade é uma maneira bacana de ajudar as crianças a enxergar além do óbvio nos textos ao redor delas, algo que com certeza vai ser útil pro resto da vida delas. E você aí? Como trabalha isso na sua sala? Adoraria trocar mais ideias!

Olha, no dia a dia da sala de aula, a gente percebe que a criança tá pegando a coisa quando ela começa a usar o que aprendeu nas conversas com os coleguinhas. Tipo, eu tô andando pela sala e escuto a Mariazinha comentando com o João que "aquela história ali é pra fazer a gente pensar sobre amizade". Aí eu penso "opa, ela entendeu o recado do texto". Outro dia, o Pedro tava explicando pro Lucas que "o cartaz é pra lembrar a gente de lavar as mãos por causa dos germes". Então vejo que eles tão começando a conectar o propósito do texto com o dia a dia deles.

Uma coisa que também faço é observar como eles interagem com os livros. Se um aluno pega um livro e comenta "essa história é pra rir, né?" ou "esse livro é cheio de aventuras", já sei que ele tá captando que cada texto tem uma intenção diferente. Quando eles começam a perguntar "profe, esse aqui é de quem?", já sinto que tão começando a se ligar na autoria e no público-alvo. E claro, esses momentos em que eles ajudam uns aos outros são ouro. Isso aí mostra que tão não só entendendo, mas também aplicando o conhecimento.

Agora, sobre os erros mais comuns que os meninos cometem quando começam a explorar essas ideias... Olha, é muito normal eles se confundirem com quem é o público-alvo de alguns textos. Teve uma vez que a Ana achou que uma receita de bolo era pra crianças pequenas porque tinha desenho colorido. Eu expliquei que, apesar das ilustrações, o texto era mais voltado pros adultos, porque tem instruções complicadas que só quem sabe cozinhar vai entender. Aí ela ficou meio confusa e eu aproveitei pra mostrar outras receitas mais simples, que as crianças podem fazer com ajuda dos pais. Isso ajuda demais na compreensão.

Outro erro comum é quando os meninos acham que todas as histórias são só pra divertir. O Rafael uma vez leu uma fábula e falou "essa história é só boba". Eu tive que sentar com ele e mostrar como a história tinha uma moral e ensinava algo importante sobre comportamento. Aí ele fez cara de "ah, entendi". Quando pego esses erros na hora, gosto de usar exemplos bem claros e concretos, mostrando outros textos do mesmo tipo pra comparação.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, eu procuro sempre fazer atividades mais dinâmicas e com intervalos curtos. Tipo assim, ao invés de uma leitura longa, faço leituras rápidas seguidas de discussões em grupo. Funciona bem porque ele consegue manter o foco por períodos mais curtos e assim participa melhor. Outra coisa que ajuda é o uso de materiais visuais: cartazes coloridos ou cartões com imagens associadas ao texto. Já testei atividades muito longas e percebi que ele ficava um pouco disperso, então aprendi a adaptar melhor.

A Clara, com TEA, responde bem às rotinas estruturadas e previsíveis. Então sempre começo as aulas com uma breve introdução do que vamos fazer naquele dia. Uso também quadros visuais com pictogramas pra ajudá-la a entender o propósito dos textos. Além disso, dou um tempo extra se ela precisar processar alguma informação ou explicar algo do jeito dela. Já tentei usar músicas ou vídeos pra ensinar alguns conceitos, mas percebi que ela prefere atividades mais visuais e concretas.

Enfim, é um aprendizado constante tanto pra eles quanto pra mim. Cada aluno tem seu jeito de aprender e lidar com os conteúdos. A gente vai ajustando aqui e ali até encontrar o melhor caminho pra cada um. E tenho certeza de que todo professor passa por isso; encontrar essas estratégias faz parte da nossa caminhada.

Acho que por hoje era isso! Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir! Até a próxima!

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