Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje eu quero compartilhar com vocês como eu trabalho a habilidade EF01MA01 da BNCC aqui com os meninos do 1º ano. Sabe, essa habilidade é sobre usar números de jeitos diferentes no dia a dia. Não é só contar ou ordenar, mas também entender quando um número é um código, tipo o número do ônibus ou o número da casa.
Pra mim, na prática, essa habilidade tá em perceber que números estão por todo lado e saber o que eles tão dizendo pra gente. O aluno precisa conseguir ver um número e saber "Ah, isso aqui é a quantidade de maçãs que tem na mesa" ou "Eita, esse número aqui é o 25 do ônibus que vou pegar". No 1º ano, os meninos já chegam sabendo contar um pouco, mas ainda tão bem no começo nesse lance de entender o papel do número em diferentes contextos.
Agora eu vou contar três atividades que faço pra ajudar eles a desenvolverem essa habilidade.
A primeira atividade que gosto de fazer envolve cartões com números e objetos da sala. Eu pego cartões simples com números de 1 a 20 e espalho pela sala uns brinquedos, tipo carrinhos e bonecas. Aí eu falo pra eles: "Olha, galera, cada cartão tem que ter a quantidade certa de brinquedos ao lado". Eu divido eles em grupos pequenos, de 4 ou 5 alunos, e dou uns 20 minutos pra resolverem. Eles adoram! Da última vez, o Lucas estava super empolgado contando os carrinhos pra chegar no número certo. Ele até ajudou a Anna quando ela ficou confusa entre o 12 e o 21. É muito legal ver eles trabalhando juntos e corrigindo uns aos outros.
Outra atividade que faço é uma espécie de caça ao tesouro com números na escola. Eu peço pra eles trazerem papel e lápis. Dou uma lista com alguns números e digo: "Vocês têm que achar esses números aqui na escola e me dizer onde acharam". Pode ser na porta da sala (número da sala), no relógio (horas) ou em qualquer placa que tiver pela escola. Dou cerca de 40 minutos pra isso, porque envolve caminhada e observação. Da última vez que fizemos isso, o João ficou super animado quando encontrou o número do laboratório com ajuda da Sofia. Eles deram risada quando perceberam que tinham passado pelo número umas três vezes antes de notar a placa.
Por fim, uma atividade bem legal que faço é criar um mercado dentro da sala. Olha só como funciona: eu trago embalagens vazias de produtos (tipo caixas de cereal, garrafas de suco) e coloco preços neles. Cada aluno ganha um bloquinho de dinheiro fictício. Durante uns 30 minutos, eles têm que "comprar" produtos com o dinheiro que têm e depois contar quanto gastaram. Eles têm que entender quando o número é quantidade (quanto custa) e quando é código (o código de barras). Na última vez, a Mariana ficou meio perdida com o troco, mas aí o Pedro ajudou ela a entender que se ela tinha dado uma nota maior tinha que receber dinheiro de volta.
Essas atividades são maneiras ótimas não só porque ajudam eles a compreender melhor essa habilidade dos números como também porque colocam eles em situações do dia a dia onde eles vão ver esses números fora da escola. Além disso, dá pra ver claramente como eles progridem; no começo do ano muitos ficam confusos entre usar os números como quantidade ou código, mas depois vão entendendo melhor.
Espero que esse meu relato ajude vocês aí também! Se alguém tiver outras ideias ou quiser discutir mais sobre essas atividades, comenta aí! Até mais!
E aí, pessoal! Continuando um pouquinho sobre essa habilidade EF01MA01 e como eu vejo que os alunos estão entendendo mesmo sem fazer prova. Olha, é impressionante como a gente consegue captar muito só observando o dia a dia deles. Eu ando muito pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades, e é ali que a magia acontece. Um sinal de que o aluno tá pegando a coisa é quando ele começa a usar os números de forma natural nas conversas com os colegas. Por exemplo, teve um dia que o Joãozinho tava explicando pro amigo que eles precisavam juntar mais três lápis pra ter o mesmo tanto da outra equipe no jogo que a gente tava fazendo. Naquele momento, deu pra ver que ele não só tava somando, mas entendendo o conceito de equivalência de quantidades.
Outra coisa que me faz perceber que a galera tá entendendo é quando eles começam a corrigir e ajudar uns aos outros de forma espontânea. Uma vez, tava lá a Maria errando uma contagem e a Letícia chegou e disse: "Não, Maria, olha aqui, você pulou o seis!" E aí ela mostrou todo o processo como se fosse uma professora! Isso pra mim é um sinal claríssimo de que Letícia entendeu bem o conceito.
Claro que nem tudo são flores, né? Os erros mais comuns que os meninos cometem estão geralmente ligados à ordem e à compreensão do contexto em que os números são usados. Por exemplo, o Pedrinho às vezes se confunde quando temos números em situações diferentes. Teve um dia que eu pedi pra ele organizar umas cartinhas de 1 a 10, e ele fez sem problema. Mas aí na atividade seguinte, quando a gente tava lendo um relógio, ele leu os números do jeito que estavam nas cartinhas. Daí, tive que explicar que no relógio os números têm um papel diferente. Isso acontece bastante porque a criança tá no processo de entender que um número pode ter significados diferentes dependendo do contexto. Quando percebo esse tipo de erro na hora, eu tento corrigir com exemplos práticos: mostro objetos reais ou trago situações do cotidiano deles pra facilitar essa transição do abstrato pro concreto.
Agora, falando do Matheus e da Clara, cada um com suas necessidades específicas. Com o Matheus, que tem TDAH, eu tento sempre organizar as atividades em partes pequenas e bem definidas. Tipo, se vamos fazer uma atividade com contagem, eu divido em etapas: primeiro contamos até 5 com objetos visuais, depois até 10 com cartões coloridos. E sempre dou uma pausa entre elas pra ele poder se reorientar. Eu também uso uma coisa chamada “timer visual” que ajuda muito! É basicamente um reloginho onde ele pode ver quanto tempo falta pra próxima atividade ou intervalo.
Com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser um pouco mais visual e direto nas instruções. Utilizar fichas ilustrativas tem sido bem útil. Então, se estamos trabalhando com números no contexto de quantidades de frutas por exemplo, eu mostro as frutas reais ou desenho no quadro pra ela ver exatamente do que estamos falando. E também faço uso de rotinas bem definidas porque ela se sente mais segura sabendo o que vai acontecer em seguida.
Já tentei algumas coisas que não deram certo também, claro. Uma vez pensei em usar músicas e ritmos pra ensinar contagem pro Matheus achando que ia ser divertido e tal, mas acabou sendo super estimulante demais pra ele. Ele ficou agitado e disperso em vez de focado. Com a Clara já tentei jogos em grupos maiores pensando em promover interação social junto com aprendizado numérico, mas ela se sentiu super sobrecarregada com tanta gente falando ao mesmo tempo.
Bom, pessoal, é isso! No dia a dia da sala de aula a gente aprende tanto quanto ensina. E acho que o principal é estar atento às individualidades dos alunos e não ter medo de ajustar as abordagens quando necessário. A gente vai testando diferentes estratégias até encontrar a melhor forma de alcançar cada um deles. Espero ter ajudado quem estiver passando pela mesma situação! Até a próxima!