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EF02MA13Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Esboçar roteiros a ser seguidos ou plantas de ambientes familiares, assinalando entradas, saídas e alguns pontos de referência.

GeometriaEsboço de roteiros e de plantas simples
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02MA13 da BNCC é bem interessante. A ideia é que os meninos e meninas do 2º ano consigam esboçar roteiros e plantas de ambientes que eles conhecem bem, como a casa deles ou a sala de aula. Não é nada avançado, tipo assim, eles não vão fazer planta arquitetônica nem nada disso. É mais sobre identificar onde estão as portas, janelas, e pontos de referência. Então, por exemplo, eles têm que ser capazes de desenhar um mapa simples da sala de aula, mostrando onde tá a mesa do professor, o quadro, as saídas. Isso tudo ajuda eles a desenvolver noções espaciais e entender como se localizar melhor nos ambientes.

Quando os meninos chegam no 2º ano, eles já têm uma noção básica de espaço. Lá no 1º ano, por exemplo, eles já aprenderam a se situar na sala e sabem descrever onde estão as coisas. Tipo assim: "A porta tá perto da janela", "O quadro fica na frente". Agora, com essa habilidade da BNCC, a gente pega esse conhecimento e desenvolve um pouco mais. Eles começam a colocar isso no papel de uma forma organizada.

Uma atividade que eu faço muito é pedir pra eles desenharem um mapa da sala de aula. Então, a gente começa com algo que eles veem todos os dias. Eu dou uma folha branca pra cada um e lápis de cor. A gente faz em duplas porque ajuda quem tá com mais dificuldade a pegar o jeito com o apoio do colega. Normalmente leva uns 40 minutos essa atividade, porque tem toda aquela parte de observar o espaço primeiro, depois começar o desenho. E olha, sempre tem uns desenhos bem criativos! Da última vez que fiz isso, o Joãozinho ficou todo orgulhoso do mapa dele e queria mostrar pra todo mundo. Ele desenhou até os detalhes das mesas com as cadeiras coloridas.

Outra atividade é fazer um "Mapa do Tesouro". Essa é bem divertida pra turma! Eu faço tipo uma caça ao tesouro dentro da escola. Eu escondo algumas pistas em lugares estratégicos e aí dou um mapinha pra eles chegarem até o "tesouro", que geralmente é alguma coisinha simples, tipo balinhas ou adesivos que eles adoram. O material é basicamente papel reciclado pra fazer o mapa e as pistas. Eles ficam em grupos de cinco mais ou menos, e essa atividade leva quase uma aula inteira porque tem toda a animação e aquele tempo pra achar as pistas. Da última vez que fiz isso, a Mariazinha ficou toda empolgada e saiu correndo pelos corredores com o grupo dela. É legal ver como eles se organizam e usam o mapa pra encontrar as pistas.

E tem também uma atividade que envolve esboçar um mapa da casa deles. Eu sempre peço pro pessoal desenhar um cômodo só, tipo assim: pode ser a cozinha, o quarto deles ou até mesmo o quintal se tiverem um. Eles fazem isso como tarefa de casa e depois compartilham com a turma na próxima aula. Uso só papel A4 e lápis mesmo. Alguns gostam de usar régua pra deixar os desenhos mais retinhos. Na última vez que pedi isso, o Pedrinho fez um desenho super detalhado da cozinha da casa dele e explicou direitinho onde ficava cada coisa, tipo a geladeira perto da pia e tal. Os colegas ficaram impressionados! Essa parte do compartilhar ajuda muito porque um aprende com o trabalho do outro.

Essas atividades são importantes porque ajudam as crianças a desenvolverem noções importantes sobre espaço e localização numa linguagem que faz sentido pra idade deles. E é claro que não basta só desenhar; eu sempre procuro conversar sobre os mapas com eles na sala de aula depois das atividades. Pergunto como foi fazer, se tiveram dificuldades pra lembrar ou esboçar algum detalhe específico, essas coisas assim.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade acaba sendo algo bem natural quando a gente traz pro cotidiano deles, sabe? Eles acabam aprendendo sem perceber muito o quanto tão desenvolvendo uma habilidade tão importante. E eu também aprendo muito com eles! Cada aula é uma descoberta nova pro lado deles e pro nosso também enquanto professores.

Então é isso! Como vocês trabalham essa habilidade aí nas turmas de vocês? Alguma ideia diferente? Me contem aí!

E aí, galera! Continuando aqui sobre essa habilidade EF02MA13. Bom, depois que a gente faz as atividades que eu comentei antes, vou te contar como percebo que os meninos realmente entenderam o conteúdo. Não precisa de prova formal nem nada disso, é na prática mesmo, no dia a dia da sala de aula.

Quando eu tô circulando pela sala durante uma atividade, vou prestando atenção em como eles estão desenhando os mapas. Se eles conseguem colocar os elementos principais no lugar certo e fazem isso sem muito esforço, já é um bom sinal. Outro momento chave é quando eu escuto as conversas entre eles. Quando um aluno começa a explicar pro outro como ele chegou à conclusão de onde fica a porta ou a mesa do professor no desenho dele, é um ótimo indicativo de que ele entendeu.

Teve um dia que o João estava ajudando a Maria com o desenho do mapa da sala. Ele falou assim: "Maria, olha só, a mesa do professor fica sempre na frente do quadro, então você tem que desenhar ela aqui". Nesse momento, eu percebi que o João tinha captado bem a ideia, porque ele estava usando um ponto de referência claro e ajudando a colega a fazer o mesmo.

Agora, falando dos erros mais comuns... Às vezes, os meninos ficam empolgados demais e acabam colocando as coisas em lugares nada a ver. Tipo assim, a Ana uma vez desenhou uma janela em cima da mesa dela! É engraçado, mas faz parte do processo de aprendizagem. Esses erros acontecem porque eles ainda estão desenvolvendo noções espaciais. Quando pego esses erros na hora, eu chamo o aluno de canto e pergunto: "Ana, você tem certeza que sua janela fica aqui? Olha em volta e vê se tá certo". Isso ajuda eles a pensarem criticamente sobre o desenho deles.

Aí temos também o caso do Matheus com TDAH e da Clara que tem TEA. O Matheus é cheio de energia e se distrai fácil, então eu faço algumas adaptações nas atividades dele. Em vez de pedir pra ele fazer o mapa todo de uma vez, eu divido a tarefa em partes menores e dou pequenos intervalos entre elas pra ele poder se mexer um pouco. Isso ajuda ele a manter o foco.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante ser bem claro nas instruções e usar alguns materiais visuais extras. Eu dou pra ela umas cartinhas com desenhos de móveis e objetos que ela pode colar no mapa dela. Isso torna a atividade mais concreta e menos abstrata. Antes eu tentava usar só palavras pra explicar, mas vi que os visuais são bem mais eficazes.

O que não funcionou muito bem foi quando tentei fazer uma atividade em grupo com todos ao mesmo tempo sem pensar nas necessidades específicas do Matheus e da Clara. Eles acabaram se perdendo no meio da confusão; então aprendi que atividades em grupos menores ou individuais são melhores para eles.

E assim seguimos aprendendo juntos, ajustando o que for preciso para cada um. Cada turma é única e ensina muito pra gente também. Bom, pessoal, espero que essas histórias ajudem vocês aí nas suas salas de aula também. Até mais!

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