Olha, falar de EF01MA14 é basicamente introduzir os meninos e meninas nas figuras geométricas planas, né? Eu vejo essa habilidade como aquela primeira porta que a gente abre pra eles entenderem o mundo ao redor de um jeito mais organizado. Tipo assim, eles precisam olhar um desenho ou até um objeto e saber identificar e nomear as formas básicas: círculo, quadrado, retângulo e triângulo. E não é só ver e nomear, mas compreender que essas formas aparecem em várias posições e são as faces de muitas coisas que eles conhecem.
No primeiro ano, a galerinha já vem com alguma noção do que é um círculo ou um quadrado. Eles já viram isso em brinquedos, livros, e até na decoração da sala. Mas agora, o desafio é fazer com que eles vejam essas formas em situações diferentes. Por exemplo, eles sabem que uma bola é redonda e tem algo a ver com um círculo, mas se a gente desenhar a face de um dado de um jeito diferente, será que eles percebem os quadrados ali? Então, o que a gente quer é ampliar essa percepção deles.
Uma das atividades que eu faço com a turma é o "Caça às Formas". Essa é bem divertida! Eu peço pra eles trazerem de casa tampas de potes, embalagens vazias, revistas velhas, coisas assim. Na sala, eu separo o pessoal em grupos pequenos pra todo mundo poder participar bem ativamente. Aí eu dou uns 20 minutos pra cada grupo analisar os objetos e separar por tipo de figura: círculo, quadrado, etc. E eles têm que argumentar entre si pra justificar se um objeto se encaixa numa categoria ou outra. Na última vez que fizemos isso, teve uma hora engraçada quando o Pedro e a Maria começaram a discutir se uma tampa era mais quadrada ou retangular. O pessoal todo entrou na discussão até chegarem à conclusão de que dependia do jeito como tavam olhando pra tampa! Adoro quando eles chegam nesses pontos por conta própria.
Outra atividade que curto fazer é o "Desenhando com Fitas". Pra essa, eu levo rolos de fita adesiva colorida e distribuo entre os grupos. A proposta é que eles usem as fitas pra criar desenhos sobre folhas de papel pardo grande. Dou uns 30 minutos pra essa atividade porque quero que eles tenham tempo pra pensar e criar. O bacana aqui é ver como eles percebem, por exemplo, que pra fazer um quadrado com fitas precisam ter lados iguais e ângulos retos. Na última vez que fizemos isso, o João tava tão empolgado criando um robô que ele mesmo fez questão de explicar pros amigos como o corpo do robô tinha forma retangular e a cabeça era redonda.
A terceira atividade é "Histórias Geométricas". Nessa, conto uma história curta onde as personagens são figuras geométricas. Faço uma narração meio teatral, sabe? Tipo "Era uma vez um Triângulo que queria ser amigo do Quadrado..." Enquanto conto, vou desenhando no quadro as formas na posição em que estão na história. Depois peço pra turma recriar a história em duplas usando massinha de modelar pra formar as figuras. Dou uns 40 minutos nessa parte porque tem todo um processo criativo envolvido. Na última história que contei, teve uma parte onde o Retângulo queria atravessar uma ponte feita por círculos, e aí a Sofia teve a ideia de usar duas cores diferentes pra massinha dos círculos da ponte pra mostrar que eram fortes! O legal aqui é ver como cada dupla interpreta as posições das figuras de maneira única.
A reação dos meninos nas três atividades costuma ser ótima. Eles gostam muito quando conseguem identificar as formas por conta própria porque sentem como se tivessem descoberto algo novo. E é justamente esse brilho no olho deles que me mostra que estamos no caminho certo. Quando conseguem perceber essas formas nos objetos do cotidiano ou no material escolar, sinto que consegui conectar o aprendizado deles com o mundo real.
E aí, esses são só alguns jeitos que gosto de trabalhar a habilidade EF01MA14 na minha turma do primeiro ano. Espero que essas ideias ajudem algum colega por aqui ou sirvam de inspiração pra vocês criarem outras atividades bacanas! É isso aí, abraço!
Aí, galera, continuando o papo sobre a habilidade EF01MA14, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é perceber quando a molecada realmente entendeu o lance das figuras geométricas. E olha, dá pra sacar isso sem precisar aplicar aquelas provas formais. Tipo assim, no dia a dia mesmo, quando eu tô circulando pela sala e vejo os meninos conversando entre eles.
Tem uma situação que eu sempre lembro. O João Pedro tava explicando pro Miguel como ele enxergava um triângulo num brinquedo que eles estavam montando. Ele falou algo assim: "Olha, tá vendo essa peça aqui? Ela forma um triângulo quando a gente junta assim." Nesse momento que você percebe que o aluno já tá começando a ver as formas no mundo real, e não só no papel.
Outra vez eu tava ouvindo a Sara e a Beatriz comentando sobre um desenho que elas tinham feito. Elas estavam comparando as formas dos telhados das casas que desenharam. Sara disse: "O meu é de triângulo, e o seu é de retângulo." É nessa hora que você vê que elas não tão só nomeando, mas relacionando com o que elas criaram. E é isso que me deixa empolgado.
Mas claro, nem tudo são flores, né? Tem uns errinhos clássicos que eles cometem. Por exemplo, o Lucas sempre confundia o quadrado com o retângulo. Eu percebi que ele tava olhando só pras laterais parecidas e não prestava atenção nas medidas iguais do quadrado. Por isso, comecei a usar objetos de tamanho diferente pra mostrar pra ele na prática: "Olha aqui, Lucas, esse aqui tem todos os lados iguais, é quadrado. E esse outro não tem."
Outro erro comum é com os círculos e elipses. A Maria vivia desenhando um círculo meio ovalado e chamava de círculo mesmo assim. Esses erros acontecem porque a diferença entre essas formas é sutil pros pequenos às vezes. Aí, pra resolver isso, faço eles pegarem tampas de potes de tamanhos variados e tentar desenhar em volta. Isso ajuda a fixar a ideia do formato certinho do círculo.
Agora, falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e aí precisa de um pouco mais de ajuda pra manter a concentração nas atividades. O que funciona bem pra ele é dividir as tarefas em partes menores e dar umas pausas entre elas. Por exemplo, se estamos fazendo uma atividade de colagem das figuras geométricas, peço pra ele colar só os círculos primeiro, depois dou uma pausa pra ele se mexer um pouco antes de passar pros quadrados. Também uso relógios visuais pra ele ver quanto tempo falta pra terminar uma tarefa ou pra próxima pausa.
Com a Clara, que tem TEA, percebo que ela se sai melhor quando tem uma rotina bem definida e sabe antecipadamente o que vai rolar na aula. Então faço questão de mostrar o cronograma do dia logo no começo da aula. Ela gosta de usar objetos táteis pra identificar as formas, então tenho uns moldes de EVA das formas geométricas que ela pode pegar e sentir nas mãos enquanto faz as atividades.
Uma coisa que não funcionou muito bem foi tentar fazer atividades em grupo com eles sem planejamento extra. O Matheus se distraía fácil e a Clara ficava desconfortável por não saber bem como interagir com os outros meninos. Hoje em dia eu organizo grupos menores e mais direcionados pras atividades sociais.
Bom, acho que é isso aí por hoje, pessoal! Espero que tenha ajudado ou dado alguma ideia nova pro pessoal daqui do fórum. Se alguém tiver experiências parecidas ou quiser trocar uma ideia sobre esses desafios do dia a dia em sala de aula, tô por aqui pra gente conversar mais. Abraço!