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EF07MA15Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Utilizar a simbologia algébrica para expressar regularidades encontradas em sequências numéricas.

ÁlgebraLinguagem algébrica: variável e incógnita
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF07MA15 da BNCC, do 7º ano, é um negócio super importante na matemática, viu? A ideia é que os meninos e meninas aprendam a usar a tal da simbologia algébrica pra identificar padrões em sequências numéricas. Parece complicado, mas na prática é como se eles tivessem que identificar um padrão e depois expressar isso usando letras e números, tipo uma fórmula. É meio como se a gente pegasse uma sequência de números que segue uma regra e conseguisse achar a receita disso usando letras. Então, por exemplo, se eu tiver uma sequência que começa com 2, 4, 6, 8... os alunos têm que perceber que a cada novo número a gente só tá somando 2 ao anterior. E aí eles aprendem a escrever isso como 2n ou algo do tipo.

Na prática, esses meninos já vêm lá do sexto ano sabendo trabalhar com números e operações básicas. Então já estão acostumados a ver padrões de uma maneira mais intuitiva. No 6º ano eles já lidaram com coisas como números pares e ímpares ou sequência de múltiplos, e agora a gente dá um passo além trazendo isso pro mundo das letras junto dos números. No começo eles estranham a ideia de usar uma letra no lugar de um número, mas depois que entendem que essa letra (a variável) representa qualquer número da sequência, começa a fazer sentido pra eles.

Então vamos lá pras atividades que eu faço com eles em sala. Uma que eu gosto muito de fazer é chamada "Desvendando o Código". Pro material não precisa de muita coisa, só papel quadriculado e lápis colorido. Eu dou pra cada dupla de alunos algumas sequências numéricas diferentes e eles têm que desenhar essas sequências no papel quadriculado como se fosse um gráfico bem simples e colorido. A ideia é que eles visualizem o padrão crescendo. Depois, eles têm que tentar encontrar a regra da sequência e escrevê-la usando as letras. Isso leva uns 40 minutos mais ou menos. Os alunos costumam gostar porque mexer com desenho e cor chama a atenção deles. Da última vez que fiz essa atividade, o Lucas e o Pedro estavam super animados discutindo qual cor usar pra cada número.

Outra atividade legal é o "Jogo das Sequências". Pra essa eu uso cartas numeradas feitas de cartolina, é simples de fazer e dura uns 30 minutos. Eu distribuo as cartas aleatoriamente entre os grupos de quatro alunos. Cada grupo tem que formar uma sequência numérica seguindo uma regra escolhida por eles mesmos. Depois compartilham com a turma pra ver quem adivinha qual sequência é aquela. Essa atividade ajuda bastante na questão da criatividade, porque os alunos podem escolher qualquer regra pra criar suas sequências. Na última vez que brinquei disso com a turma, a Mariana inventou uma sequência tão doida que demorou um tempão pra gente descobrir a regra! Foi divertidíssimo e fez todo mundo pensar bastante.

E tem também a atividade chamada "Sequência na Vida Real", onde eu peço pros alunos trazerem exemplos de padrões ou sequências que eles veem no dia a dia. Pode ser qualquer coisa: horários de ônibus, tabelas esportivas, até mesmo padrões em músicas ou clima. Eles trazem pra sala e discutimos como isso pode ser representado numa linguagem algébrica simples. Essa atividade leva uns 50 minutos e funciona bem em grupos também. Na última vez que fizemos isso, o João trouxe uns horários de ônibus da cidade dele e ficou todo empolgado quando conseguiu criar uma fórmula pra prever os horários dos ônibus. Eu adoro essa atividade porque mostra pros alunos que matemática tá em todo lugar — não é só coisa de sala de aula.

Essas atividades são maneiras bem práticas de fazer os meninos entenderem como usar letras no lugar de números não é um bicho de sete cabeças. No começo tem aquele susto natural porque é uma coisa nova, mas depois vão pegando o jeito e é gostoso de ver quando conseguem aplicar isso sozinhos. É nesse momento que você vê os olhinhos brilhando porque descobriram uma coisa nova.

Enfim, pessoal, essas são algumas das formas como trabalho essa habilidade na minha turma do 7º ano aqui em Goiânia. Sempre bom lembrar que essas atividades também criam espaço pra criatividade dos meninos e mostram como a matemática pode ser divertida quando entendemos onde queremos chegar com ela. Se alguém aí tiver mais dicas ou quiser compartilhar outras ideias, só falar! Abraço!

E aí, continuando o que eu tava falando sobre essa habilidade do 7º ano, EF07MA15, sabe como é que eu percebo que o aluno realmente tá começando a sacar a coisa mesmo sem aplicar prova formal? Olha, é na observação do dia a dia, quando a gente tá circulando ali pela sala, escutando as conversas deles. É bem interessante ver quando um aluno explica pro outro e usa os próprios exemplos. Aí você vê que o entendimento tá ali.

Teve uma vez que eu tava andando pela sala e escutei a Júlia explicando pro Pedro como ela tinha decifrado a sequência numérica numa atividade. Ela disse algo tipo "olha, Pedro, tá vendo que sempre soma dois? Então é só começar do dois e adicionar mais dois cada vez". Nesse momento eu pensei "ah, essa aí entendeu direitinho!". E não é só repetir a regra, né? Quando eles conseguem criar um exemplo próprio ou explicar pro colega, aí sim você vê que internalizaram a coisa.

Outro exemplo foi com o Lucas. Ele tava meio perdido no começo, mas aí um dia vi ele mostrar pro grupo dele como ele transformou os números em uma fórmula. Ele falou algo assim: "Cara, é só fazer igual à receita do bolo. Você segue isso aqui e vai dar certo toda vez." E ele fez isso num papelzinho enquanto explicava pros amigos. E é muito bom quando você vê eles pegando confiança no conhecimento.

Mas claro, não é sempre que sai tudo certinho. Os erros também fazem parte desse processo de aprender. Um dos erros mais comuns é quando eles confundem a ordem dos números ou esquecem a regra da sequência no meio do caminho. Teve uma vez que o João tava fazendo uma atividade e escreveu algo errado, tipo assim: ele sumiu com um número da sequência e tentou usar a fórmula pra justificar. Ele escreveu 2, 4, 8, 10... e eu pensei "opa, peraí!" Quando vi o erro dele, fui lá e perguntei "ei João, me explica aqui o que você fez?" Aí ele percebeu que tinha pulado um número e tentava justificar com uma fórmula errada.

O porquê desses erros? Geralmente é porque eles querem pular etapas pra acabar logo ou esqueceram de olhar a sequência com calma antes de começar a calcular. O que eu faço quando pego esse tipo de erro na hora é pedir pra eles verbalizarem o pensamento. Uso perguntas tipo: "Qual foi o padrão aqui mesmo?" ou "O que vem depois daqui, se seguir essa lógica?"

Agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento nas atividades. Com ele, o que funciona bem é dividir as tarefas em passos menores e permitir que ele se levante entre elas. Por exemplo, quando estamos trabalhando com sequências numéricas, eu dou uma parte da atividade pra ele fazer sentado e outra pra ele responder enquanto tá em pé no quadro branco do fundo da sala. Ah! E usar materiais mais manuais também ajuda. Outro dia usamos uns blocos coloridos pra representar os números das sequências e isso ajudou bastante.

Já a Clara, com TEA, se beneficia muito de instruções visuais claras e consistentes. Eu sempre tento mostrar exemplos concretos na lousa e dou tempo extra pra ela processar as informações antes de pedir pra resolver alguma coisa sozinha. Uma coisa legal que funcionou foi deixar ela usar fichas ilustradas com exemplos de sequências numéricas e suas respectivas fórmulas enquanto trabalha nas atividades. Ah! Também aprendi rápido que não adianta pressionar muito para interações sociais no meio da atividade; ela funciona melhor concentrada no próprio ritmo.

Enfim, pessoal, ensinar esse negócio de identificar padrões com simbologia algébrica pode parecer desafiador no começo, mas com observação cuidadosa do dia-a-dia dos alunos e atenção aos detalhes dos erros comuns deles, dá pra perceber quando eles realmente sacaram a ideia. E claro, pensando nas necessidades específicas de cada aluno como o Matheus e a Clara faz toda diferença. Cada um no seu ritmo e jeito!

Bom, era isso! Compartilhem aí como vocês lidam com essas questões nas suas salas também! Valeu por me ouvirem mais uma vez!

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