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EF05MA17Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e desenhá-los, utilizando material de desenho ou tecnologias digitais.

GeometriaFiguras geométricas planas: características, representações e ângulos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade do EF05MA17 é um barato! Na prática, o que a gente quer é que os meninos e as meninas não só saibam o que é um polígono, mas que eles consigam reconhecer, nomear e comparar esses bichinhos aí. Também é importante que eles saibam desenhar usando régua, compasso, ou até mesmo um aplicativo de desenho. O negócio não é só decorar que triângulo tem três lados e retângulo tem quatro. Eles precisam olhar pra qualquer figura lá no caderno ou na vida real e saber dizer que forma é aquela, contar os vértices, ver os ângulos. Isso já vem desde o 4º ano, onde eles começam a se familiarizar com as figuras mais simples. Então, agora no 5º ano, a gente vai aprofundando.

Começando com uma atividade que eu curto muito: uso de palitos de picolé e massinha de modelar. Eu pego esses materiais porque são fáceis de encontrar e os alunos adoram a parte prática. Peço pra turma formar grupos de 4 ou 5, cada grupo ganha uma quantidade de palitos e massinha. Eles têm que montar diferentes polígonos com esses materiais. Esse exercício leva cerca de uma aula inteira, uns 50 minutos. Quando fizemos pela última vez, o Pedro tava todo empolgado montando um hexágono mas ficou na dúvida se era mesmo um hexágono ou se ele tinha enfiado um lado a mais sem querer. Aí veio aquela discussão saudável entre o grupo dele, contando os lados, discutindo os vértices. É legal ver como eles se ajudam e aprendem juntos.

Outra atividade bacana é o "desafio do desenho". Nessa eu uso papel milimetrado, lápis e régua. Cada aluno tem sua folha e eu dou algumas instruções: "desenhem um triângulo equilátero", "agora tentem um retângulo" e por aí vai. Essa é uma atividade individual e tende a levar metade da aula, uns 25 minutos. O foco aqui é precisão e capricho no desenho. Lembro da Letícia que no começo ficava bem frustrada quando a régua escorregava e saía tudo torto. Mas na última vez, ela tava super concentrada e conseguiu desenhar um pentágono certinho sem ajuda nenhuma! Ver a evolução deles é gratificante demais.

Por fim, uso tecnologia na aula com o "Desenhe seu polígono", um aplicativo simples no tablet onde a criançada pode experimentar desenhar formas geométricas usando as ferramentas digitais. Não temos muitos tablets disponíveis na escola então organizo em rodízio: enquanto metade da turma tá nos tablets, a outra tá revisando no caderno ou trabalhando em outra atividade. Isso dura umas duas aulas completas pra todo mundo ter chance de usar a tecnologia. Da última vez que fizemos isso, o Lucas descobriu meio que sem querer uma ferramenta do aplicativo que mostra os ângulos das figuras desenhadas. Foi um achado! Ele ficou mostrando pros colegas todo feliz.

Bom, essas são só três das atividades que rolam por aqui. Tem dias que dá tudo certo, tem dias que dá um rolo danado mas faz parte né? O importante é que a turma tá aprendendo e se divertindo no processo. Se alguém tiver umas dicas diferentes aí pra compartilhar também, tô super aberto! Bora trocar experiências porque juntos a gente sempre aprende mais! Abraço!

Olha, uma coisa que eu sempre reparo pra saber se a galera tá realmente entendendo o conteúdo é como eles interagem entre si durante as atividades. Às vezes, eu dou um exercício e fico circulando pela sala, ouvindo as conversas, observando como eles discutem ali entre eles. Quando vejo um aluno explicando pro outro, usando as palavras dele, aí eu penso "ah, esse entendeu mesmo". Tipo quando o João Pedro tava explicando pro Lucas como desenhar um hexágono usando o compasso, ele falava da distância certa pra abrir o compasso e como manter ele fixo pra não sair do centro. Nesse momento, eu vi que o João Pedro não só decorou o passo a passo, mas realmente compreendeu a lógica por trás da coisa.

Outra situação que me fez perceber o aprendizado foi quando, num exercício em grupo, a Ana Luiza pegou um polígono desenhado errado e começou a apontar pros amigos onde a linha não fechava e quantos lados deviam ter de verdade. Ela não tinha medo de errar, mas também sabia corrigir, sabe? Essa confiança vem do entendimento.

Agora, sobre os erros mais comuns... ah, tem uns que se repetem bastante. Por exemplo, o Marcos sempre confunde quadrado com retângulo. Ele sabe que ambos têm quatro lados, mas às vezes esquece que no quadrado todos os lados são iguais. E isso acontece porque muitos alunos se apegam só à quantidade de lados e esquecem de observar as propriedades específicas de cada forma. Aí eu faço aquele lembrete: "Ei, Marcos! Lembra daquela brincadeira do 'quadrado perfeito'? Todo mundo igualzinho!"

Outro erro clássico é na hora de desenhar um triângulo equilátero. A galera acha que qualquer triângulo tá valendo e esquece que os lados têm que ser iguais. Vi isso acontecer com a Júlia semana passada. Quando vejo esses deslizes na hora, paro e mostro ali mesmo: pego a régua e mostro como medir certinho cada lado pra garantir que é equilátero.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... olha, é desafiador às vezes, mas também muito gratificante quando a gente vê progresso. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos visuais e muita paciência pra manter o foco. Com ele, uso muito cartazes coloridos com as figuras geométricas espalhados pela sala. E as atividades têm que ser mais dinâmicas: jogos de encaixe, desafios rápidos com tempo e coisas assim. Também deixo ele se movimentar um pouco mais pela sala durante as aulas. Já percebi que ele aprende muito quando pode tocar nos objetos ou andar enquanto pensa.

A Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais previsível e organizado. Pra ela, eu adapto as instruções com imagens passo a passo ao invés de só texto ou fala. Isso ajuda muito ela a seguir as atividades sem ficar perdida. Uma coisa que funciona bem é dar um tempo extra em certas atividades e deixar ela usar fones com música calma em momentos mais barulhentos da aula. Ah, e uma coisa que aprendi foi evitar mudanças bruscas na rotina dela; então sempre aviso com antecedência qualquer alteração.

Mas teve uma vez que tentei usar realidade aumentada numa atividade achando que seria super estimulante pro Matheus e a Clara... foi um desastre! O Matheus ficou tão empolgado que não conseguia se concentrar em absolutamente nada além das imagens pulando na tela. A Clara se sentiu desconfortável com tanta informação nova ao mesmo tempo e se fechou um pouco naquele dia. Então aprendi que nem toda tecnologia é adequada pra todo mundo e que o melhor é sempre testar antes de implementar pra valer.

Bom, gente, acho que é isso por hoje! Espero que essas experiências ajudem vocês também aí nas salas de aula. Compartilhar esses desafios e conquistas faz parte do nosso dia a dia como professores, né? Qualquer dúvida ou dica nova tô sempre por aqui pra trocar ideia. Abraço e até a próxima!

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