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EF06MA30Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Calcular a probabilidade de um evento aleatório, expressando-a por número racional (forma fracionária, decimal e percentual) e comparar esse número com a probabilidade obtida por meio de experimentos sucessivos.

Probabilidade e estatísticaCálculo de probabilidade como a razão entre o número de resultados favoráveis e o total de resultados possíveis em um espaço amostral equiprovável Cálculo de probabilidade por meio de muitas repetições de um experimento (frequências de ocorrências e probabilidade frequentista)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06MA30 da BNCC é uma coisa bem interessante e até divertida de trabalhar com a galera do 6º ano. Na prática, a gente tá falando de ensinar os meninos a calcular probabilidade de forma que eles consigam entender o que significa um evento ser mais ou menos provável. Então é o seguinte: eles precisam pegar uma situação do dia a dia e entender se ela tem mais chance ou menos chance de acontecer. É tipo assim, se eu jogar um dado, qual a chance de sair o número 4? Eles têm que conseguir colocar isso em números, seja em fração, decimal ou porcentagem.

Essa ideia se conecta muito com o que eles já vêm aprendendo nas séries anteriores sobre frações e números decimais. Eles já sabem simplificar frações, transformar fração em decimal e vice-versa. Isso ajuda bastante porque quando a gente começa falar de probabilidade, tudo isso volta à tona. E o legal é que a probabilidade também traz um pouco de estatística pra galera, já que falamos de fazer experimentos pra ver as chances na prática.

Agora vou contar umas atividades que eu faço com eles pra trabalhar essa habilidade. Bom, uma das primeiras atividades que curto fazer é a "caixinha surpresa". Eu pego uma caixa qualquer, pode ser até uma caixa de sapato mesmo, coloco dentro dela algumas bolinhas coloridas: vermelhas, azuis e amarelas por exemplo. A quantidade varia conforme o tanto de alunos eu tô trabalhando no momento. Peço pra galera dar uma olhada na caixa rapidinho (sem contar as bolinhas) e chuto algumas probabilidades comigo: qual chance de tirar uma bolinha vermelha? Uma azul? Eles anotam num papel o palpite deles.

Quando volto à sala depois da bagunça inicial (sempre tem um engraçadinho igual ao Vinícius, que quer olhar dentro da caixa igual investigador), faço eles tirarem as bolinhas várias vezes e anotar os resultados. A turma fica empolgada porque parece meio jogo sabe? Essa atividade normalmente toma uns 50 minutos da aula porque envolve todo esse processo: dar uma espiada na caixa, fazer os palpites, realizar os experimentos e discutir os resultados.

Outra atividade que faço envolve dados. Quem não gosta de dados né? Aqui eu uso aqueles dadinhos comuns mesmo que todo mundo tem em casa nos antigos jogos de tabuleiro. Divido a turma em duplas ou trios — depende do dia e do humor deles também — cada grupo fica jogando dois dados várias vezes seguidas enquanto anotam os resultados das somas dos valores dos dados. No final das jogadas estipuladas (normalmente umas 30 jogadas), peço pra comparar quantas vezes cada soma apareceu.

Por exemplo: qual a soma mais comum? Eles sempre se surpreendem ao perceberem que 7 aparece muito mais do que outras somas — aí explico sobre como há mais combinações possíveis nos dados pra chegar nesse número. Da última vez fiz isso com o Gustavo e o Rafael juntos; foi engraçado porque ambos insistiam que ia sair mais 12 porque "dava sorte" no jogo deles lá… Depois mostrei o porquê estatisticamente não era bem assim.

E por último gosto de propor algo prático envolvendo cartas de baralho. Cada aluno pega um baralho (ou então divido os alunos em grupos novamente se os baralhos são limitados) e peço pra calcular diferentes probabilidades envolvendo essas cartas: qual é a chance de sair uma carta vermelha? Ou um ás? É legal porque cada aluno faz seu próprio experimento puxando cartas aleatoriamente sem ver antes — dá aquele elemento surpresa legal!

A reação dos alunos geralmente é positiva porque sai daquela coisa só teórica da lousa; tentamos usar bastante essas experiências práticas criativas especialmente pro pessoal tipo Larissa e Gabriel - esses adoram atividades assim onde podem ver na prática como funciona! Não só ajuda fixar melhor na mente mas deixa aquilo mais divertido também né?

No fim das contas acho importante mostrar pros meninos como matemática tá presente na vida real além dos livros didáticos chatos — afinal quase tudo gira em torno dessas probabilidades no nosso cotidiano sem percebermos! Essas atividades sempre rendem risadas boas mas principalmente aprendizado efetivo.

Bom gente dessa vez fico por aqui espero ter ajudado alguém dando umas ideias diferentes pra aula! Se alguém tiver outra sugestão ou quiser compartilhar experiência sou todo ouvido viu! Até mais!

Essa ideia se conecta muito com o que eles vivem, sabe? É legal quando a gente vê os olhinhos deles brilhando ao perceber que podem aplicar isso em coisas do dia a dia. Agora, perceber se eles realmente entenderam a parada sem fazer uma prova formal é uma prática que desenvolvi com o tempo. Eu gosto de circular pela sala de aula enquanto eles estão fazendo atividades em grupo ou discutindo hipóteses e possibilidades entre eles. Aí você começa a sacar quem tá manjando do assunto.

Teve um dia, por exemplo, que o João e o Pedro estavam conversando sobre um jogo daqueles de cartas colecionáveis. O João tava todo empolgado explicando pro Pedro como calcular as chances de tirar uma carta rara. Ele falou algo tipo: "Se tem 100 cartas no baralho e só 5 são raras, então a chance é 5 em 100, que dá 5%". Aí eu pensei: "Pô, esse entendeu!" E o melhor é quando vejo um aluno explicando pra outro, aí sei que realmente internalizou o conceito.

Outra forma é ouvindo os erros que eles cometem e corrigindo ali na hora mesmo. Por exemplo, teve uma vez que a Ana, super dedicada mas meio distraída às vezes, tava discutindo com a Maria sobre jogar uma moeda e calcular a probabilidade de sair cara ou coroa. A Ana insistia que tinha mais chance de sair cara porque, segundo ela, "a moeda sempre cai mais desse lado". Esse erro é bem comum porque envolve aquela intuição enganosa que todos nós temos às vezes. Então eu cheguei perto delas e expliquei que se a moeda não está viciada, as chances são iguais porque tem só dois lados possíveis.

O mais engraçado foi quando o Lucas me disse todo animado: "Professor, descobri que rolar dois dados dá sempre o dobro da probabilidade de um dado!" Ele confundiu tudo! Expliquei pra ele que na verdade quando você joga dois dados você tem mais combinações possíveis, mas isso não dobra as chances dos números individuais aparecerem do jeito que ele pensou. Foi importante parar ali e fazer ele refazer as contas comigo passo a passo.

Agora falando do Matheus com TDAH e Clara com TEA... Bom, esses meninos têm um lugar especial no coração da gente e exigem adaptações pra não ficarem pra trás. Pro Matheus, com TDAH, eu procuro atividades mais dinâmicas, onde ele possa mexer bastante. Jogos matemáticos funcionam bem porque mantêm a atenção dele por mais tempo. Ah! E sempre dou tempos menores pra ele completar tarefas e faço questão de dar feedbacks rápidos. Pra Clara com TEA eu uso bastante material visual. Tem umas cartas coloridas grandes que ajudam ela a visualizar melhor frações e porcentagens.

E olha só... A Clara se deu muito bem num exercício onde ela precisava organizar cartões em ordem decrescente de probabilidade: usou todas aquelas habilidades visuais dela direitinho! Já testei algumas coisas que não deram tão certo também. Uma vez tentei usar áudios explicativos pro Matheus achar que ajudaria, mas ele ficava ainda mais agitado tentando acompanhar tudo sem ver imagens ou movimentos junto.

No fim das contas ensino é isso: tentar várias abordagens até achar aquela mistura perfeita pra cada turma e cada aluno. De repente eles te surpreendem mostrando como aprenderam do jeitinho deles! É incrível ver o crescimento desses meninos ao longo dos anos.

Bom pessoal, acho que já falei demais por hoje! Espero ter contribuído um pouco aí nas experiências de vocês com essa habilidade EF06MA30 ou qualquer outra coisa parecida! Vamos trocando essas figurinhas por aqui! Valeu!

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