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EF07MA18Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas que possam ser representados por equações polinomiais de 1º grau, redutíveis à forma ax + b = c, fazendo uso das propriedades da igualdade.

ÁlgebraEquações polinomiais do 1º grau
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, trabalhar a habilidade EF07MA18 da BNCC no sétimo ano é um negócio interessante, viu? Na prática, é aquilo de conseguir resolver e elaborar problemas que podem ser representados por equações do tipo ax + b = c. Isso envolve entender que a gente tá lidando com um problema que pode ser simplificado pra uma equação de primeiro grau, e aí aplicar as propriedades da igualdade pra resolver. Na real, o aluno precisa sacar como montar e resolver essas equações usando situações do dia a dia.

E essa habilidade não vem do nada, né? Os meninos já trazem uma bagagem do sexto ano onde começam a se familiarizar com expressões numéricas e algumas ideias básicas de equações. Eles já sabem que uma equação é como um tipo de balança que a gente tem que equilibrar. No sétimo ano, o desafio é tornar isso mais concreto e fazer com que eles reconheçam problemas reais que podem ser resolvidos dessa forma. É tipo pegar um problema narrativo e transformar num modelo matemático.

Uma atividade que eu sempre faço é a dos preços de supermercado. Olha, não tem material muito complicado não: só papel, caneta e uns encartes de supermercado. Divido a turma em pequenos grupos de 3 ou 4 alunos, porque acho que assim eles interagem mais e trocam ideias. Aí dou uns 30 minutos pra eles montarem uma situação onde eles precisam comprar certos produtos com um orçamento fixo. Eles têm que montar a equação do tipo ax + b = c sozinhos. É bem legal ver como a galera reage — o Davi, por exemplo, sempre tenta montar um problema meio maluco, tipo "quantos quilos de picanha dá pra comprar com 50 reais?" E aí eles percebem rapidinho quando o problema tá fora do alcance do orçamento deles. Essa atividade geralmente gera boas risadas e algumas boas discussões sobre escolhas financeiras.

Outra atividade interessante é o desafio da viagem. Aqui eu uso uma folha impressa com informações sobre distâncias entre cidades e custos de pedágio e combustível (algo simples mesmo). Organizo a turma em duplas porque acho que facilita o diálogo direto. Aqui eles têm que imaginar uma viagem entre duas cidades e calcular qual seria o custo total usando uma equação pra isso. Eu dou mais ou menos 40 minutos pra essa atividade porque exige um pouco mais de planejamento e discussão entre eles. Na última vez que fiz essa atividade, a Júlia ficou toda empolgada porque ela queria planejar uma viagem fictícia pra praia com os amigos e acabou descobrindo que precisaria economizar um bocado pra realizar esse sonho.

A terceira atividade é o jogo do "Enigma das Equações". Pro material eu uso cartões coloridos onde escrevo diferentes problemas narrativos curtos. Então, cada cartão representa um enigma que eles precisam resolver montando uma equação correspondente. Normalmente eu faço isso em rodízio, onde eles passam pelas "estações" (mesas) com diferentes enigmas. Isso aí leva uns bons 50 minutos da aula porque cada grupo precisa passar por vários enigmas. Um dia desses, o Lucas pegou um enigma sobre quantas garrafas d'água ele precisava comprar pra uma festa e ficou todo animado quando conseguiu montar e resolver a equação sozinho. É legal ver como eles ficam satisfeitos quando resolvem esses desafios.

Então, no geral, essas atividades ajudam os meninos a conectar as equações a problemas reais, ver sentido na matemática do dia a dia. Eles deixam de ver a matemática como um monte de números soltos no quadro pra começar a entender que dá pra usar isso na vida real mesmo, sabe? E eu gosto disso: tornar o aprendizado significativo.

Enfim, é bacana ver como essas atividades ajudam os alunos a se envolverem mais com o conteúdo e perceberem suas aplicações práticas no cotidiano. A evolução deles de simplesmente seguir fórmulas para começar a pensar criativamente em como aplicar conceitos matemáticos é impressionante. Cada aula traz um novo desafio e novas surpresas.

E assim vou seguindo com minha turma animada no sétimo ano... Até logo, pessoal!

Aí, galera, continuando sobre o EF07MA18, sabe como eu percebo que a gurizada tá sacando o conteúdo sem precisar de uma prova formal? É aquele momento mágico na sala, quando você tá circulando entre as carteiras, ouvindo as conversas e vê que os meninos estão se ajudando. Outro dia, enquanto eu caminhava ali pela sala, vi a Larissa explicando pro João como ela montou uma equação pra resolver um problema de quantas maçãs eles comprariam com certo dinheiro. Ela foi desenrolando a lógica, falando que se cada maça custa tanto e ele tem um tanto de reais, então é só montar a equação pra descobrir. Isso é bater o olho e perceber que eles entenderam o lance.

Outro momento que me fez perceber que os meninos estavam aprendendo foi quando a turma tava dividida em grupinhos e o Pedro tava todo empolgado explicando pro pessoal do grupo dele. Aí ele mandou algo do tipo, "Galera, isso aqui é só achar o valor do x. Tipo assim, se ele tem 10 reais e gastou 7 numa coisa, quanto sobrou? É só fazer a continha." Nessas horas você vê que o conteúdo tá fluindo ali entre eles.

Agora, sobre os erros mais comuns que os alunos cometem... Ah, tem uns clássicos! A Júlia, por exemplo, às vezes troca as bolas na hora de realizar as operações. Ela montou direitinho a equação, mas na hora de resolver "3x + 5 = 20" acabou somando 5 com 20 em vez de subtrair pra isolar o x. Isso acontece muito porque eles ainda estão consolidando essa ideia de propriedades da igualdade. Quando pego esses deslizes na hora, chamo ela e falo: "Júlia, lembra que a gente precisa desfazer as operações pra isolar o x? Dá uma olhada aqui." A prática é ir reforçando devagarinho até eles pegarem.

O Lucas já tem uma tendência de esquecer de finalizar a conta. Ele monta direito o início da equação mas às vezes para no meio do caminho sem achar o valor do x. Faz parte do processo, né? Eu sempre falo pra ele continuar até achar a resposta final e dou umas dicas: "Lucas, beleza até aqui! Agora só falta isolar o x mesmo."

Agora pensando no Matheus com TDAH e na Clara com TEA, os desafios são outros e a gente adapta as coisas por eles. Com o Matheus, eu sempre procuro manter atividades mais dinâmicas e curtas. Em vez de deixá-lo sentado por muito tempo, eu sugiro umas atividades que exigem movimento. Tipo um jogo onde ele precisa andar pela sala procurando pequenas pistas que vão formando uma equação pra resolver. Isso ajuda a manter o foco dele.

A Clara já tem um ritmo diferente. Tudo precisa ser mais previsível pra ela não ficar ansiosa. Com ela, eu aviso antes sobre qualquer mudança na rotina da aula e ofereço materiais visuais: cartõezinhos com passos pra resolver equações são uma mão na roda. Ela se dá super bem quando tudo tá organizadinho no papel. O que não funcionou bem foi tentar forçar ela participar de discussões em grupo sem preparação prévia. Agora eu dou um tempinho pra ela se preparar antes de discutir em duplas.

Por fim, acho que isso é que é legal na nossa profissão: esse desafio constante de adaptar e ajustar cada aula pros diferentes contextos e necessidades dos alunos. E olha, não é fácil não! Mas quando você vê as carinhas deles entendendo ou ajudando uns aos outros, dá uma satisfação danada.

E aí acaba virando aquilo: cada dia uma surpresa nova ou um jeito diferente de ensinar. Bora continuar trocando experiências por aqui! Até a próxima!

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