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EF01GE02Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.

O sujeito e seu lugar no mundoO modo de vida das crianças em diferentes lugares
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala sobre essa habilidade EF01GE02 da BNCC, eu penso logo em ajudar os meninos a entenderem que o jeito que eles brincam hoje pode ser bem diferente de como era no tempo dos pais deles, ou até dos avós. E não só isso, né? Tem também as brincadeiras de outras partes do Brasil ou até de outros países. O que a gente quer mesmo é que eles percebam essas diferenças e semelhanças, como se fosse abrir uma janela pra um mundo novo.

Quando a gente pensa no que os alunos precisam conseguir fazer, é basicamente eles olharem pra um jogo ou brincadeira e falarem "Olha, isso aqui é parecido com aquilo que a gente faz hoje" ou "Nossa, isso é diferente, nunca vi assim". Eles precisam desenvolver esse olhar curioso pras coisas do dia a dia. Como a turma do 1º Ano já vem do Infantil onde eles têm bastante contato com brincadeiras, o que eu faço é pegar essa bagagem deles e ir ampliando, mostrando outras possibilidades. A ideia é conectar aquilo que já conhecem com o novo, sempre de um jeito bem prático.

Uma das atividades que a gente fez e foi bem legal foi o "Dia das Brincadeiras Antigas". Eu levei alguns materiais simples: bolinhas de gude, uma pipa (só pra mostrar, claro), um pião e uma amarelinha desenhada no chão com giz. Organizei a turma em grupos pequenos e cada grupo teve um tempo pra explorar cada brincadeira. Essa atividade levou uma manhã inteira praticamente, porque as crianças queriam brincar bastante tempo em cada estação. Eles adoraram! Riram muito tentando acertar o pião, e a Maria ficou super empolgada tentando fazer ele girar e até conseguiu umas vezes. Quando mostrei a pipa, contei histórias de como fazíamos pipas com jornal e cola feita de farinha e água. O Pedro ficou fascinado com isso e depois disse que ia tentar fazer uma pipa em casa.

Outra atividade que deu super certo foi o "Correio das Brincadeiras". Pedi pra eles perguntarem pros pais ou avós sobre uma brincadeira que eles gostavam de fazer quando eram crianças. No dia combinado, trouxeram essas histórias escritas num papel ou desenhadas. Aí fizemos uma roda de conversa onde cada um compartilhou o que trouxe. Usei um mural da sala pra colar essas histórias e desenhos. Essa atividade não leva tanto tempo assim — acho que numa aula dá pra resolver — mas é impressionante como eles ficam atentos às histórias dos colegas. A reação sempre é bem legal, tipo quando o João contou sobre brincar de "passar anel" e os outros começaram a perguntar como era isso. Aí fizemos uma tentativa ali mesmo na roda, sem muita regra fixa, só pra sentir mesmo.

E teve também o "Mapa das Brincadeiras", que aí já entra um pouquinho mais de Geografia mesmo. Com um mapa do Brasil impresso grandão, fomos marcando com adesivos coloridos as regiões de onde vinham algumas brincadeiras ou jogos tradicionais. Usei vídeos curtos da internet pra ilustrar como eram essas brincadeiras em outros lugares do país. Essa atividade levou umas duas aulas porque além de ver os vídeos e marcar no mapa, a gente discutia as diferenças culturais envolvidas ali. A turma adorou usar os adesivos e desenhar no mapa. Na última vez que fiz isso, a Beatriz ficou encantada com as danças tradicionais do Nordeste que incluímos no nosso mapa-brincadeira.

Essas atividades são maneiras da galera ver que tem muita coisa além do que está ali no quintal deles. E não é só mostrar as diferenças, né? É mais deixar eles perceberem por conta própria essas semelhanças e diferenças. No fim das contas, ver esses olhinhos brilhando quando descobrem algo novo ou riem de algo antigo não tem preço. Esse tipo de trabalho tem muito valor porque ajuda a construir esse entendimento deles do mundo ao redor.

É isso aí pessoal! Espero que essas ideias sirvam pra inspirar vocês na sala de aula também. Qualquer dúvida ou sugestão nova, só chamar!

Olha, quando a gente fala de perceber se o aluno aprendeu esse negócio da habilidade EF01GE02, é interessante ver como isso aparece nas conversas e na interação deles no dia a dia, né? Eu ando pela sala, prestando atenção na galera, e é incrível como eles começam a trocar ideia sobre as brincadeiras de uma forma mais consciente. Tipo, teve uma vez que eu vi o João explicando pra Ana como as crianças em outro país brincam de bola de um jeito diferente do que a gente faz aqui. E ele disse isso todo animado, como se tivesse descoberto um mundo novo. Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!"

Também quando eles estão em grupos, trocando uma ideia ou discutindo qual brincadeira vão escolher pro recreio, dá pra notar quem entendeu o espírito da coisa. Eles começam a comparar as brincadeiras antigas com as modernas sem nem perceber. Uma vez ouvi o Pedro falando: "Ah, isso aí é igual quando meu avô conta que jogava pião." É nesses momentos, quando eles fazem essas conexões sozinhos, que a gente vê que o aprendizado tá rolando.

Mas olha, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que a galera comete quando tá aprendendo sobre essas diferenças. Um exemplo clássico é misturar as características das brincadeiras. Tipo, a Maria uma vez confundiu esconde-esconde com pega-pega e jurou que na época dos avós era tudo igualzinho. Isso acontece porque eles ainda estão acostumando a diferenciar os detalhes das tradições. Quando eu percebo esses erros na hora, tento intervir com uma perguntinha pra fazer eles pensarem: "Será que dá pra confundir esconde-esconde com pega-pega? Pensa aí no que é igual e no que é diferente."

E aí vem o lance do Matheus, que tem TDAH. Pra ele é importante que as atividades sejam mais dinâmicas e menos paradas. Eu sempre tento dividir as tarefas em pedaços menores e faço uma coisa de cada vez. Então, por exemplo, na hora de falar sobre uma brincadeira específica, começo mostrando um vídeo curto ou uma demonstração prática. Isso ajuda ele a se concentrar. Também deixo ele liderar atividades de vez em quando, porque ele fica mais focado quando tá no controle.

Com a Clara, que tem TEA, a adaptação é diferente. Preciso garantir que ela tenha um ambiente mais previsível e organizado. Ela gosta muito de imagens e vídeos bem detalhados sobre as brincadeiras antigas e modernas. Então eu sempre tenho algumas ilustrações extras prontas pra mostrar pra ela. O que não funcionou foi tentar engajar ela em grandes grupos logo de cara; percebi que pequenas duplas ou trios são mais confortáveis pra ela participar e se expressar.

Ah, e outra coisa que ajuda bastante tanto o Matheus quanto a Clara é o uso de materiais sensoriais pras atividades práticas. Com o Matheus, eu sempre trago materiais táteis pras atividades – tipo aqueles brinquedos antistress – pra ajudar na concentração. Já com a Clara, o uso de fones de ouvido com músicas calmas durante algumas atividades ajuda ela a não se distrair com os sons da sala.

Bom, gente, esse assunto rende demais e dá até pra ficar horas conversando sobre isso aqui no fórum. Mas acho que deu pra passar um bom panorama de como a gente observa o aprendizado e lida com os desafios no dia a dia da sala de aula.

Então é isso aí! Espero que essas histórias ajudem vocês também com suas turmas e que possamos trocar mais ideias nessa jornada educativa. Até a próxima!

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