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EF01GE07Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.

Mundo do trabalhoDiferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa competência EF01GE07 da BNCC é bem interessante. O negócio aqui é ajudar os meninos a entenderem e descreverem os trabalhos que fazem parte do dia a dia deles, na comunidade onde vivem. É tipo mostrar que o trabalho não é só aquele negócio de escritório, computador e tal, mas também tudo que acontece à nossa volta e que muitas vezes passa batido. Então, quando a gente fala de "descrever atividades de trabalho", estamos querendo que eles consigam observar e falar sobre o que as pessoas fazem no bairro deles. Pode ser o trabalho do padeiro, da dona da mercearia, do pessoal que varre a rua ou até do pai e da mãe deles. Eles já vêm com uma bagagem do infantil, onde falam bastante sobre a família, então agora é expandir isso pro ambiente onde moram.

Agora vou contar um pouco das atividades que faço com minha turma do 1º ano pra trabalhar essa habilidade. A primeira coisa que a gente faz é uma roda de conversa bem descontraída. Aí eu pergunto pros meninos o que eles sabem sobre o trabalho das pessoas na comunidade deles. Pra isso, eu levo alguns cartazes com fotos de diferentes profissões e deixo exposto na sala. Cada foto tem uma pessoa fazendo uma atividade específica, tipo um carteiro entregando correspondência ou um agricultor colhendo frutas. Essa atividade geralmente leva uns 30 minutos, porque os meninos gostam de falar das profissões que reconhecem e contar histórias que ouviram em casa. Da última vez que fizemos isso, o João Pedro ficou animadíssimo contando como o pai dele é motorista de ônibus e como ele dirige super bem pelas ruas da cidade. A galera ficou empolgada e começou a fazer perguntas sobre como é dirigir ônibus grandão. Foi demais!

A segunda atividade é um desenho livre. Peço pra galera desenhar alguém trabalhando na comunidade. Eles podem escolher qualquer profissão que já viram ou que ouviram falar. Pra isso, só precisam de papel, lápis de cor e canetinhas. Eu deixo eles livres pra usar a criatividade durante uns 40 minutos. É um momento mais tranquilo, onde eles podem colocar no papel o que tentaram explicar na roda de conversa. Cada criança tem seu jeitinho de expressar isso, e é muito legal ver as interpretações deles. Uma vez, a Ana Clara desenhou a mãe dela vendendo flores na feira com tanto detalhe que dava pra sentir o cheiro das flores só de olhar. Ela fez questão de desenhar até o avental estampado da mãe e as flores coloridas no carrinho.

A terceira atividade é uma saída de campo pelo bairro da escola. Para essa, eu organizo um passeio rápido durante o horário normal de aula, coisa de uma hora no máximo, porque não pode tomar muito tempo nem complicar a logística toda. Divido a turma em pequenos grupos e cada grupo fica responsável por observar um tipo específico de atividade: comércio local, serviços públicos ou atividades informais como os vendedores ambulantes. Aí a gente sai pela vizinhança com um bloquinho pra anotar o que vê (com desenhos simples mesmo) e depois voltamos pra sala pra compartilhar as observações. A última vez foi engraçada porque o Lucas quis entrevistar o moço da sorveteria pra saber quantos picolés ele vendia por dia! A curiosidade deles não tem limite e eu adoro isso.

De volta à sala, faço uma discussão final onde cada grupo compartilha o que viu e aprendeu. Dá um trabalhinho organizar tudo isso porque precisa garantir segurança na saída da escola e tal, mas vale muito a pena ver como os meninos reconhecem melhor o bairro depois desse passeio.

Enfim, essas atividades ajudam muito os meninos não só a identificar as diferentes atividades de trabalho no dia a dia deles como também a valorizar essas profissões e entenderem como cada uma contribui pro funcionamento da comunidade onde vivem. E você vê claramente como eles ficam mais atentos ao entorno depois disso tudo.

É sempre bacana trocar essas experiências por aqui porque às vezes alguém tem uma ideia diferente ou sugere alguma adaptação que funciona bem em outra escola. Então se alguém aí tiver alguma dica ou quiser compartilhar como faz aí na sua escola com essa habilidade da BNCC, bora conversar!

E aí, continuando aqui sobre como a gente percebe que os alunos estão realmente aprendendo essa habilidade de Geografia sem precisar de prova formal. Olha, o legal é que o dia a dia na sala de aula dá pra sentir bem quando a coisa tá andando. Tipo assim, às vezes tô só circulando pela sala, olhando o que estão fazendo, e de repente ouço uma conversa interessante entre eles.

Vou te dar um exemplo. Tinha uma vez que a turma tava fazendo um trabalho em grupo sobre as profissões do bairro. Aí ouvi o Lucas explicando pra Mariana como ele viu o seu Zé, o barbeiro da esquina, atendendo os clientes e conversando com todo mundo. Ele tava falando de como o seu Zé sabia tudo da vida do pessoal e que isso também era parte do trabalho dele. Aí eu pensei: “Opa, o menino pegou a ideia de que trabalho é mais do que só cortar cabelo.” É esse tipo de coisa que me mostra que eles estão entendendo o que a gente tá trabalhando.

Outra coisa legal é quando um aluno explica pro outro. Teve a Sofia, que tava contando pra Letícia sobre a feira de domingo perto da casa dela. Ela falou de como cada feirante tinha uma função e como cada um dependia do outro pra feira funcionar direitinho. Era tipo uma sinfonia. Isso é bacana porque mostra que ela entendeu a importância de cada papelzinho ali no todo.

Mas claro, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que a galera comete nesse conteúdo. Um dos mais comuns é confundir trabalho com hobby ou lazer. O Gustavo, por exemplo, uma vez fez uma apresentação dizendo que jogar futebol era um trabalho no bairro dele porque tinha um monte de gente jogando na praça todo fim de semana. Aí eu tive que explicar que jogar por diversão é diferente de ser jogador profissional que ganha a vida com isso. Isso acontece porque eles veem alguém fazendo algo frequentemente e pensam que isso já caracteriza como trabalho.

Outra confusão comum é quando os meninos acham que só trabalhos formais contam, tipo assim, só quem tem escritório, carteira assinada e tal. Isso aconteceu com a Ana Clara, ela ficou surpresa quando viu que o ambulante vendendo pipoca na porta da escola também tava trabalhando e contribuindo pra economia do bairro. Eu tento resolver isso trazendo exemplos concretos e mostrando a importância de cada função.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, aí são adaptações diferentes que preciso fazer. Pro Matheus, o negócio é manter ele engajado sem muita coisa ao mesmo tempo pra não embaralhar tudo na cabeça dele. Uso atividades mais dinâmicas, tipo caça ao tesouro pelo pátio da escola procurando profissões. Assim ele se movimenta e aprende ao mesmo tempo.

Já com a Clara, o desafio é outro. Ela gosta mais de rotinas e previsibilidade. Então eu sempre deixo claro qual será a próxima atividade e uso materiais visuais pra ajudar no entendimento dela. Teve uma vez que usei cartões com desenhos das profissões e isso ajudou bastante ela a se concentrar e participar das atividades em grupo.

O que não funcionou muito bem foi quando tentei fazer uma atividade com som alto pra tornar as coisas mais animadas pro Matheus; acabou atrapalhando a Clara. Aprendi rápido que tenho que cuidar do ambiente pra não criar desconforto pra ela.

Bom, acho que isso dá um panorama legal de como as coisas funcionam na prática com essa habilidade na minha turma. Espero ter ajudado alguém aí do fórum com essas experiências! E se alguém tiver dicas ou quiser trocar ideia sobre esses desafios na sala de aula, tô por aqui! Abraço!

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