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EF05MA15Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Interpretar, descrever e representar a localização ou movimentação de objetos no plano cartesiano (1º quadrante), utilizando coordenadas cartesianas, indicando mudanças de direção e de sentido e giros.

GeometriaPlano cartesiano: coordenadas cartesianas (1º quadrante) e representação de deslocamentos no plano cartesiano
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05MA15 da BNCC é uma daquelas que parece complicada quando a gente lê no papel, mas na prática não é bem assim. O que a molecada precisa entender, basicamente, é como localizar e mover objetos num plano cartesiano, mas só no primeiro quadrante, que é aquele onde tudo é positivo. Então, eles têm que saber o que são as coordenadas cartesianas e usar isso pra dizer onde tá alguma coisa ou como algo se mexeu. É tipo saber enxergar um mapa com pontos e caminhos, sabe?

No 4º ano, os meninos já começaram a ter uma noção de localização e movimento. Eles trabalham com grids mais simples e brincam com ideias de direção sem entrar muito na matemática formal. Então, quando chegam no 5º ano, eles já têm uma intuição sobre o que é esquerda, direita, acima e abaixo. Aí a gente só organiza essa ideia num esquema mais certinho com coordenadas. Eles têm que conseguir olhar pro plano cartesiano e falar: "Ah, esse ponto tá em (3,2)" ou "Se eu andar 2 pra direita e 1 pra cima, onde eu vou parar?"

Bom, agora deixa eu contar umas atividades práticas que a gente faz na sala de aula.

A primeira coisa que gosto de fazer é uma atividade com papel quadriculado. É simples: papel quadriculado serve como nosso plano cartesiano. Aí, eu divido a turma em duplas. Gosto de misturar a turma entre os que têm mais facilidade e os que precisam de mais ajuda. Dessa forma, sempre um aluno ajuda o outro. Cada dupla recebe um papel quadriculado e eu peço pra eles desenharem um pequeno labirinto ou um caminho de pontos no primeiro quadrante. Depois disso, cada dupla troca o papel com a outra e tem que escrever as coordenadas dos pontos principais do labirinto ou caminho da outra dupla. Isso leva uns 30 minutos. Um dia desses, a Mariana e o João estavam trabalhando juntos e a Mariana tava meio confusa com os pares ordenados. Aí o João explicou que era tipo endereço do ponto no mapa e ajudou ela a pegar o jeito. Foi bem legal ver essa troca.

Outra atividade que faço é uma espécie de batalha naval adaptada pro plano cartesiano. Divido a turma em grupos de quatro e cada grupo recebe dois tabuleiros quadriculados. Cada aluno marca secretamente alguns "navios" no seu tabuleiro usando coordenadas só no primeiro quadrante e depois tenta adivinhar onde estão os navios dos outros colegas perguntando coordenadas específicas. Quando alguém acerta a localização de um navio inimigo, o colega tem que avisar. Essa brincadeira dura cerca de 40 minutos e os alunos adoram! Na última vez que fizemos isso, o Pedro tava liderando o grupo dele e acertou todas as coordenadas da Ana Luiza de primeira! Ele ficou tão empolgado que começou a gritar "Bingo!" em vez de "Acertou!", foi hilário.

Por último, algo que funciona bem também são as atividades ao ar livre com giz de chão. Às vezes aproveito o pátio da escola pra desenhar um grid gigante no chão com giz. Chamo dois alunos de cada vez para serem os "peões" no nosso jogo humano de coordenadas. Outro colega dá as instruções em termos de movimentos: "Ande 3 passos pro norte e 2 pra leste" ou "Gira 90 graus à direita". O resto da turma observa e confirma se o peão chega ao ponto correto do plano cartesianamente desenhado no chão. Isso dura mais ou menos uma aula inteira porque todo mundo quer participar pelo menos uma vez. Da última vez que fizemos isso, o Lucas deu uma instrução errada pro Felipe e ele acabou saindo completamente do grid! Mas aí a turma toda ajudou a corrigir e foi ótimo pra reforçar a ideia de direções e giros.

Essas atividades ajudam muito porque tornam o conceito abstrato do plano cartesiano em algo palpável e divertido pros alunos. Além disso, trabalhar em equipe faz toda a diferença pro aprendizado deles. É incrível ver como eles começam achando difícil e depois já tão tirando de letra! E é isso aí galera, espero que essas ideias ajudem vocês também! Qualquer dúvida ou ideia nova pra compartilhar, tô por aqui!

Então, continuando aqui sobre a EF05MA15, eu percebo que os alunos aprenderam esse lance do plano cartesiano quando vejo eles se movimentando na sala com mais confiança. Quando circulo entre as mesas, sempre fico ouvindo as conversas deles e, às vezes, paro pra assistir um aluno explicando pro outro. Isso é um sinal forte de que eles estão entendendo. Tipo, teve uma vez que o João foi ajudar a Maria porque ela tava com dificuldade de achar onde o ponto estava no grid que desenhamos no chão da sala. Ele disse assim: "Maria, é só ir duas pra direita e uma pra cima. Olha aqui!", e ele foi mostrando com a mão. Aquela hora pensei: "Ah, o João entendeu mesmo". E é nesses momentos que não precisa de prova formal nenhuma pra saber que o garoto tá sacando.

Outra situação foi numa atividade onde dividi a turma em grupos e dei um desafio: localizar alguns brinquedos em pontos específicos do plano cartesiano que desenhamos no pátio. Quando vi o Pedro explicando pro grupo dele como chegar no patinete (ele era meio líder do grupo) usando as coordenadas certas, fiquei tranquilo quanto ao entendimento dele também.

Agora vamos falar dos erros mais comuns. A Ana, por exemplo, sempre confundia o eixo x com o y. Teve uma vez que ela, com toda convicção, colocou um ponto no lugar errado e teve que refazer tudo. Daí eu percebi que essa confusão era comum porque muitos pensam que x vem depois do y, tipo alfabeto. Quando vejo isso acontecendo, faço um exercício rápido: um jogo de perguntas rápidas onde eu digo as coordenadas e eles têm que apontar na lousa onde ficaria o ponto. Isso ajuda a fixar a ideia de que primeiro vem o x (horizontal) e depois o y (vertical).

Outro erro é o pessoal esquecer de começar do zero no primeiro quadrante. Teve um dia que a Sofia e o Lucas estavam trabalhando juntos e marcaram um ponto começando em 1,1 sem perceber que estavam considerando o lado oposto do plano todo. Tive que entrar ali e mostrar que naquele exercício específico, tudo começava do zero no canto inferior esquerdo.

Sobre o Matheus e a Clara, a gente tem que dar uma atenção diferente. O Matheus tem TDAH e tá sempre cheio de energia. Atividades mais dinâmicas funcionam bem pra ele. Por exemplo, quando usamos grids grandes no chão e fazemos das aulas tipo um caça ao tesouro onde ele tem que se mover de acordo com as coordenadas dadas. Isso mantém ele engajado e focado. Já tentei usar atividades onde ele só anotava no papel e não deu certo; ele perdia a atenção rápido demais.

A Clara, com TEA, responde muito bem a rotinas claras e previsíveis. Eu sempre preparo material visual pra ela, como cartões coloridos marcando os números dos eixos x e y. Além disso, dou mais tempo pra ela completar as atividades sem pressa ou pressão. Um dia fizemos uma atividade em dupla onde cada um tinha sua parte bem definida e isso ajudou ela a não ficar ansiosa.

Acho importante variar esses métodos porque cada aluno é único. Quando vejo algo funcionando ou não, vou ajustando pra tentar deixar a aprendizagem mais eficaz pra todo mundo.

Bom, é isso por hoje sobre ensinar essa habilidade! Espero que esses relatos ajudem outros professores aí na lida diária com essa molecada esperta. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar uma ideia, é só comentar aqui! Abraço!

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