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EF02MA12Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e registrar, em linguagem verbal ou não verbal, a localização e os deslocamentos de pessoas e de objetos no espaço, considerando mais de um ponto de referência, e indicar as mudanças de direção e de sentido.

GeometriaLocalização e movimentação de pessoas e objetos no espaço, segundo pontos de referência, e indicação de mudanças de direção e sentido
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02MA12 da BNCC é uma coisa muito bacana, viu? A ideia por trás disso é fazer os alunos entenderem como localizar coisas e pessoas no espaço. Isso parece simples, mas envolve muita percepção espacial e atenção a diferentes pontos de referência. Quando falamos em "linguagem verbal ou não verbal", estamos apenas dizendo que os meninos têm que conseguir explicar onde algo ou alguém está, não importa se falando ou usando gestos, desenhos, mapas e coisas do tipo. E indicar as mudanças de direção e sentido significa que eles têm que saber se algo ou alguém foi pra direita, pra esquerda, pra frente, pra trás... enfim, conseguir se situar e descrever isso direitinho.

Agora, vamos pensar: no 1º ano, a molecada já viu um pouco sobre direções básicas e localização, tipo direita e esquerda, frente e trás. Então, o que fazemos aqui no 2º ano é aprofundar um pouco isso. Eles começam a entender não só o "onde está", mas também o "como chegou lá". Por exemplo, se eu estou na porta da sala de aula e vou até a janela, eles devem perceber que saí da porta (um ponto de referência) e fui até a janela (outro ponto de referência), e saber descrever esse caminho.

Vou contar como faço isso em sala de aula com três atividades que sempre dão certo. A primeira delas é o famoso "mapa do tesouro". Uso papel pardo grande pra desenhar um mapa da sala ou do pátio da escola. O legal é que os alunos ajudam a desenhar! Aí coloco um "tesouro" escondido em algum lugar do mapa (geralmente é um saquinho com balas ou figurinhas). Divido a turma em grupos pequenos de 4 a 5 alunos. Eles têm que seguir as instruções para achar o tesouro: uma direção pode ser "do quadro negro vá 3 passos para frente e depois vire à esquerda". Essa atividade leva uns 40 minutos. A criançada se diverte demais! Na última vez que fiz isso, a Sofia teve uma sacada genial: ela percebeu que podia usar os azulejos do chão para contar os passos certinho. Um barato!

Outra atividade que funciona bem é o "caminho da formiga". Aqui uso barbante colorido, fita adesiva e umas formiguinhas de plástico (mas pode ser qualquer outro bichinho). A ideia é criar caminhos no chão da sala com o barbante e os alunos têm que levar as formiguinhas do ponto A ao ponto B. Eles fazem isso em duplas ou trios, assim um guia o outro. Demora uns 30 minutos pra cada dupla completar o percurso. A reação deles é sempre engraçada porque às vezes um quer ir por um caminho mais curto mas acaba errando a direção. Teve uma vez que o Pedro e o João discutiram porque o João queria cortar caminho e simplesmente pular por cima dos barbantes. Pedro ficou bravo porque era "contra as regras do jogo", mas no fim todo mundo riu.

A terceira atividade é mais prática ainda: "o tour guiado pela escola". A galera adora uma mudança de ares. Levamos uns papéis e lápis para fazer anotações. A gente sai pelos corredores da escola, vai até a quadra, passa pela biblioteca... cada aluno tem um papelzinho onde anota as direções tomadas: "da sala de aula virei à direita no corredor", "passei pela cantina", essas coisas. Isso leva cerca de uma aula inteira, uns 50 minutos com ida e volta. Os alunos aprendem muito sobre orientação espacial fora da sala de aula. Lembro bem do dia que fizemos isso com o Lucas levando a turma até a cantina; ele escolheu uns caminhos tão malucos que quase nos perdemos! Mas tudo bem, porque se perder faz parte do aprendizado também.

Essas atividades não só ajudam os meninos a entenderem melhor sobre localização e movimento no espaço, mas também os fazem aprender a trabalhar em equipe. Eles precisam discutir as melhores estratégias pra chegar aos seus destinos e resolver conflitos quando surgem diferentes opiniões dentro dos grupos. É interessante ver como eles começam a se comunicar melhor entre si durante essas atividades.

Além disso, percebo que essas atividades melhoram a atenção às instruções e detalhes. Quando eles têm que seguir passos específicos ou guiar uns aos outros, precisam prestar bastante atenção ao que estão fazendo. Isso é ótimo pro desenvolvimento cognitivo deles numa idade em que tudo ainda é novidade.

É isso aí! Espero que essas ideias ajudem algum colega por aí a trabalhar essa habilidade com os pequenos. Se tiverem outras ideias também tô sempre aberto pra ouvir novas sugestões. Grande abraço!

E aí, pessoal! Continuando a conversa sobre a habilidade EF02MA12... Olha, saber se um aluno realmente aprendeu sem ter que aplicar uma prova é meio que uma arte, sabe? Quando você tá circulando pela sala, dá pra perceber muito pelo jeito que eles interagem com o conteúdo. É na hora que eu vejo eles explicando as coisas pros colegas ou discutindo entre si que eu começo a sacar quem tá entendendo a parada. Tipo assim, teve um dia que o João tava ajudando a Mariana a entender como chegar de um ponto A para um ponto B dentro da escola. Eles estavam usando uns brinquedos no chão da sala pra simular isso. Aí o João começou a falar: "Mariana, você vai duas casas pra frente e depois vira à direita". E dava pra ver que ele tava visualizando isso na cabeça dele. Nessa hora pensei: "ah, esse entendeu".

Os erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo geralmente têm a ver com confundir esquerda com direita ou frente com trás. A gente vive num mundo super visual, mas muitos ainda se perdem quando têm que virar de acordo com uma instrução. Um exemplo clássico é o Pedro, que toda vez que eu falava "vire à direita" ele ia pra esquerda. Isso é super normal, acontece mesmo. Eu percebo que isso rola porque na cabeça deles ainda não tá muito claro o conceito de direção em relação ao próprio corpo. Quando pego isso na hora, eu costumo parar tudo e fazer uma pequena demonstração ao vivo ali mesmo. Digo: "Pedro, vamos fazer juntos!" E aí faço ele repetir comigo os passos até ele conseguir fazer certo.

Agora, lidando com o Matheus e a Clara... cada um deles precisa de uma abordagem diferente nas atividades por causa das suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos mais visuais e interativos pra manter o foco. Então, em vez de só ficar falando ou usando o quadro, eu costumo usar jogos de tabuleiro ou atividades que envolvam movimento. Um dia fizemos uma caça ao tesouro pela sala, e ele adorou. Ele ficava super focado ao ter que seguir pistas espaciais pra encontrar o "tesouro". Mas tenho sempre que lembrar que a atividade não pode se estender demais, porque o tempo de foco dele é limitado.

Com a Clara, que tem TEA, já vi que ela responde bem quando tem rotinas estruturadas e previsíveis. Pra ela utilizar a habilidade EF02MA12, eu uso cartões visuais com passos bem claros do que fazer em cada situação. Teve um dia que mudamos os móveis da sala e ela ficou incomodada porque não sabia como se orientar; usei os cartões mostrando pra ela onde cada coisa estava agora e como chegar até lá. Funcionou bem e ajudou bastante no processo dela se adaptar à nova disposição do espaço.

O negócio é adaptar as atividades pra cada um, né? Porque o Matheus precisa do tempo otimizado e da atividade sendo mais lúdica e curta; já a Clara precisa da previsibilidade e das instruções visuais claras. O grande desafio é conseguir fazer essas adaptações sem deixar ninguém de fora ou perdido no processo.

Ah, e uma coisa importante: o que não funcionou foi tentar usar as mesmas estratégias pra todo mundo sem adaptar nada. Tentei uma vez explicar uma atividade de localização espacial só verbalmente achando que ia dar pra todo mundo, e vi rapidinho que não ia rolar...

Então é isso, pessoal! A habilidade EF02MA12 é cheia de nuances e desafios, mas também traz muitas oportunidades de ver os alunos crescendo e aprendendo de jeitos novos e criativos. É sempre bom compartilhar essas experiências aqui com vocês! Até a próxima!

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