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EF07MA14Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Classificar sequências em recursivas e não recursivas, reconhecendo que o conceito de recursão está presente não apenas na matemática, mas também nas artes e na literatura.

ÁlgebraLinguagem algébrica: variável e incógnita
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07MA14 é um daqueles temas que, à primeira vista, pode parecer meio complicado para os meninos entenderem. Mas na prática, é até bem tranquilo. O que a gente precisa fazer é ajudar a galera a entender essa ideia de sequência recursiva e não recursiva. Tipo, os alunos precisam conseguir identificar quando uma sequência segue uma regra que se repete — como uma receita de bolo que você faz várias vezes do mesmo jeito — e quando não. Aquela sequência recursiva é uma em que você pode encontrar o próximo termo usando um ou mais dos termos anteriores. Na não recursiva, cada termo fica independente, igual música no shuffle: uma não depende da outra pra tocar.

Agora, é importante lembrar que antes de chegar nesse ponto, a turma já tinha visto no 6º ano umas ideias de padrões e regularidades. Eles aprenderam a perceber repetições em sequências numéricas e até em desenhos. Então, a gente só vai aprofundar isso com um pouco mais de matemática formal agora no 7º ano.

Uma das atividades que gosto de fazer é usar material bem simples: papel quadriculado e lápis colorido. Peço para os alunos criarem sequências de formas geométricas seguindo uma regra que eles mesmos definem. A turma se divide em duplas pra isso, o que ajuda porque eles discutem entre si e cada um dá uma ideia diferente. Leva mais ou menos uns 30 minutos porque gosto de dar tempo para eles pensarem e também para cada dupla apresentar sua sequência para a classe. Os alunos se empolgam bastante com essa parte de usar lápis colorido, e a criatividade flui solta. Da última vez, a Maria Clara e o Pedro criaram uma sequência onde cada forma aumentava de tamanho seguindo a soma dos dois tamanhos anteriores. Eles ficaram tão animados quando perceberam que era recursiva que Maria Clara disse "é igualzinho construir uma escada infinita!"

Outra atividade interessante envolve música. A música tem muito a ver com padrões! Eu levo algumas músicas (curtas) e peço para escutarem e anotarem o que identificam de repetição nas batidas ou melodias. Nesse caso, eu organizo a turma em grupos maiores, quatro ou cinco alunos cada, porque eles discutem mais sobre o que cada um notou na música. Essa atividade leva uns 20 minutos. E olha, nem sempre eles acertam tudo, mas o importante é o esforço em tentar entender como as sequências se formam mesmo sem números envolvidos diretamente. É muito engraçado porque o Lucas sempre tenta identificar alguma coisa que não existe só pra fazer graça, como ele dizendo que tinha "um ritmo secreto" por trás da música "que só ele ouvia". Esses momentos ajudam a tirar a pressão da matemática pura e mostram como essas ideias de sequência estão no nosso dia a dia.

Por último, faço um exercício usando poesia. Isso mesmo! Trago alguns poemas curtos para sala — aqueles cheios de repetição de palavras ou estrutura — e peço para os alunos identificarem esse padrão repetitivo neles. Aqui é mais individual, mas depois tem uma troca de impressões pra ver se eles chegaram às mesmas conclusões ou não. Dá pra fazer em uns 15 minutos. A turma curte bastante porque normalmente associam poesia com algo chato ou difícil, mas quando veem dessa forma fica bem mais acessível. A Ana Paula lembrou na hora do poema preferido dela e quis compartilhar com toda turma como ela via o padrão nele: "Gente, é tipo assim quando ele repete essas palavras aqui e muda só essa coisinha!" Isso fez com que todos quisessem trazer seus exemplos também.

No geral, as reações são bem positivas porque tento apresentar essas ideias de maneira prática e relacionável com coisas do cotidiano deles. Claro, tem sempre aquele aluno que acha tudo difícil no início ou o que demora um pouco mais pra pegar o jeito — mas faz parte! O importante é ir ajustando as atividades conforme as necessidades da classe.

No final das contas, ensinar essa habilidade não é nenhum bicho de sete cabeças quando você traz pra prática com exemplos simples e envolventes. E os meninos acabam percebendo que matemática tá em tudo quanto é canto, até nas formas como falamos ou ouvimos música todo dia. E aí vai indo, cada dia aprendendo um pouquinho mais junto com eles!

E aí, gente! Continuando o papo sobre a habilidade EF07MA14. Olha só, perceber que um aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é um dos momentos mais gratificantes na sala de aula. É quando a gente sente que nossa estratégia de ensino deu certo. Quando eu tô circulando pela sala, gosto de ficar de olho nas expressões faciais dos meninos enquanto eles resolvem as atividades. Sabe quando bate aquele "aha moment"? Quando o aluno tá mexendo a cabeça e de repente você vê um sorriso ou eles começam a explicar pro colega ao lado? É ali que eu vejo que entenderam.

Teve uma vez que o João tava com dificuldade e de repente ele virou pro Carlos e começou a explicar como a sequência recursiva era como uma escadinha, onde cada degrau dependia do anterior. E o Carlos, que já tinha entendido a não recursiva, começou a integrar as duas explicações. Pra mim, esse tipo de interação entre eles é sinal claro de compreensão.

Agora, vamos falar dos erros comuns. Um dos erros mais frequentes que vejo é os meninos confundirem sequência recursiva com progressão aritmética simples. Por exemplo, a Maria uma vez tava tentando resolver um problema e continuava somando a mesma quantidade pra achar o próximo termo, mesmo quando não era esse o caso. Isso acontece porque eles se acostumam com a simplicidade das progressões aritméticas e esquecem que numa recursiva pode ter várias operações ou condições pra gerar o próximo termo.

Outro erro é esquecerem de considerar todos os termos anteriores necessários. Uma vez o Pedro tava tentando encontrar o termo seguinte sem olhar pros dois termos anteriores na sequência, mas aquela sequência específica pedia isso. Ele tava com pressa e só olhou pro último. Quando pego esses erros na hora, sempre paro e volto uns passos com eles, às vezes até peço pra explicarem o que tão pensando em voz alta. Aí eu vou guiando, tipo "E se você considerar isso aqui também?"

Aí vem o desafio maior: adaptar isso tudo pro Matheus e pra Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de atenção pra se concentrar nas sequências. Eu costumo usar atividades mais visuais pra prender a atenção dele. Tipo assim, uso cartões coloridos pra representar cada termo da sequência, e vamos construindo juntos na mesa dele. Outra coisa que aprendi é dar intervalos de foco mais curtos pra ele; então rodo algumas atividades mais rápidas e dou uns minutos de descanso entre elas.

Com a Clara, que tem TEA, percebo que ela responde super bem a rotinas bem estabelecidas, então sempre apresento as atividades do mesmo jeito. E quando ela precisa entender as sequências, faço uso de diagramas bem organizados e permito que ela trabalhe num ritmo próprio. Tem vezes que deixo ela usar fones de ouvido com música instrumental baixinha, que ajuda na concentração dela.

Uma coisa que não funcionou foi tentar explicar as sequências usando histórias ou metáforas mais complexas com muitos personagens ou mudanças repentinas. Pro Matheus isso era uma confusão danada e pra Clara saía do padrão estruturado que ela precisa pra entender as coisas. Aprendi rapidinho a simplificar.

Bom, pessoal, essa troca é muito valiosa. Às vezes, não é só o conteúdo em si, mas o jeito como apresentamos ele pros alunos que faz toda diferença. Espero ter ajudado um pouco compartilhando essas histórias. Vou ficando por aqui, mas me contem como vocês lidam com essas situações também! Valeu pela companhia e até a próxima conversa no fórum!

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