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EF02MA09Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Construir sequências de números naturais em ordem crescente ou decrescente a partir de um número qualquer, utilizando uma regularidade estabelecida.

ÁlgebraConstrução de sequências repetitivas e de sequências recursivas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal! Hoje vou compartilhar como eu trabalho a habilidade EF02MA09 da BNCC com a minha turma do segundo ano. Essa é uma habilidade de Matemática que pede para os alunos construírem sequências de números naturais em ordem crescente ou decrescente, a partir de um número qualquer, usando alguma regularidade. Na prática, o que isso significa? Bom, os meninos precisam ser capazes de olhar para uma sequência de números e identificar qual é a lógica dela. Tipo assim, se começa com 2 e vai para 4, depois 6, eles têm que perceber que está somando 2 a cada número. E o legal é que isso não é novidade total pra eles não. No primeiro ano, eles já começam a brincar com a ideia de números em ordem crescente, tipo contar de 1 a 10. Agora a gente só dá mais um passo, colocando essas regularidades.

Agora vou contar como eu faço isso na sala de aula. A primeira atividade que eu costumo fazer é super simples e divertida: é uma brincadeira chamada "O Número Misterioso". Eu uso só uma caixa e cartões numerados, coisas que todo mundo tem por aí. Faço assim: coloco a turma em círculo no chão e dentro da caixa tem vários cartões com números. Então eu peço pra alguém, digamos o João, tirar um cartão. Ele tira e aí começa a brincadeira. Se ele tirar o número 5, por exemplo, daí eu digo: "Ok pessoal, vamos contar até 20 pulando de dois em dois". E eles vão falando: 5, 7, 9, 11... até chegar no 20. Essa atividade leva uns 15 minutos mais ou menos e os alunos adoram participar. Ah, semana passada foi engraçado porque o Pedro começou a falar números aleatórios e a turma caiu na risada! Foi um momento legal pra mostrar a importância de seguir a regra.

Outra atividade que gosto muito é "A Escadinha dos Números". Pra essa eu só preciso de papel e caneta. Peço para cada aluno fazer uma escadinha no caderno deles. Eles desenham degraus e em cada degrau escrevem um número seguindo uma regra como "começa no 3 e soma 5". Então fica tipo: 3, 8, 13, 18... Aí o desafio é completar até chegar num número alto como 50 ou mais. Essa atividade leva uns 25 minutos porque dou tempo pra eles pensarem e desenharem as escadinhas com calma. O bacana é que às vezes eles decoram os degraus com desenhos bem criativos. Na última vez que fiz isso, a Mariana fez uma escadinha cheia de flores ao redor e todo mundo quis olhar!

A terceira atividade é meio que um jogo coletivo chamado "A Corrida dos Números". A gente usa barbante para marcar linhas no chão da sala como se fossem pistas de corrida e os alunos são os carros. Cada equipe começa em um número diferente e precisa chegar ao final da pista seguindo uma sequência que dou pra eles antes. Por exemplo: começa no número 12 e soma 3 toda vez. Então, eles precisam correr até o próximo lugar na pista só quando sabem qual é o próximo número na sequência deles. Esse jogo geralmente leva uns 20 minutos e deixa todo mundo super animado! Da última vez quem ficou encarregado de somar foi o Lucas e ele estava tão empolgado que corria antes do tempo certo! A gente deu boas risadas.

Essas atividades ajudam bastante a turma a entender melhor as sequências numéricas porque eles têm que pensar de verdade nas regras matemáticas por trás dos números. E eu sinto que quando eles conseguem identificar as regras sozinhos, ficam muito mais confiantes em Matemática. Depois disso tudo dá pra ver como eles ficam mais espertos também nos jogos de tabuleiro ou nos desafios matemáticos que fazemos depois.

Espero que essas ideias ajudem quem estiver procurando maneiras práticas de trabalhar essa habilidade! E se vocês tiverem outras ideias ou quiserem discutir sobre isso, vamos continuar a conversa aqui! Abraço!

Agora, como é que eu percebo que os meninos aprenderam essa habilidade sem aplicar uma prova formal? Bom, a gente sabe que prova é só um jeito de avaliar, né? No dia a dia, dá pra sentir quando o aluno entendeu só de olhar. Quando eu circulo pela sala, fico de olho em como eles resolvem as atividades. Aí, se eu vejo que o Joãozinho tá fazendo uma sequência de números e para, ele dá aquela pensada e solta "ah, entendi!" e continua a sequência certinho, aí eu sei: o garoto pegou a lógica. Outra coisa que ajuda bastante é ouvir as conversas entre eles. Quando eles começam a discutir entre si sobre o porquê do próximo número ser aquele, tipo "Não, Maria, tem que somar 5!" e ela responde "Ah tá, agora entendi!", isso é um baita sinal de aprendizado.

Teve uma vez que eu vi o Pedro explicando pra Ana uma atividade que era pra completar uma sequência. Ele tava todo animado, dizendo "Olha, Ana, começa do 3 e vai subindo de 3 em 3!". Aí ele fez questão de mostrar como ficava: 3, 6, 9... E quando ela fez sozinha e acertou, com aquele sorrisão no rosto, não tem jeito melhor de perceber que eles estão entendendo o conteúdo.

Claro que nem tudo são flores. Tem alguns erros comuns que vejo a galera cometendo. Por exemplo, a Sofia às vezes confunde a operação que tem que fazer. A atividade pede pra somar e ela subtrai. Isso acontece porque na cabeça dela números crescendo é meio abstrato, então ela tenta fazer do jeito mais fácil. Quando vejo isso na hora, eu paro e faço umas perguntas bem diretas: "Sofia, se nós começamos no 10 e queremos ir para cima no número, estamos somando ou subtraindo?". Normalmente a ficha cai rapidinho.

Já o Lucas tem dificuldade com os números quando eles ficam grandes demais na sequência. Tipo assim, ele começa bem com 2, 4, 6... Mas quando chega lá nos 20 e poucos ele embanana tudo. Isso é porque é mais fácil perder a contagem mental. Com ele, eu costumo usar papel com quadradinhos numerados ou uma régua numerada para ele visualizar melhor.

Agora falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA. Pro Matheus, a gente sabe que manter a atenção pode ser um desafio. Então o negócio é variar as atividades. Em vez de só usar o caderno, eu trago jogos de cartas numéricas onde ele tem que ordenar ou completar sequências. Isso prende melhor a atenção dele porque é mais dinâmico e visual. E também dou pausas pra ele se movimentar um pouco na sala sem perder o foco na tarefa.

Pra Clara, que tem TEA, algumas atividades exigem adaptações pra serem mais previsíveis e estruturadas. Ela se dá muito bem com rotinas claras e materiais visuais. Uso cartões coloridos com números grandes para sequências numéricas. Também faço questão de dar instruções mais diretas e curtas pra ela não se perder na atividade. E olha, com ela funciona super bem aquela atividade onde os alunos usam adesivos numerados pra criar as sequências — é visual e tátil.

O que não funcionou de jeito nenhum foi tentar fazer só atividades orais com o Matheus ou colocar a Clara em exercícios muito abertos sem estrutura clara. Percebi que isso deixava eles ansiosos.

Bom, pessoal! Acho que consegui passar um pouco da minha experiência com essa habilidade aí da matemática. Cada aluno aprende no seu ritmo e jeito, né? É assim mesmo: observando todo dia e adaptando conforme as necessidades da turma. Espero que tenha ajudado e bora seguir trocando ideias por aqui! Valeu!

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