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EF03GE06Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e interpretar imagens bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos de representação cartográfica.

Formas de representação e pensamento espacialRepresentações cartográficas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF03GE06 da BNCC, a gente tá falando de um negócio que parece complicado no papel, mas que a gente, na prática, acaba descobrindo que é bem legal de trabalhar com a turma. É tudo sobre ajudar os alunos a entenderem a diferença entre imagens 2D e 3D e como isso se conecta com mapas e outras representações que eles vão ver por aí. A gente quer que os meninos consigam olhar um mapa numa folha de papel e imaginar como aquilo representa o mundo real, com montanhas, rios e tudo mais. Isso é bem importante porque, no fundo, a gente tá ensinando eles a ler o mundo de outra forma.

Quando eles chegam no 3º Ano, os alunos já têm uma noção básica do que são mapas, mas ainda é tudo muito novo. Eles sabem, por exemplo, que o mapa é uma representação do espaço onde a gente vive, mas não entendem exatamente como isso funciona tridimensionalmente. Então, nosso papel é levar essa compreensão pra um próximo nível. A ideia é eles começarem a perceber que tem uma diferença entre o que eles veem numa foto aérea e num globo terrestre. Eles precisam aprender a interpretar essas imagens não só como desenhos, mas como representações do espaço real onde as coisas acontecem.

Uma das primeiras atividades que eu faço pra trabalhar isso é usando mapas simples e globos. Eu divido os meninos em grupos pequenos de 4 ou 5 e dou pra cada grupo um mapa do Brasil e um globo terrestre. A atividade dura cerca de 40 minutos. Eles precisam encontrar no globo os mesmos lugares que estão no mapa e discutir entre eles as diferenças que percebem entre essas duas formas de representação. Geralmente, quando chegam no globo, bate aquele "ahá" moment, sabe? Um dia desses o Matheus ficou fascinado ao perceber que os oceanos são imensos no globo comparado com o espaço que ocupam no mapa. Ele até falou "Professor, parece outro mundo!". Aí eu explico que é por causa das proporções e como no papel fica tudo achatado.

Outra atividade que dá super certo é usar imagens aéreas e fotos de satélite. Eu pego algumas imagens impressas (coisas simples mesmo) da cidade de Goiânia vista de cima e levo pra sala. A atividade é em duplas e leva uns 30 minutos. Eu peço pra eles tentarem identificar lugares conhecidos na imagem sem legenda nenhuma. Isso sempre vira uma bagunça divertida! Na última vez que fiz essa atividade, a Ana ficou toda animada quando reconheceu o Parque Flamboyant só olhando o formato das árvores e trilhas. Ela disse "Olha aqui! Dá pra ver até o laguinho!". E é legal porque eles começam a entender que as imagens aéreas também são mapas de certa forma, mas vistas de cima.

Por último, uma atividade mais prática ainda: construir relevo com massinha de modelar. Essa é uma das preferidas da galera! Primeiro eu mostro pra eles um mapa físico em relevo e depois dou um pedaço de massinha pra cada aluno. Aí peço pra eles recriarem em miniatura alguma área montanhosa ou plana do mapa na massinha, tentando representar as elevações do jeito que estão vendo. Leva uns 50 minutos essa atividade, porque o pessoal gosta mesmo de caprichar. Na última vez que fizemos isso o João resolveu fazer a Serra Dourada e ficou tão empolgado que até quis usar papel alumínio pra fazer os riachos brilharem mais. Foi demais ver como ele entendeu o conceito vendo aquilo nas suas mãos.

Essas atividades não só ajudam eles a entenderem melhor as representações cartográficas, mas também tornam tudo mais palpável e divertido. Eu sempre digo pros meninos que ler mapas é como aprender uma nova língua – quanto mais você pratica, mais fluente fica. E ver a turma engajada desse jeito nas atividades me dá aquela satisfação gigantesca de ver o aprendizado acontecendo na prática.

Bom, vou ficando por aqui. Espero que essas ideias ajudem aí nas suas aulas também! E se você tiver alguma dica nova ou quiser compartilhar suas experiências, tô sempre aberto pra ouvir e aprender junto. Até mais!

to. E aí, como é que eu vejo que os meninos realmente entenderam essa parada de imagens 2D e 3D sem aplicar uma prova formal? Bom, é no dia a dia mesmo, quando a gente tá ali no meio da aula, circulando pela sala, ouvindo o burburinho das conversas entre eles. Sabe quando você anda pela sala e ouve alguém explicando pro outro? É tipo isso. Outro dia mesmo, eu tava passando pelas fileiras e vi o Joãozinho explicando pra Maria que "o mapa é só um desenho do que a gente vê lá fora, só que na folha tá tudo plano". Na hora eu pensei: "Ah, esse entendeu!". E eles vão fazendo essas conexões naturalmente quando estão discutindo entre si. Às vezes, eu só fico de canto, prestando atenção nas conversas enquanto eles tentam resolver algum desafio que eu propus.

Os erros mais comuns? Ah, tem alguns que sempre aparecem. Por exemplo, muitos alunos confundem a ideia de escala. A Ana Clara uma vez achou que as montanhas do mapa deviam ser do tamanho real, sabe? Ela dizia: "Ué, se tiver uma montanha aqui no mapa, ela tem que ser do tamanho certo". Isso acontece porque a ideia de miniaturização não é intuitiva pra todo mundo. Aí eu paro tudo e peço pra gente imaginar juntos: "Vamos pensar num brinquedo de carrinho. O carrinho não é do tamanho de um carro verdadeiro, mas ele representa um, né?". Aí a ficha cai.

Outra situação é quando eles tentam visualizar como um local representado em 3D no mundo real se traduz na folha de papel. O Felipe uma vez me perguntou: "Mas Carlos, como o rio do mapa é tão fininho se ele lá fora é enorme?". O erro tá em não ver a representação como simbólica. Então eu puxei ele pra perto de um globo terrestre que temos na sala e mostrei como na bola tudo fica pequeno, mas ainda dá pra entender o que é o quê.

Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA. Com o Matheus, eu tento mudar as atividades pra manter ele sempre engajado. Não adianta nada se for um negócio só de ficar sentado e ouvindo. Eu preciso deixar ele mexendo com coisas físicas. Tipo assim, eu trouxe umas massinhas de modelar pra ele poder criar formas enquanto discutimos os conceitos em sala. Funciona bem! Ele fica focado por mais tempo e participa das discussões com entusiasmo.

Já com a Clara, a questão é outra. Ela precisa de previsibilidade e rotina. Então sempre aviso antes o que vamos fazer e em que ordem. Por exemplo, se naquele dia vamos olhar mapas e depois construir um em 3D com papelão, eu mostro isso num cronograma visual logo no começo da aula. Outra coisa é tentar reduzir ruídos e distrações visuais durante as atividades principais. Teve uma vez que achei que usar música baixa de fundo ia ajudar todos os alunos a relaxarem mais enquanto trabalhavam nos mapas, mas percebi que não era bom pra ela. Era mais um estímulo pra processar e acabou atrapalhando. Então agora deixo mais silencioso mesmo.

E sobre materiais diferentes, pros dois casos eu uso cartões ilustrados com diversas paisagens em 2D e 3D pra eles manipularem fisicamente. O Matheus adora ficar analisando os detalhes das imagens e a Clara gosta de organizar os cartões numa sequência lógica que faz sentido pra ela.

No final das contas, o importante mesmo é ir adaptando conforme vejo a reação deles às atividades. Não tem receita pronta; é muito mais sobre observar e ajustar o que precisa ser ajustado.

Bom pessoal, vou ficando por aqui. Espero ter ajudado com essas dicas e relatos do dia a dia na sala de aula. Se vocês tiverem alguma ideia ou sugestão também, tô sempre aberto pra trocar figurinhas! Até a próxima!

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