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EF02HI07História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário.

A comunidade e seus registrosO tempo como medida
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF02HI07 é bem interessante porque mexe com algo que os meninos já começam a perceber na rotina: o tempo! Na prática, é ajudar eles a entenderem como usar o relógio e o calendário no dia a dia. E não é só ver as horas ou os dias, mas saber que esses instrumentos ajudam a gente a se organizar, a planejar e até a lembrar de datas importantes. Eles precisam, por exemplo, conseguir olhar para um calendário e identificar que dia da semana uma data vai cair ou entender o que significa dizer que são 15h30 no relógio.

Antes de chegar nessa habilidade, no 1º ano, lá eles já tinham uma noção básica do que são os dias da semana e mês, eles sabem cantar aquela musiquinha dos dias, sabe? Segunda-feira, terça-feira e por aí vai... Então, quando chegam no 2º ano, dá pra aprofundar um pouco mais. A ideia é fazer com que eles consigam usar o calendário não só pra saber quando é o aniversário deles, mas também para entender feriados, como se organiza o mês, e com o relógio, eles já devem começar a ver não só as horas cheias, mas também metade e quarto de hora.

Na minha sala eu faço três atividades que funcionam legal pra desenvolver isso. Primeiro, uma atividade que eu gosto bastante é a "Corrida do Tempo". Bom, pra essa atividade eu uso um calendário grande e aqueles relógios de plástico que você consegue girar os ponteiros. Eu divido a turma em dois grupos e coloco um calendário e um relógio em cada grupo. A atividade leva uns 30 minutos. Aí eu dou algumas datas fictícias e horários importantes (tipo assim: "Qual dia da semana vai ser 10 de março?" ou "Que horas são 3h depois das 10h?") e cada grupo tem que encontrar essas informações o mais rápido possível. Da última vez que fiz isso, a Ana e o Lucas quase brigaram porque acharam ao mesmo tempo a data no calendário. Foi divertido ver como eles ficaram ansiosos querendo acertar tudo rápido.

Outra atividade é a "Agenda do Mês". Para essa eu trago folhas de papel A4 onde desenhamos juntos uma espécie de agenda mensal bem simples. Isso leva uns 40 minutos e é mais individual. A gente escolhe um mês qualquer e planeja coisas fictícias nele: aniversários dos amigos fictícios, um passeio na escola ou uma festa surpresa. Eles adoram inventar histórias! O João sempre coloca na agenda dele uma viagem pro espaço no fim de semana. A ideia aqui é eles perceberem como planejar as semanas ajuda a organizar as atividades.

A terceira atividade envolve "O Relógio Vivo". Usamos um relógio bem grandão que fizemos juntos com papelão e papel colorido. São dois alunos por vez que se vestem como ponteiros com tiras de papel colorido e o resto da turma fica em círculo ao redor deles. Eu digo um horário ("3h15") e as crianças-pontes têm que se mover pra indicar esse horário. Leva uns 20 minutos cada vez que fazemos isso, geralmente faço essa atividade duas ou três vezes pra dar chance de todos participarem. É incrível ver como até os mais tímidos gostam de participar dessa dinâmica! Da última vez a Maria fez um escândalo porque queria ser o ponteiro das horas duas vezes seguidas.

Os meninos reagem bem a essas atividades porque elas são práticas e mexem com coisas do cotidiano deles. Todo mundo acaba se envolvendo porque sabem que o relógio não é só uma coisa da escola – tá ali todo dia na vida deles! E sobre o calendário, muitos acabam levando essa percepção para casa também. Uma vez a Luana chegou animada contando que ajudou a mãe dela a marcar um compromisso no calendário da cozinha porque agora ela entendia como funcionava!

Acho importante trazer isso pra vocês porque essas atividades simples ajudam muito na compreensão desse conceito de tempo na rotina da escola e da comunidade deles. E claro, sempre tentando trazer isso de forma divertida e prática, porque só teoria não segura atenção dessa turminha não.

Bom, é isso por hoje! Espero que essas ideias ajudem vocês aí do outro lado também! Até mais!

E aí, continuando a conversa, vou te contar como eu percebo que os meninos estão realmente aprendendo a lidar com essa questão de tempo, calendário e relógio, sem precisar de uma prova formal. Quando a gente está circulando pela sala, dá pra perceber muito pelas conversas entre eles. Um exemplo bem legal foi um dia desses que ouvi a Juliana explicando pro Pedro que a aula de educação física é sempre na terça-feira, e ele perguntou como ela sabia isso. Ela mostrou o calendário na agenda dela e disse: "Tá vendo, aqui ó, toda terça tem uma bolinha", e ele fez aquela cara de "ah, saquei". Aí você vê que ela tá começando a usar o calendário pra se organizar.

Outro momento que me faz pensar "ah, esse entendeu" é quando eles começam a usar as horas do relógio pra planejar coisas pequenas. Tipo o Gabriel, que um dia chegou pra mim e falou: "Professor, eu preciso me lembrar de sair 15 minutos antes do intervalo porque vou pegar meu irmão na outra sala". Ele já tava ali calculando o tempo e pensando no que tinha que fazer, usando o relógio como ferramenta.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, um erro clássico é confundir a contagem das horas no relógio analógico. O Vinicius sempre troca 2h com 14h. Acontece direto! E aí é normal, né? Eles ainda estão pegando o jeito. Isso rola porque eles ainda estão se acostumando com a ideia de 24 horas e não só 12. Quando eu vejo isso acontecendo, paro um pouco e faço aquela atividade de desenhar o relógio no quadro. Mostro onde fica o ponteiro grande e o ponteiro pequeno pra reforçar essas diferenças.

Outra confusão também é com os dias da semana. A Ana Clara sempre acha que todo mês começa numa segunda-feira. Ela ainda tá pegando a lógica do calendário! Então, o que eu faço é pegar um calendário real com ela e mostrar como cada mês começa num dia diferente. Pra esses casos, às vezes uso um jogo de cartas onde elas representam dias da semana e meses e a gente vai montando o calendário juntos.

Agora, vou te contar sobre como lido com a turma pensando no Matheus e na Clara. O Matheus tem TDAH e ele precisa de um pouco mais de movimentação. Pra ele, deixo sempre atividades práticas, tipo montar reloginhos de papelão ou calendários coloridos. Isso ajuda ele a fixar melhor porque ele tá ali usando as mãos enquanto aprende. E eu dou pausas estratégicas durante as atividades pra ele conseguir dar uma volta ou tomar uma água.

Com a Clara, que tem TEA, preciso manter uma rotina bem estruturada porque isso dá segurança pra ela. A gente usa muito visual schedule—um calendário visual mesmo—onde ela pode ver o que vem depois na aula. Pros exercícios de relógio, uso aplicativos no tablet com sons suaves porque ela responde bem a estímulos visuais e auditivos mais controlados.

Teve uma experiência que não deu certo com o Matheus: uma vez tentei fazer ele usar só caderno pra anotar as horas e ele ficou muito perdido. Aprendi que ele precisa mesmo é de material manipulativo. Com a Clara, teve uma atividade em grupo sem estrutura clara e ela ficou muito desconfortável, então percebi que preciso sempre antecipar as etapas da tarefa pra ela.

E é isso aí, galera! Essas são algumas formas de ver como nossos pequenos vão se desenvolvendo nessa habilidade tão importante. É bacana ver como cada um tem seu jeitinho único de aprender sobre o tempo. Espero ter ajudado vocês com essas histórias de sala de aula. Contem aí também suas experiências! Vamos trocar mais ideias. Até mais!

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