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EF15LP18Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.

OralidadeFormação do leitor literário/Leitura multissemiótica
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi gente, tudo bem? Hoje quero compartilhar um pouco sobre como trabalho a habilidade EF15LP18 da BNCC com a minha turma de 1º Ano. Essa habilidade é sobre relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos. Basicamente, a ideia é que os meninos consigam olhar para um livro, por exemplo, e entender como o texto e as imagens conversam entre si. É perceber que muitas vezes as figuras contam uma parte da história que o texto não fala diretamente, sabe?

Então, quando a criança pega um livro ilustrado, ela precisa entender que a imagem não tá ali só pra deixar bonito. Ela ajuda a contar a história também. Tipo assim: se tem uma cena de um menino triste e, no texto, fala que ele perdeu o brinquedo favorito, a imagem pode mostrar a expressão de tristeza no rosto dele que às vezes o texto não descreve detalhadamente. E isso é uma coisa que eles já começam a ver na Educação Infantil, onde eles têm bastante contato com livros ilustrados e já vão formando essa noção básica de interpretação das imagens.

Aí, no 1º Ano, trabalhamos pra aprofundar isso. Vamos lá pras atividades que faço com a turma:

Primeiro, tenho uma atividade de leitura compartilhada que é bem maneira. Uso livros infantis com bastante ilustração, tipo aqueles da Ruth Rocha ou Eva Furnari. A gente se senta em círculo no chão, cada um com uma almofadinha (é mais legal do que na carteira). Eu leio em voz alta enquanto vou mostrando as páginas abertas pra galera ver bem as imagens. Aí eu paro em algumas ilustrações e pergunto: “O que vocês estão vendo aqui que o texto não falou?”. Isso leva uns 30 minutos, porque leio devagar pra dar tempo deles observarem tudo. Na última vez que fiz isso, o Joãozinho levantou a mão na hora e disse: “Acho que ela tá com medo porque tá meio escuro ali atrás”. Achei legal ele perceber esse detalhe!

Outra atividade legal é uma oficina de criação de histórias em quadrinhos. A gente precisa só de papel ofício e lápis de cor mesmo. Divido a turma em duplas ou trios pra ajudar na colaboração. Peço pra criarem uma historinha curta com três cenas apenas, usando desenhos e balões de fala ou pensamento. Eles têm uns 40 minutos pra fazer isso. No final, cada grupo mostra pro restante da turma e conta um pouco sobre como decidiram as imagens e os textos. Da última vez, a Mariana e a Sofia fizeram uma história sobre um cachorro perdido que foi achado por uma menina. Elas desenharam tão bem as expressões dos personagens que nem precisaram escrever muito nos balões.

A terceira atividade envolve revistas velhas e tesouras (com cuidado!). A gente faz colagem de imagens em folhas grandes de papel pardo. Eu peço pra cada aluno escolher imagens que acham interessante e depois criarem uma história curta com essas colagens, juntando as figuras e escrevendo uma frase ou duas ao lado de cada imagem pra explicar o que tá acontecendo. Isso leva em torno de uma hora porque eles adoram recortar as revistas e montar essas histórias visuais. Da última vez, o Pedro se empolgou tanto que pediu pra levar umas revistas pra casa pra continuar cortando e colando!

As reações dos alunos são sempre muito boas nessas atividades. Eles se sentem desafiados mas também se divertem muito ao descobrir novas formas de contar histórias não só com palavras mas também com imagens. Acho que se conectar visualmente com a narrativa é algo super natural pra eles nessa idade.

Bom, é isso! Espero que essas ideias ajudem vocês também aí na sala de aula. Se alguém tiver mais sugestões ou quiser compartilhar como faz na sua turma, vou adorar ouvir! Valeu galera! Até mais!

Então, como é que eu percebo que os meninos já aprenderam a relacionar texto e imagem sem precisar aplicar uma prova formal? Olha, no dia a dia da sala, a gente vai pegando esses sinais. Quando eu tô circulando pela sala, sempre fico de olho nas expressões deles enquanto tão lendo. Às vezes, dá pra ver aquele “click” no rosto, sabe? E quando eles tão conversando entre si, é muito bom ouvir um explicando pro outro com confiança. Tipo outro dia, o João tava falando pra Luana como a ilustração de um livro mostrava que o personagem tava feliz mesmo antes do texto dizer isso. Aí eu pensei: “Esse entendeu!”

Outra coisa que faço é observar quando eles tão em grupo e um ajuda o outro a entender a história pelas imagens. Já vi a Sofia apontando pra uma figura e dizendo pro Lucas: “Olha aqui, ele tá correndo porque tá atrasado!” antes mesmo do texto mencionar qualquer coisa sobre pressa. É nessa troca, nessa conversa entre eles, que a gente percebe que a sementinha foi plantada.

Mas claro, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que aparecem bastante. Um que vejo direto é quando os meninos interpretam uma imagem isoladamente sem considerar o texto junto. Por exemplo, o Pedro olhou pra uma figura de um cachorro triste e achou que ele tava doente porque tava deitado, mas o texto explicava que ele só tava cansado de tanto brincar. Isso acontece porque é normal querer achar resposta só na imagem, esquecendo do contexto todo.

Quando pego um erro assim na hora, paro tudo e faço eles pensarem de novo: “E aí, pessoal, o que será que essa imagem tá contando pra gente junto com o texto?” Faço perguntas até eles perceberem que precisam juntar as peças do quebra-cabeça.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Bom, cada um tem suas necessidades e a gente tem que adaptar pra ajudar todo mundo a compreender legal. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de estímulo visual e mudança de ritmo pra manter a atenção. Então, às vezes eu uso cartões de imagem mais chamativos ou faço jogos rápidos entre as atividades pra ele poder se mexer e manter o foco.

Com a Clara, que tem TEA, preciso ser mais cuidadoso com a clareza das instruções e uso bastante rotina visual. Ela se beneficia muito de ter as etapas bem visuais da atividade desenhadas num cartaz ou num quadro. Claro, nem tudo funciona de primeira. Teve uma vez que tentei uma atividade em grupo mais dinâmica e ela acabou ficando desconfortável porque foi muita novidade de uma vez só.

O tempo também é um fator importante. Costumo dar mais tempo tanto pro Matheus quanto pra Clara terminarem as atividades e aceito variações nas respostas deles. O importante é ver se entenderam o conceito, não só se responderam do jeito esperado.

E olha só, com toda essa observação e adaptação no dia a dia da sala de aula, acabo percebendo como cada um aprende do seu jeitinho. É maravilhoso ver quando eles se ajudam mutuamente e compartilham essas descobertas entre si.

Bom, por hoje é isso aí! Espero que tenham gostado das minhas histórias e das estratégias que uso por aqui. Vamos continuar trocando essas experiências porque isso ajuda demais nossa prática pedagógica. Até a próxima!

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