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EF01GE01Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

O sujeito e seu lugar no mundoO modo de vida das crianças em diferentes lugares
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, trabalhar a habilidade EF01GE01 com os meninos do 1º ano é uma experiência super bacana, porque a gente vai ajudando eles a perceberem o mundo ao redor. A definição complicada lá da BNCC fala de descrever características dos lugares de vivência e identificar semelhanças e diferenças entre eles. Mas, na prática, o que a gente quer é que a garotada consiga olhar pro lugar onde vive, tipo a casa, a escola, ou até a pracinha do bairro, e consiga falar o que tem por lá. Eles precisam saber dizer o que veem, o que sentem e fazer comparações com outros lugares.

Imagina só: tem criança que já chega no 1º ano com uma ideia formada de como é o bairro porque já foi na padaria com a mãe ou brincou na rua com os amigos. Já conhecem bastante coisa. Mas aí, quando a gente começa a pedir pra eles descreverem esses lugares ou compararem com outros, eles dão uma travada. Então, nosso trabalho é meio que abrir os olhos deles pra esses detalhes e ajudar a organizar essas ideias.

Uma atividade que sempre faço é levar os meninos pra um passeio pela escola. Parece simples, mas funciona demais! A gente sai andando pelos corredores, vai até o parquinho, passa pela horta comunitária se tiver uma, e vai mostrando tudo. Uso um mapa bem simples da escola que eu mesmo desenho à mão pra eles conseguirem entender por onde estamos passando. Divido a turma em duplas pra um ajudar o outro a não se perder e anotar tudo que acham interessante. Esse passeio leva uns 40 minutos no total. Da última vez, o Luizinho ficou encantado com a horta e não parava de perguntar como as alfaces cresciam ali sem ninguém regar. Aí foi uma boa deixa pra falar da chuva e do trabalho do pessoal da limpeza.

Outra atividade que dá super certo é pedir pros alunos trazerem fotos de casa ou desenharem como é o quintal ou o prédio onde vivem. Eu monto um mural na sala com essas imagens e a gente senta em roda pra conversar sobre essas casas. É bem interessante porque eles começam a perceber as diferenças: quem mora em apartamento acaba falando das varandas, enquanto quem mora em casa sempre destaca o quintal e as árvores. Essa atividade costuma levar umas três aulas de 30 minutos porque além das apresentações tem muita conversa envolvida. Teve uma vez que a Ana Clara trouxe uma foto do avô dela plantando bananeira no quintal e as crianças ficaram super interessadas em saber como era ter fruta no quintal de casa.

E por fim, algo que sempre faz sucesso é uma atividade de desenho comparativo. Dou um papel A4 pra cada um e peço que desenhem dois lugares: um onde moram e outro onde gostariam de morar. Pode ser qualquer lugar: uma casa de praia, uma fazenda ou até outro país se tiverem vontade de viajar longe na imaginação. Depois que terminam os desenhos, cada um apresenta pro resto da turma e explica os motivos das escolhas deles. Essa atividade dura cerca de uma hora, mas poderia durar mais porque eles adoram ouvir as histórias uns dos outros. Quando fizemos essa atividade pela última vez, o Felipe desenhou a casa dos avós com um campo de futebol no fundo e disse que gostaria de morar lá porque ama jogar bola com os primos todo fim de semana.

Essas atividades ajudam muito porque são concretas e conectam com as vivências deles. E no meio disso tudo, eles vão aprendendo a observar mais e reconhecer as características dos ambientes do dia-a-dia. O importante é deixar os meninos falarem bastante e guiarem um pouco as conversas. A diferença entre descrever algo que veem todos os dias e comparar com outros lugares parece simples, mas abre um mundo novo de descobertas.

Bom, espero que isso ajude vocês na prática aí com as turmas! Fico por aqui hoje, precisando é só dar um toque!

Imagina só: tem criança que nunca reparou que o parquinho da escola tem árvores diferentes da praça perto de casa. E é aí que entra a mágica das nossas aulas de Geografia. A gente vai fazendo atividades pra eles descobrirem essas coisas. Tipo, peço pra desenharem o caminho de casa até a escola e, enquanto circulo pela sala, vou ouvindo as conversas e percebendo como cada um entende o espaço onde vive.

Olha, dá pra perceber quando eles aprendem sem precisar de uma prova formal. É só observar a interação deles. Lembro do dia em que o Lucas tava explicando pro João que o caminho dele tinha uma subida, e o do João, não. Aí o João perguntou: "Como assim subida?" E o Lucas respondeu: "Ué, não tem aquela parte que cê tem que fazer mais força na bike?" Naquele momento, percebi que o Lucas entendeu a diferença de relevo entre dois lugares.

E assim vai, a gente observa enquanto eles explicam uns pros outros ou quando tão desenhando e falam em voz alta. Um exemplo ótimo foi a Júlia, que levantou a mão toda empolgada pra dizer que a casa da avó tinha um quintal cheio de plantas, diferente do apartamento dela, que só tinha um vaso na varanda. Ela comparou dois lugares sem nem perceber!

Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, às vezes os meninos se confundem com os termos. Teve uma vez que a Ana achou que "geografia" era só sobre mapa e viagens longas. Ela falava: "Mas, professor, eu nunca viajei e não sei ver mapa!" Expliquei pra ela que geografia tá em todo lugar, até no trajeto pro supermercado. Mais um erro comum é sobre as semelhanças e diferenças entre os lugares. O Pedro uma vez disse que a escola dele era igual à casa dele porque ambas tinham um telhado! Ele não percebeu as outras diferenças mais marcantes. Quando isso acontece, levo eles pra olhar mais detalhes. Tipo: "Olha aqui na escola quanta janela! E na sua casa?"

Aí vem a hora de falar do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento nas atividades. Então, quando fazemos mapas ou desenhos de trajetos, deixo ele usar blocos ou brincar com carrinhos em uma maquete da sala pra ele entender melhor o espaço. Isso ajuda ele a se concentrar porque tá mexendo o corpo enquanto aprende.

Já com a Clara, que tem TEA, eu tento ser claro e visual. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer na aula, então fazemos um cronograma visual no começo do dia com figuras que mostram cada atividade. E também uso cartões com imagens pra ajudar ela a identificar lugares e suas características. Ah, e quando ela se sente sobrecarregada, tem sempre um cantinho mais calmo onde ela pode ir.

No começo tentei usar muita tecnologia achando que ia ajudar, mas percebi que o Matheus se distraía fácil demais com telas piscando e a Clara preferia as figuras concretas mesmo. Então comecei a usar mais materiais físicos.

Fazendo essas adaptações individuais, todos podem participar das atividades à sua maneira. E é isso que importa no fim das contas: todos eles aprenderem e conseguirem aplicar esse conhecimento no mundo real.

Bom, pessoal, acho que por hoje é isso aí. Fico por aqui compartilhando esses momentos valiosos que fazem nosso trabalho tão especial. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideias sobre como lidar com essas situações em sala de aula, tô aqui! Até mais!

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