Oi, pessoal! Hoje quero compartilhar com vocês como eu trabalho a habilidade EF03GE04 da BNCC com meus alunos do 3º ano. É aquela sobre entender como os processos naturais e históricos mudam as paisagens onde a gente vive. Tipo assim, a habilidade é sobre fazer os meninos perceberem que o lugar onde eles moram tá sempre mudando, e não só por causa da natureza, mas também por causa das coisas que a gente faz, sabe? A ideia é que eles consigam olhar em volta e ver que o que tá ali não foi sempre daquele jeito e que, em outros lugares, essas coisas podem ser diferentes. Pra mim, se eles conseguem explicar isso com exemplos do cotidiano deles e compararem com outros lugares que conhecem ou já ouviram falar, já tão no caminho certo.
Quando a turma chega no 3º ano, eles já têm uma ideia básica do que são paisagens naturais e antrópicas. A gente já fala disso antes, mas agora é aprofundar mesmo. Eles precisam entender que as montanhas, rios e florestas são parte das paisagens naturais, enquanto as cidades e plantações são antrópicas, ou seja, feitas pela ação do homem. O legal é quando eles começam a ver que as duas estão sempre interagindo. Tipo assim, uma chuva forte (um processo natural) pode mudar um rio de lugar e aí a gente tem que construir uma nova ponte. Ou então uma cidade cresce muito e começa a ocupar a área de mata.
Bom, vou contar três atividades que faço aqui na sala pra trabalhar essa habilidade. Primeiro, tem uma atividade que não tem erro: o mapa mental da vizinhança. Eu peço pros meninos desenharem um mapa do bairro onde moram. Tem que colocar tudo: casa deles, mercado, escola, pracinha... Aí eles têm que pensar quais dessas coisas estavam ali antes deles nascerem e quais apareceram depois. Normalmente uso papel pardo grande pra isso e lápis de cor. Essa atividade leva umas duas aulas porque eles gostam de caprichar no desenho. As crianças ficam super animadas porque adoram falar da rua delas. Na última vez que fizemos isso, o Pedro Henrique levantou e disse: "Professor, eu lembro quando essa rua era de terra!" E aí ele contou como o pai sempre falava da mudança da rua quando asfaltaram. Isso gerou uma baita discussão na sala sobre como o bairro mudou em pouco tempo.
Outra coisa que faço é uma caminhada pelo bairro ao redor da escola. Eu combino com a direção antes pra garantir que tá tudo certo em segurança e tal. Saímos em grupos pequenos pra observar o que tá em volta: prédios novos surgindo, árvores caindo com o vento forte... Demora cerca de uma horinha cada saída dessas. A galera ama porque sai um pouco da sala de aula, né? Da última vez, fomos num terreno baldio do lado da escola onde começou uma construção nova. Aí a Júlia falou: "Olha só, já tão mudando tudo aqui!" Ela ficou impressionada como algo que ela via todo dia tava se transformando.
Por último, rola um trabalho mais teórico em sala mesmo usando reportagens curtas de jornal ou revista sobre desastres naturais ou mudanças urbanas em lugares diferentes do Brasil ou do mundo. Eu escolho textos simples pra idade deles, com fotos grandes pra chamar atenção. A ideia é ler junto ou fazer leitura individual e depois discutir o conteúdo. Essa atividade leva mais ou menos uma aula inteira pra gente conseguir debater bem. O legal é ver como eles ficam curiosos sobre outras regiões do país ou do mundo que não conhecem. Quando lemos sobre as enchentes no sul do Brasil numa das atividades, o Lucas levantou a mão e disse: "Nossa! E se acontecesse isso aqui?" Foi uma excelente deixa pra discutir como cada lugar lida com seus próprios desafios.
O mais bacana dessas atividades é ver como os alunos começam a perceber as mudanças à sua volta com outros olhos. Eles veem que não vivemos num local estático e invariável; tudo tá sempre mudando porque o mundo tá em constante transformação — seja por processos naturais ou pela ação humana. E isso ajuda não só na matéria de Geografia mas também forma cidadãos mais conscientes do espaço em que vivem.
É isso aí, gente! Espero que essas ideias deem alguma inspiração pro pessoal daqui do fórum trabalhar essa habilidade também. Qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui!
Até mais!
Oi, pessoal! Então, continuando a conversa sobre a habilidade EF03GE04, eu já contei como gosto de levar atividades bem práticas pra galera, mas aí vocês podem perguntar: "Carlos, como você sabe que eles realmente aprenderam sem fazer uma prova?" E eu digo que é tipo assim, tem algumas coisinhas que a gente observa no dia a dia que dão aquele estalo: "Ah, esse entendeu!"
Quando tô circulando pela sala, por exemplo, adoro ver quando os alunos estão fazendo atividades em grupo. Tem um momento que sempre rola: tô ali passando entre as mesas e escuto a Maria explicando pro João como o bairro dela tinha um rio ali perto e agora virou uma avenida. Ela fala com detalhes que dá pra ver que ela entendeu mesmo o lance das mudanças na paisagem. E o João pergunta coisas que mostram que ele também tá começando a perceber isso.
Outra situação bacana é quando a galera tá discutindo entre eles. Um dia mesmo, o Pedro tava falando com a Ana sobre como na fazenda dos avós dele tinham tirado um monte de árvores pra plantar soja. Ele disse algo tipo "antes tinha umas árvores grandonas e agora só tem soja, mudou tudo". Pra mim, isso é um sinal claríssimo que ele tá ligando os pontos sobre as mudanças no ambiente por causa das ações humanas.
Agora, sobre os erros mais comuns... nossa, esses aparecem bastante e são parte do processo. Por exemplo, tem o Lucas e a Sofia. Eles sempre confundem o que é uma mudança natural com uma mudança feita pelo ser humano. Tipo o Lucas um dia falou que porque choveu muito e caiu uma árvore no caminho da escola dele era uma mudança feita pelo homem. Ele confundiu tudo! A Sofia já teve dificuldade em entender que as estradas são algo que a gente constrói e não aparecem do nada na paisagem.
Esses erros acontecem porque às vezes as crianças misturam as informações novas com o que já sabem do dia a dia delas e acabam se enrolando. O que eu faço quando vejo esse tipo de erro é parar tudo e conversar de novo com eles. Gosto de usar exemplos concretos do bairro onde moramos, então falo: "Lembra daquela casa que derrubaram pra construir um prédio? Isso é uma mudança feita pelo homem." E explico calmamente, usando desenhos ou até saindo pela escola pra mostrar as mudanças na nossa própria paisagem.
Agora, com o Matheus e a Clara, tenho alguns jeitos diferentes de trabalhar porque eles precisam de uma atenção especial. O Matheus tem TDAH e às vezes fica difícil pra ele focar nas atividades mais longas. O que funciona bem pra ele são atividades mais curtas e diretas. Eu divido a tarefa em pequenos passos e dou pequenas metas pra ele ir completando aos poucos. Também tento usar bastante material visual, tipo vídeos curtos ou imagens grandes que prendem mais a atenção dele. O Matheus adora quando conseguimos fazer uma parte prática lá fora.
Já com a Clara, que tem TEA, procuro deixar tudo bem estruturado e previsível. Faço um cronograma bem claro do que vamos fazer naquele dia e sempre aviso com antecedência qualquer mudança na rotina porque ela fica mais segura assim. Quando trabalhei com mapas em sala, levei mapas em relevo que ela podia tocar e explorar com calma no tempo dela. Ela se interessa muito por mapas e isso ajuda bastante!
Uma coisa que aprendi é que o que funciona pra um nem sempre vai funcionar pro outro. Tentei uma vez usar músicas sobre mudanças ambientais porque achei que ia ajudar os dois, mas o Matheus até gostou nas primeiras vezes, mas depois perdeu o interesse rápido. Já a Clara ficou incomodada com o barulho das músicas. Aprendi que tem que ser sempre adaptável pra cada um.
Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! A gente vai descobrindo como ajudar cada aluno de um jeito diferente, né? Me contem aí como vocês lidam com essas situações nas suas salas também! Abraço!