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EF06MA31Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar as variáveis e suas frequências e os elementos constitutivos (título, eixos, legendas, fontes e datas) em diferentes tipos de gráfico.

Probabilidade e estatísticaLeitura e interpretação de tabelas e gráficos (de colunas ou barras simples ou múltiplas) referentes a variáveis categóricas e variáveis numéricas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06MA31 da BNCC é uma daquelas que parecem complicadas quando a gente lê, mas na prática é bem interessante e super útil pro dia a dia dos meninos. A ideia aqui é que os alunos saibam olhar pra um gráfico e entender o que ele tá dizendo, sabe? Tipo assim, tem que conseguir identificar as variáveis — que podem ser coisas como "quantidade de alunos que gostam de futebol" ou "temperaturas registradas em janeiro" — e também saber dizer com segurança qual o significado das frequências. O aluno precisa olhar pra um gráfico e perceber se tá falando de número de votos, quantidade de chuvas ou qualquer outra coisa.

Além disso, eles devem se ligar nos elementos do gráfico: o título, que tem que dar uma ideia do que aquilo retrata; os eixos, onde geralmente estão as categorias ou valores; as legendas, que explicam o que cada cor ou símbolo significa no caso de gráficos mais complexos; as fontes, que são importantes pra gente saber de onde vieram os dados; e as datas, porque sem isso a informação pode ficar meio solta no tempo. É tipo ler um texto mesmo: sem essas coisas, você fica meio perdido.

Na série anterior, no 5º Ano, eles já começam a ter algum contato com gráficos simples. Lá eles aprendem as primeiras noções de organização dos dados com tabelas básicas. Mas quando chegam no 6º Ano comigo, a gente aprofunda muito mais isso. Eu tento mostrar pra galera como essas informações aparecem no mundo real — não só nos livros.

Agora vou contar três atividades práticas que faço nas minhas aulas pra trabalhar essa habilidade com a turma.

A primeira atividade é bem inicial e serve pra aquecer os motores da turma. Eu trago alguns jornais e revistas velhos aqui de casa mesmo (faço uma coleta com outros professores também) e levo pra sala. Divido a turma em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos. Eles têm uns 20 minutos pra folhear as páginas e encontrar gráficos diferentes nesses materiais. Depois disso, cada grupo apresenta pros colegas o gráfico escolhido: falam sobre o título, o eixo, tudo o que eles conseguem perceber visualmente sem precisar entender muito dos dados ainda. É engraçado porque sempre tem aqueles alunos mais tímidos tipo o Pedro e a Júlia que acabam se soltando quando falam sobre algo concreto como uma revista. A última vez que fizemos isso a Maria Clara encontrou um gráfico sobre consumo de chocolate no Brasil em uma revista feminina e começou um debate animado na sala sobre qual era o melhor chocolate!

Na segunda atividade eu levo todo mundo pro laboratório de informática da escola (daqueles bem simples), onde cada aluno pode ter acesso a um computador com internet. Peço pra eles escolherem um tema do interesse deles — pode ser esporte, música, cinema — qualquer coisa! A tarefa é encontrar na internet três gráficos diferentes sobre esse tema. Dou uns 40 minutos pra essa pesquisa e depois cada aluno deve escrever umas linhas explicando porque escolheu aquele gráfico específico — apontando pelo menos duas dessas características: título, eixo ou legenda. Isso dá autonomia pros meninos escolherem algo que realmente gostam e traz um engajamento bem legal da parte deles! A Sarah sempre busca gráficos sobre séries de TV coreanas enquanto o Lucas vai direto pro mundo do futebol.

E por último tem uma atividade mais prática — acho fundamental trazer experimentação pra matemática! A gente organiza um levantamento rápido dentro da própria turma sobre algum assunto relevante na escola naquele momento. Por exemplo: quantos preferem correr na Educação Física ao invés de jogar vôlei? Faço uma tabela no quadro-negro anotando cada resposta dos alunos enquanto eles dizem suas preferências em voz alta (isso acaba dando umas risadas!). Depois disso organizamos esses dados num gráfico de barras simples desenhado pelos alunos mesmo num papel quadriculado grande (umas cartolinas cortadas ao meio). Eles têm uns 50 minutos para terminar tudo: coleta dos dados + confecção do gráfico + análise rápida do resultado final junto comigo analisando possíveis erros ou ajustes necessários antes da apresentação final para toda classe reunida ali mesmo sentados em círculo ouvindo atentamente cada passo dado pelos colegas na hora desse levantamento interno realizado com sucesso várias vezes ao longo desse ano letivo! Ah! Não posso esquecer daquela vez memorável quando Arthur insistiu fervorosamente apontando seu erro matemático até achar correto resultado obtido após recontagem minuciosa feita pelos colegas!

Enfim pessoal espero ter ajudado mais alguém com minhas experiências dessas atividades práticas junto aos meus queridos alunos do sexto ano aqui pela rede municipal goianiense... São momentos assim onde vemos alegria estampada nos rostos curiosos dessas crianças ávidas por conhecer mais profundamente tudo aquilo sendo apresentado pela nossa disciplina matemática! Valeu galera – até logo mais!

Aí, gente, tem umas coisas que a gente percebe em sala de aula que vão além de prova, né? Tipo, quando eu tô circulando pela sala e vejo os meninos discutindo entre eles sobre um gráfico que tá na atividade. É muito massa quando um aluno chama o outro e começa a explicar o que entendeu. Tem vezes que eu passo perto e ouço eles falando coisas do tipo: “Olha aqui, esse gráfico tá mostrando quantos alunos preferem futebol ao invés de vôlei” ou então “Essa linha aqui quer dizer que as temperaturas subiram no final de semana”. Nesses momentos eu penso: “Ah, esse aí pegou a ideia”.

Eu lembro do dia em que o Pedro tava ajudando a Juliana. Ele tava explicando pra ela como observar a legenda do gráfico ajuda a entender do que se trata. Aí ele falou: “Ju, olha isso aqui! Se não tiver legenda, como você vai saber se é maçã ou laranja?”. Sabe aquele orgulho que bate? É isso.

Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns têm suas histórias também. Tem um lance bem comum dos meninos confundirem a ordem das informações no eixo das abscissas e ordenadas. Teve um dia que o Lucas virou pra mim e disse: “Professor, por que esse gráfico tá contando ao contrário?” Quando fui ver ele tinha trocado as variáveis de lugar! Isso acontece porque às vezes eles ficam tão ansiosos pra resolver logo que não param pra prestar atenção em como o gráfico foi montado.

Outros erros frequentes são relacionados à interpretação dos dados. Tipo assim, a Maria achava que as barras mais altas num gráfico de barras significavam necessariamente algo melhor ou maior (uma vez ela disse “Olha prof, essa barra significa mais alunos felizes”, mas na verdade era só uma questão de quantidade mesmo). Acho que esses erros vêm porque muitas vezes eles estão acostumados com representações visuais diferentes (tipo tabelas) e ainda não internalizaram como cada tipo de gráfico funciona.

Nessas horas eu paro tudo e revisito o conceito na própria prática deles. Pego um exemplo prático do cotidiano deles: quem nunca comparou altura dos colegas? Então faço essa relação com gráficos em barra e pronto! Eles entendem de forma mais clara.

Ah, agora falando um pouco do Matheus e da Clara... Eles têm suas particularidades e eu aprendi muito com eles. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que prendam sua atenção por mais tempo. Uma coisa legal é usar cores diferentes nos gráficos dele ou pedir pra ele criar os próprios gráficos a partir de dados simples, tipo quantos copos d'água ele tomou durante o dia. Isso ajuda ele a focar no processo todo.

Uma dificuldade com o Matheus era mantê-lo engajado durante toda a atividade sem dispersar. Eu tentei fazer pausas programadas onde ele pode levantar, dar uma volta pela sala (com um propósito tipo buscar uma canetinha), senão ele já começa a mexer em tudo na mesa.

Com a Clara é diferente porque ela tem TEA e às vezes prefere atividades mais previsíveis e estruturadas. Descobri que usar gráficos impressos com texturas diferentes faz toda diferença para ela tocar e sentir as diferenças nas alturas das barras ou nas linhas dos gráficos. Uma vez usei papel colorido pra fazer os gráficos dela em 3D; ela adorou!

O desafio com ela era garantir que ela não ficasse sobrecarregada com muita informação visual ao mesmo tempo. A gente fez pequenas adaptações como simplificar os gráficos inicialmente pra depois aumentar gradualmente a complexidade.

Bom pessoal, acho que é isso aí! Espero ter ajudado quem tá se aventurando por essas bandas da EF06MA31. E se vocês tiverem dicas também ou experiências parecidas me contem! Adoro saber como cada um lida com essas situações na sala de aula.

Até breve!

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