Voltar para Língua Portuguesa 3º EM Ano
EM13LP36Língua Portuguesa · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar os interesses que movem o campo jornalístico, os impactos das novas tecnologias digitais de informação e comunicação e da Web 2.0 no campo e as condições que fazem da informação uma mercadoria e da checagem de informação uma prática (e um serviço) essencial, adotando atitude analítica e crítica diante dos textos jornalísticos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP36 da BNCC é um baita desafio, mas também é super importante, ainda mais nesse mundo de fake news e informações bombardeando a gente o tempo todo. Na prática, o que a gente precisa fazer é ajudar os meninos a entenderem como funciona o jornalismo hoje com toda essa tecnologia e internet, sabe? Eles têm que perceber que por trás de uma notícia tem interesses rolando, que a informação é meio que um produto que vendem pra gente, e que checar se aquilo é verdade ou não é essencial. Acho que o principal é desenvolver neles esse olhar crítico, pra não engolir qualquer coisa que vê por aí.

A galera já vem com uma base legal do 1º ano do ensino médio. Eles já começaram a entender o que são textos jornalísticos, como se estrutura uma notícia, reportagens e tal. Aí no 2º ano, a gente aprofunda mais. Queremos que eles consigam analisar e questionar essas informações. Por exemplo, entender por que um site tá tentando te convencer de algo, quem tá ganhando com isso e como as redes sociais e a Web 2.0 mudaram tudo. É meio abrir os olhos deles pra ver além do que tá escrito ou falado.

Bom, vou contar como faço isso na sala com três atividades práticas:

A primeira atividade é basicamente um debate sobre notícias atuais. Trago recortes de jornais ou prints de portais online, principalmente notícias controversas ou polêmicas que estão em alta. Coisas simples, nada muito extenso. Divido a turma em grupos pequenos, tipo quatro ou cinco alunos. Dou uns 15 minutos pra eles lerem e discutirem entre si sobre o que acharam da notícia: de onde veio, qual a fonte, se confiam ou não, essas coisas. Depois cada grupo apresenta seu ponto de vista pro resto da turma. Isso geralmente leva uma aula inteira, uns 50 minutos.

Na última vez que fiz isso, peguei uma notícia sobre um remédio novo que prometia cura milagrosa pra tudo quanto é doença. A Maria achou suspeito porque nunca tinha ouvido falar daquele laboratório. O João comentou que o site onde saiu a notícia nem parecia muito confiável porque tinha um monte de propaganda estranha piscando na tela. Foi legal ver eles questionando em vez de aceitarem aquilo como verdade absoluta.

A segunda atividade é meio prática e divertida: simulação de checagem de fatos. Eu peço pra eles escolherem uma notícia ou um post viral das redes sociais que acharem suspeito e trazerem pra sala. Usamos computadores da escola pra acessar algumas ferramentas de checagem de fatos como o Fato ou Fake, por exemplo. Eles precisam investigar e encontrar informações confiáveis pra confirmar ou desmentir aquela notícia.

Nessa atividade, teve uma vez que o Pedro trouxe uma notícia dizendo que suco de limão cura câncer, algo bem absurdo assim. Ele começou a procurar mais sobre isso e descobriu vários sites sérios desmentindo aquele post. Pedro ficou impressionado com o tanto de coisa falsa que rola na internet e até disse assim: "Professor, se a gente acreditar em tudo que lê na internet tá ferrado!".

A terceira atividade é mais reflexiva: pedir pros alunos escreverem um pequeno artigo de opinião sobre como as novas tecnologias digitais impactam o jornalismo hoje em dia. A ideia é eles pensarem sobre as vantagens e desvantagens da internet pro campo jornalístico. Eles têm uma semana pra fazer isso em casa e trazem pra gente discutir em sala.

Quando fiz essa atividade pela última vez, a Ana escreveu sobre como as redes sociais são boas pra distribuir notícias rápido, mas ao mesmo tempo espalham muita coisa falsa se não tiver cuidado. Já o Carlos argumentou que graças à internet ele consegue acessar jornais do mundo todo sem sair do sofá, mas também comentou sobre a responsabilidade porque não dá pra saber se tudo é verdade.

É sempre interessante ver como cada aluno reage e traz sua perspectiva pras discussões. Eles acabam percebendo que precisam ter cuidado com as informações digitais e desenvolvem esse olhar crítico. E olha, acho que isso prepara muito eles pro mundo lá fora onde informação (e desinformação) tá em todo lugar.

Então é isso! Tô sempre tentando fazer essas aulas serem dinâmicas e relevantes pro dia a dia deles, porque no fim das contas é isso que vai fazer diferença na vida deles. Espero ter ajudado quem tá começando agora! Se tiverem outras ideias ou sugestões, manda aí!

Aí, pessoal, continuando sobre a habilidade EM13LP36, uma coisa que eu sempre acho interessante é que você não precisa de prova pra saber se os meninos entenderam o que é preciso. No dia a dia, enquanto tô circulando pela sala, dá pra pegar umas pistas bem legais. Tipo assim, quando a gente faz umas atividades em grupo e eles começam a discutir entre eles, dá pra perceber quem tá captando a ideia. Quando vejo um aluno explicando pro outro que a fonte de informação não é lá muito confiável ou que tá questionando de onde veio aquela notícia que eles tão analisando, aí eu penso “esse aí entendeu!”. Lembro do Joãozinho, por exemplo. Ele tava todo empolgado explicando pra Júlia como ele encontrou uma notícia de um site suspeito e como ele foi lá checar outras fontes antes de acreditar. Poxa, ver um aluno aplicando na prática o que a gente discutiu em sala é muito gratificante!

Outra coisa que sempre observo é quando eles começam a usar o vocabulário certo nas conversas. Tipo assim, quando conversam entre eles usando termos como “viés”, “fonte primária” e tal. Num dia desses, ouvi a Maria Clara questionando o grupo sobre qual era o viés de uma reportagem que eles estavam analisando e ali eu tive certeza que ela tava realmente entendendo a parada.

Os erros mais comuns que vejo nesse conteúdo são os meninos confiarem logo na primeira fonte que aparece, sem dar aquela pesquisada básica. Isso é normal porque estão acostumados com essa rapidez de informação da internet. Lembro bem do caso do Lucas que apareceu na sala todo confiante dizendo que tinha uma informação bombástica sobre um assunto e quando fomos checar juntos, era uma fake news descarada! Ele ficou super surpreso e foi uma baita lição pra ele. Nessas horas, eu costumo sentar com eles e mostrar o caminho das pedras: pesquisar mais fontes, ver se sites confiáveis tão falando sobre aquilo também e procurar sempre por algum tipo de confirmação independente.

Agora, sobre o Matheus e a Clara. Olha, lidar com diferentes necessidades na sala é desafiador, mas completamente possível e super gratificante. O Matheus tem TDAH e precisa de estratégias diferentes pra poder se concentrar e participar das atividades. O que funciona pra ele é quebrar as atividades em partes menores e dar intervalos curtos pra ele se mexer um pouco. E também ajuda muito deixar ele escolher algumas das informações que vai pesquisar. Isso aí dá uma motivada a mais no menino! Ah, cue card também ajuda demais! Eu dou cartões com passos do que ele precisa fazer em cada parte da atividade. Uma vez fizemos um projeto em grupo e ele ficou responsável por apresentar só uma parte específica, algo que interessava ele demais: checar imagem falsa na internet. Foi incrível ver ele todo empolgado apresentando pro grupo!

Agora, com a Clara que tem TEA, eu procuro ajustar as atividades pra respeitar o ritmo dela. Tem vezes que barulho demais na sala atrapalha, então faço um combinado com ela: um espaço mais calmo da biblioteca ou deixo ela usar fones de ouvido com música relaxante enquanto trabalha em alguma coisa mais individual. Eu percebi também que ela responde bem quando tem material visual envolvido, então sempre preparo resumos ou mapas mentais com bastante imagem pra ela entender melhor o conteúdo.

Uma situação recente foi durante uma atividade de análise de vídeos jornalísticos. Organizei tudo em várias etapas visuais: começamos com um vídeo curto, depois discutimos pontos chave usando cards coloridos. Ela adorou! O que não funcionou muito bem foi quando tentei usar apenas texto sem imagens ou estrutura visual clara – percebi logo que ela ficava perdida.

Bom, gente, acho que falei até demais! Espero que essas experiências ajudem vocês aí na sala de aula também. No fim das contas, cada aluno é único e o jeito é a gente ir ajustando as velas conforme o vento muda, né? Grande abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13LP36 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.