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EF01MA03Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Estimar e comparar quantidades de objetos de dois conjuntos (em torno de 20 elementos), por estimativa e/ou por correspondência (um a um, dois a dois) para indicar “tem mais”, “tem menos” ou “tem a mesma quantidade”.

NúmerosQuantificação de elementos de uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento ou outros agrupamentos e comparação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, sobre essa habilidade EF01MA03 da BNCC, eu entendo ela como uma forma de ajudar os meninos a desenvolverem o senso numérico de uma maneira bem prática e visual. A ideia é que eles consigam olhar pra dois montes de coisas - tipo brinquedos, lápis, ou qualquer objeto que a gente use na hora - e saibam dizer coisas do tipo "esse tem mais", "aquele tem menos" ou "os dois têm a mesma quantidade". Isso é algo que eles começam a entender lá no infantil, comparando tamanhos e quantidades de um jeito mais intuitivo. A diferença agora é que no 1º ano a gente começa a sistematizar mais essa comparação, sabe? Começa a ensinar eles a fazerem isso com uma base mais estruturada que vai além do "acho que".

A primeira atividade que eu faço é bem simples e usa tampinhas de garrafa. Eu peço pros meninos trazerem tampinhas de casa ao longo da semana. No dia da atividade, eu divido a turma em duplas. Cada dupla recebe duas folhas de papel e um monte de tampinhas (umas 20 pra cada folha). Eu dou uns 20 minutos pra isso. A ideia é espalhar as tampinhas sobre as duas folhas e depois trocar de dupla pra estimar qual das folhas tem mais tampinhas. Eles vão anotando no caderninho deles: folha 1 tem mais, folha 2 tem menos ou as duas têm igual. O legal é que nessa atividade sempre rola uma discussão entre eles tipo: "ah! mas eu acho que a outra tinha mais!" E aí a gente para pra contar junto e ver se acertaram na estimativa. Da última vez, o João e a Maria estavam numa dessas discussões, mas depois acabaram acertando, e o João ficou todo animado falando "eu disse, Maria!". É sempre legal ver essa empolgação deles.

Outra atividade que faço envolve brinquedos pequenos, tipo carrinhos e bonequinhos. Dessa vez, eu espalho os brinquedos no chão da sala em dois grupos grandes. Aí faço um caminho com fita adesiva no meio da sala e coloco os brinquedos de um lado e do outro desse caminho. Dessa vez eles têm que andar pela sala como se fossem numa feira, olhando os brinquedos dos dois lados e anotando na folha qual lado tem mais ou menos brinquedos. Essa atividade leva uns 30 minutos porque eles gostam de explorar bem cada lado. É engraçado porque sempre tem aquele aluno como o Lucas que tenta contar mentalmente enquanto anda, mas logo percebe que tá meio difícil só olhando e aí tenta estimar mesmo. Sempre falo pra eles não se preocuparem com o erro, porque parte do aprendizado vem daí também.

Por último, às vezes faço uma atividade ao ar livre com folhas de árvores ou pedrinhas do pátio. Divido eles em pequenos grupos dessa vez, uns 4 em cada grupo. Peço pra cada grupo recolher um monte de folhas ou pedras e colocar dentro de um circulo desenhado no chão com giz (um pra cada grupo). Depois disso, eles trocam de círculo com outro grupo pra tentar estimar qual grupo tem mais folhas ou pedras. Essa atividade leva um pouquinho mais de tempo porque tem todo o processo de recolher e depois estimar - geralmente uns 40 minutos. Da última vez que fizemos essa, o Pedro ficou tão impressionado quando percebeu que o outro grupo tinha exatamente a mesma quantidade de pedrinhas... era como se ele tivesse descoberto um mistério da matemática!

Aí você vê que essas atividades vão além dos números escritos: elas permitem que os alunos experimentem os conceitos matemáticos com coisas tangíveis e visíveis. Eles começam a ver relação entre contar e medir, e isso ajuda muito quando começam a lidar com operações matemáticas mais complexas mais tarde.

É isso aí! Espero que essas ideias ajudem outros professores a trabalharem essa habilidade na sala deles também! Se alguém tiver outra sugestão ou experiência diferente, tô por aqui pra ouvir!

E aí, gente! Continuando essa conversa sobre a habilidade EF01MA03, queria contar pra vocês como eu percebo que a galera tá pegando o jeito sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, no dia a dia da sala de aula, dá pra notar várias pistas quando os meninos estão entendendo o conteúdo. Quando eu tô circulando pela sala e vejo o João explicando pro Pedro que, se ele juntar os lápis dele com os do Pedro, vai ter mais do que a Maria tem, é um sinal claro que eles tão começando a sacar a coisa.

Aí tem aqueles momentos em que você ouve as conversas entre eles. Outro dia, estavam o Lucas e a Ana discutindo sobre quem tinha mais figurinhas. "Lucas, eu acho que você tem mais porque sua pilha tá mais alta!", a Ana disse. E era isso mesmo, eles não estavam só comparando números, mas visualizando as quantidades de maneira bem prática.

E quando o Miguel, durante uma atividade em grupo, levantou e falou "Ei, pessoal, vamos juntar tudo e ver se conseguimos dividir em partes iguais?", eu pensei: "Ahá! Ele entendeu!". O melhor é ver como eles começam a aplicar o que aprenderam sem nem notar que estão usando matemática.

Agora falando dos erros mais comuns que aparecem. Olha, um erro clássico é quando os meninos confundem quantidade com tamanho. Tipo assim, pode acontecer de a Júlia ver uma pilha de blocos alta e achar que tem mais blocos do que outra pilha mais baixa, mas com blocos pequenos. Isso acontece porque visualmente parece maior, mas na verdade tem menos blocos.

Outro erro comum é na hora de contar objetos um a um. O Matheus costuma se perder quando conta muitos itens de uma vez só. Ele esquece onde começou ou repete números. Isso é normal nessa fase e eu tento ajudar pedindo pra ele usar os dedos ou fazer marcas visuais com lápis no papel pra não se confundir.

E quando pego esses erros na hora, tento corrigir ali mesmo. A Mariana certa vez estava contando brinquedos e pulou do cinco pro sete. Na mesma hora, sugeri que começasse de novo e contasse devagar junto comigo. A ideia é não deixar o erro passar despercebido, mas também não fazer disso um bicho de sete cabeças. O importante é incentivar os meninos a tentarem de novo sem medo.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, eu busco adaptar as atividades pra serem mais dinâmicas e menos longas. Se eu noto que ele tá perdendo o foco, tento mudar pra algo que ele possa fazer com as mãos ou caminhar pela sala enquanto conta objetos grandes espalhados pelo chão. Usar cartões de números bem coloridos também ajuda ele a manter a atenção.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebo que ela responde bem às rotinas previsíveis e visuais. Então uso muitos diagramas e cartazes na parede com imagens claras do tipo "um monte maior", "um monte menor", "igual". Assim ela tem um apoio visual constante que ajuda na compreensão dos conceitos.

Ainda sobre atividades pra Clara, percebo que fazer intervalos curtos durante as tarefas funciona melhor do que esperar ela terminar tudo de uma vez só. Damos pequenas pausas pra ela se reorganizar mentalmente e voltar à atividade com energia renovada.

Nem tudo funciona sempre da mesma maneira pra todos os alunos. Teve uma atividade em que tentei deixar o Matheus junto com um grupo grande esperando que ele se motivasse ali, mas ele acabou ficando mais disperso. Com a Clara, às vezes os sons da sala atrapalham um pouco, então uso fones com música calma em alguns momentos pra ajudar na concentração dela.

Bom, é isso aí pessoal! Acho que cada dia é uma oportunidade nova de aprender junto com os meninos e descobrir como cada um deles entende o mundo à sua maneira. Espero ter ajudado compartilhando um pouco dessa experiência. Se alguém tiver dicas ou quiser trocar mais ideias, tô por aqui! Abraços!

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