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EF08MA13Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas que envolvam grandezas diretamente ou inversamente proporcionais, por meio de estratégias variadas.

ÁlgebraVariação de grandezas: diretamente proporcionais, inversamente proporcionais ou não proporcionais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF08MA13 com a galera do 8º ano é uma aventura, viu? Quem tá chegando agora pode estar meio confuso com essa coisa de grandezas proporcionais, mas no fundo, é uma daquelas coisas da matemática que a gente até usa no dia a dia sem perceber muito. A habilidade fala sobre resolver e elaborar problemas com grandezas proporcionais, ou seja, coisas que aumentam ou diminuem juntas de um jeito específico. Quando são diretamente proporcionais, tipo assim, se dobrar uma coisa, a outra dobra também. Inversamente proporcional é o contrário: dobra uma, a outra cai pela metade. Parece complicado, mas quando você mete a mão na massa, a coisa flui.

Pra começar, os alunos geralmente chegam no 8º ano já com uma noção de algumas coisas de proporcionalidade do 7º ano, como regra de três simples. Então eles não tão começando do zero. Nossa missão agora é aprofundar isso e mostrar quando duas coisas são proporcionais e como lidar com isso nos problemas. Aí você vê que é importante fazer eles entenderem que nem sempre as grandezas têm uma relação proporcional. Às vezes não tem relação nenhuma e tudo bem.

Então, como é que eu faço isso na sala de aula? Vou contar três atividades que têm dado certo com os meninos.

Primeiro, tem a atividade do mercado. Eu arrumo uns panfletos de supermercado — aqueles que vêm com as promoções da semana — e levo pra sala. Tem coisa mais prática que isso pra falar de preços? Divido a turma em grupos de 4 ou 5, dou uns 15 minutos pra eles escolherem produtos e calcularem quanto custaria comprar uma quantidade maior ou menor dos itens. A ideia aqui é eles perceberem quando o preço aumenta diretamente proporcional ao número de itens comprados (tipo maçã) ou se tem alguma promoção do tipo "leve 3 e pague 2". A turma adora porque eles veem como isso aparece na vida real. Na última vez que fiz essa atividade, a Letícia ficou toda empolgada quando percebeu que no caso das maçãs era uma relação direta, mas o biscoito em promoção não era bem assim.

Outra atividade legal é o experimento com água e copos. Tudo bem simples: cada grupo recebe uns copos de plástico e uma garrafa d'água. Eles têm que testar encher os copos com diferentes quantidades de água e perceber quantos copos conseguem encher completamente (diretamente proporcional) ou até onde chega cada copo se dividir a mesma quantidade (inversamente proporcional). Isso leva uns 30 minutos contando com a discussão depois. Durante essa atividade teve uma vez que o Pedro ficou surpreso ao ver que dividindo a água igualmente entre os copos era inversamente proporcional — quanto mais copos usava, menos água em cada um. A galera gostou porque é algo palpável e visivelmente perceptível.

A terceira atividade que faço é envolvendo tempo e velocidade - sempre rende! Peço pra turma analisar como a velocidade afeta o tempo de viagem em trajetos diferentes usando mapas simples ou só desenhando linhas retas pra imaginar o percurso. Eles têm que planejar trajetos em grupos e calcular quanto tempo leva se forem mais rápidos ou mais lentos. Aqui usamos um aplicativo simples de simulação online (qualquer um fácil de acessar) pra comparar os resultados teóricos com o que acontece na "simulação". Leva uns 50 minutos porque tem bastante conversa depois pra discutir como mudanças nas variáveis afetam o resultado — tipo se durante o percurso aumentarem a velocidade em certas partes, diminui o tempo total. O Lucas se amarrou nessa parte porque ele gosta de discutir qual é a velocidade ideal pra chegar rápido sem ter que correr riscos.

No geral, os meninos reagem bem a essas atividades porque elas são práticas e têm resultados tangíveis. Tem aquela resistência inicial do "pra quê isso?", mas quando percebem as aplicações no dia a dia, tipo nas compras ou planejamento de tempo, tudo faz mais sentido pra eles. E aí você vê aquelas carinhas brilhando quando entendem — não tem preço!

A ideia é sempre trazer pro mundo deles e fazer verem que matemática tá em todo lugar. E mesmo quando eles saírem da escola, essas relações proporcionais vão continuar ali na vida deles sem eles nem perceberem tanto assim. É só saber olhar direitinho.

Bom, é isso aí. Espero ter ajudado e vamos compartilhando mais experiências por aqui porque sempre podemos aprender uns com os outros!

Ah, gente, perceber que os alunos aprenderam sem aplicar prova formal é uma daquelas coisas que a gente vai pegando o jeito com o tempo, sabe? Quando tô circulando pela sala, dá pra sentir quando a coisa tá fluindo. Tipo, quando você vê o João explicando pro Pedro ali no cantinho como ele fez aquele cálculo e o Pedro faz aquele "Ahhh, entendi!", aí você pensa: "pronto, missão cumprida!". E tem também aqueles momentos mágicos na hora da discussão em grupo. Quando passo perto e escuto a conversa do pessoal, já dá pra notar quem tá mandando bem. Se um aluno consegue explicar pra outro com segurança e clareza, é um sinal claro de que ele realmente entendeu.

Teve um dia que a Mariana tava ajudando o Lucas a entender uma questão sobre grandezas diretamente proporcionais. Eu só escutei ela falando assim: "Olha, se você dobra essa quantidade aqui, tem que dobrar aquela lá também porque elas aumentam igualzinho". E o Lucas balançava a cabeça compreendendo tudo. Nessa hora, até dá um orgulho danado.

Agora, sobre os erros comuns... Nossa, isso aí é inevitável! Um erro que vejo direto é quando os meninos confundem as duas coisas: o que é direto e o que é inversamente proporcional. Lembro de um dia que o Felipe tava fazendo os exercícios e veio com tudo errado. Ele achou que se multiplicasse uma grandeza por dois, automaticamente tinha que dividir a outra por dois em todos os casos. Aí tive que parar e explicar: "Felipe, olha só, quando é diretamente proporcional, as duas vão na mesma direção. Agora, quando é inversamente proporcional, aí sim uma sobe e a outra desce." A confusão vem muito porque esse conceito de proporção não é tão intuitivo assim pra todo mundo.

Outro erro comum é na hora de montar proporções com frações. A galera às vezes se enrola com as contas porque se perde no meio de tantas divisões e multiplicações. O Gustavo mesmo sempre esquecia de simplificar as frações antes de fazer as contas e acabava errando o resultado final. Quando vejo isso na hora, paro tudo e mostro como simplificar antes facilita a vida.

Agora vamos falar do Matheus e da Clara. Olha, eles ensinam muito mais pra gente do que a gente ensina pra eles, viu? O Matheus tem TDAH e precisa de algumas adaptações nas atividades pra manter o foco. Uma coisa que funciona muito bem pra ele é dividir os exercícios em blocos menores com pausas entre eles. Em vez de mandar ele resolver dez exercícios seguidos, eu coloco três ou quatro e dou um tempinho pra ele dar aquela respirada antes de retomar. Outra coisa que ajuda são aquelas fichas coloridas com palavras-chave do conteúdo. Ele adora!

A Clara tem TEA e gosta das rotinas estabelecidas. Com ela, dou sempre antecipadamente os tópicos que vamos cobrir e uso materiais visuais mais concretos. Ela se dá super bem com gráficos e tabelas organizadas. Uma vez fizemos uma atividade prática usando medidas reais de comprimento e peso com objetos da sala e vi como ela ficou mais engajada.

Teve uma vez que tentei usar um aplicativo de matemática no tablet achando que seria legal pros dois. Mas não rolou muito bem não... O Matheus até começou animado mas logo perdeu o interesse porque não tinha interação direta suficiente. Já a Clara achou confuso porque o app tinha muitos sons e animações ao mesmo tempo.

Bom gente, é isso! Cada aluno é único e exige da gente essa sensibilidade pra ajustar o ensino conforme suas necessidades. Mas quando a gente acerta o jeito pra cada um deles... Ah, aí vale cada esforço! Vamos continuar trocando essas ideias aqui no fórum! Até a próxima mensagem!

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