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EF02MA10Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever um padrão (ou regularidade) de sequências repetitivas e de sequências recursivas, por meio de palavras, símbolos ou desenhos.

ÁlgebraIdentificação de regularidade de sequências e determinação de elementos ausentes na sequência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02MA10 da BNCC é aquele lance de os meninos começarem a reconhecer padrões em uma sequência. É tipo quando eles conseguem olhar uma sequência de números, desenhos ou qualquer coisa assim e perceber que tem uma lógica ali, sabe? Por exemplo, se você mostrar uma sequência tipo 2, 4, 6, 8, eles percebem que o padrão é "pula de dois em dois". Ou se são triângulos azuis e vermelhos alternados, eles precisam sacar que a cada triângulo azul vem um vermelho. A ideia é que eles consigam não só identificar esse padrão, mas também continuar a sequência ou preencher partes faltantes.

Na prática, isso significa que os alunos precisam começar a pensar de forma lógica e organizada. Eles já vêm do primeiro ano com noção básica de contagem e algumas sequências simples, tipo contar de um em um ou repetir alguns movimentos. Agora, no segundo ano, é hora de sofisticar essas noções. Ao invés de só contar de um em um, eles começam a fazer contagens mais complexas, perceberem padrões visuais e até criar seus próprios padrões.

Uma coisa que faço na minha sala é usar materiais bem simples pra introduzir esses conceitos. A primeira atividade que gosto de fazer é com tampinhas de garrafa. A gente junta um monte delas antes da aula e eu levo caixas cheias pra sala. Normalmente divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou pra cada grupo umas vinte tampinhas de cores diferentes. Peço que montem uma sequência com as tampinhas. Aí eles têm que explicar pros colegas o padrão que criaram. Essa atividade costuma durar uns 30 minutos.

A última vez que fiz essa atividade, a Mariazinha teve uma sacada muito boa! Ela pegou tampinhas azuis e verdes e começou a arrumar em pares: duas azuis, duas verdes, duas azuis... Quando eles apresentaram pra turma, ela explicou direitinho como pensou na sequência e até completou com mais algumas tampinhas quando eu pedi. Os meninos ficam super empolgados porque parece brincadeira, mas é um baita exercício mental.

Outra atividade que gosto bastante é trabalhar com desenhos em papel quadriculado. Eu distribuo folhas quadriculadas e lápis coloridos pra galera e peço que desenhem padrões repetitivos. Pode ser uns desenhos simples como triângulos ou quadrados coloridos formando uma linha ou coluna. Normalmente deixo uns 40 minutos pra essa atividade porque eles precisam tempo pra pensar e executar os desenhos.

Na última vez que fiz isso, o Pedrinho se destacou. Ele fez uma sequência alternando triângulos vermelhos e azuis, mas o interessante foi que ele começou a fazer os triângulos crescendo em tamanho a cada repetição do padrão. Quando ele mostrou pra turma, todo mundo ficou impressionado com a criatividade dele. Isso gerou uma discussão super legal sobre como os padrões podem ser mais do que simplesmente cores ou formas — eles podem também envolver tamanhos ou outras características.

Por último, uma atividade que sempre dá certo é usar histórias e músicas. Eu conto uma história onde os personagens fazem ações repetitivas ou cantarolamos uma música com versos que seguem um padrão claro. Depois da história ou da música, eu peço pra galera identificar o padrão e tentar criar uma nova parte da história ou um novo verso seguindo o mesmo padrão.

Lembro da última vez que fiz isso com uma música bem conhecida entre os pequenos – "Borboletinha tá na cozinha". A Letícia sugeriu mudar o animal e inventar novos versos mas mantendo o ritmo da música original. Foi incrível ver como eles começaram a brincar com as palavras e ritmos para criar novos versos enquanto mantinham o padrão original.

O legal dessas atividades é ver como cada aluno se envolve de maneira diferente. Enquanto alguns são mais visuais e curtem atividades como as dos desenhos quadriculados, outros se encontram mais nas músicas ou nas histórias. E isso faz parte do processo — entender que cada aluno tem seu jeito de aprender e perceber padrões à sua maneira.

No final das contas, trabalhar essa habilidade EF02MA10 com os meninos é sobre ajudá-los a enxergar ordem no caos do dia a dia deles. Quando eles percebem que tem lógica por trás das coisas, eles ganham confiança pra enfrentar problemas maiores no futuro. E pra mim não tem nada mais gratificante do que ver um aluno brilhandando os olhos quando descobre algo novo por conta própria. É isso aí! Até a próxima!

Bom, continuando o que eu tava falando, ver como os meninos aprendem sem precisar aplicar uma prova formal é uma coisa que a gente vai sentindo no dia a dia, sabe? É naquelas horas que você tá circulando pela sala e ouve uma conversa ou outra entre eles. Ou quando você vê um aluno explicando pro outro. Eu acho que essas interações são ouro puro. Porque, olha, quando um aluno consegue explicar uma coisa pro amigo, de um jeito que o outro entende, é porque ele realmente entendeu o lance. Tipo assim, a Maria, esses dias, tava falando com o João sobre as sequências de números que a gente tava trabalhando. Ela virou pra ele e disse: "João, é só você pensar que cada número tá pulando dois de cada vez. Então se começa no 2, o próximo é 4, depois 6". E aí eu pensei: "Ah, essa daí pegou a ideia direitinho!".

Outra coisa que eu faço muito é pedir pra eles continuarem uma sequência juntos, em duplas ou grupos pequenos. Aí eu vou passando pelas mesas e dando uma olhada no que tão fazendo e ouvindo as conversas. O Pedro outro dia tava comentando com a Ana: "Tá vendo que depois do triângulo azul vem sempre um vermelho? Então é só botar o azul agora". E nessas horas você vê que eles tão realmente captando a lógica por trás das coisas.

Agora, vamos falar dos erros mais comuns. Ah, os erros fazem parte do aprendizado, né? Um erro comum que eu vejo muito é na hora de identificar o padrão quando ele não é tão óbvio. Teve uma vez que a Júlia tava com dificuldade numa sequência de formas geométricas. Era tipo quadrado, círculo, triângulo, quadrado, círculo... Ela ficava tentando colocar dois triângulos seguidos e não entendia porque não funcionava. E eu percebo que esses erros acontecem muito porque os meninos às vezes não prestam atenção nos detalhes menores ou querem apressar as coisas.

Quando isso acontece, eu procuro dar um passo pra trás com eles e revisitar a sequência juntos. Pergunto coisas tipo: "O que você vê que se repete aqui? E aqui?". Tento mostrar o padrão de um jeito visual também, desenhando ou usando materiais concretos. Às vezes só deixa eles mesmos perceberem onde erraram com umas dicas mais sutis.

Com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu preciso adaptar algumas coisas pra garantir que eles tão acompanhando o resto da turma. Com o Matheus, por exemplo, eu percebo que ele se dispersa fácil quando a atividade é só papel e caneta. Então eu uso muito material concreto com ele – blocos de montar, cartões coloridos. Isso ajuda ele a se concentrar melhor na tarefa porque ele pode mexer com as mãos e isso prende a atenção dele por mais tempo. Também divido as atividades dele em partes menores e dou intervalos curtos entre elas.

Já com a Clara, a questão é organização e rotina. Eu criei um cronograma visual pra ela com figuras mostrando as etapas da aula – tipo um desenho da atividade seguida por um desenho do lanche e assim por diante. Isso ajuda ela a se preparar mentalmente pro que vem a seguir. O desafio foi encontrar o ponto certo de estímulo sem sobrecarregar ela com informações demais ao mesmo tempo.

E olha só, também já testei usar fones de ouvido pra tocar uma música calma enquanto eles trabalham em atividades mais longas e repetitivas. Pro Matheus funcionou super bem pra ele se concentrar melhor nas sequências numéricas sem se distrair tanto com o entorno. Mas pra Clara não deu certo – ela ficou incomodada e acabou atrapalhando mais do que ajudando.

Bom, galera, acho que é isso por hoje. Espero ter ajudado um pouquinho com essas experiências da sala de aula e como a gente vai adaptando as coisas pros nossos alunos especiais. Cada dia é um novo aprendizado pra gente também e vamos nos ajustando conforme as necessidades dos meninos vão mudando. Até o próximo post!

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