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EF02HI08História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.

As formas de registrar as experiências da comunidadeAs fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologias digitais de informação e comunicação e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Aí, pessoal, vamos falar um pouquinho de como eu trabalho a habilidade EF02HI08 da BNCC com a minha turma do 2º ano. Sabe, essa parte da história que foca em compilar histórias da família e da comunidade é super legal porque ajuda os meninos a se conectarem com o passado deles, com as pessoas ao redor e até com a própria identidade. Na prática, o que essa habilidade quer dizer é que os alunos precisam conseguir juntar histórias e informações sobre a família deles ou sobre a comunidade onde vivem, usando diferentes tipos de registros. E aí entram as fotos antigas, aqueles relatos que a vó conta, objetos que têm história, músicas que falam de coisas do passado – tudo isso é fonte de informação. Olha, o aluno no 2º ano já vem um pouco dessa pegada porque no 1º ano eles já começam a falar das famílias, dos amigos e da escola. Então, quando chegam no 2º ano, já dá pra aprofundar mais nesse lance de registrar e entender as experiências das pessoas que estão ao redor deles.

Bom, vou contar algumas atividades que faço pra trabalhar isso com a turma. Uma delas é o “Museu da Família”. Primeiro peço pros meninos trazerem de casa um objeto que tenha uma história ou significado especial pra família deles. Pode ser uma foto antiga, um brinquedo do pai quando era criança, uma carta… Qualquer coisa que tenha uma memória. Trago também algumas coisas minhas pra eles verem e entenderem melhor o que eu tô pedindo. A turma fica super empolgada! Eu organizo a sala como se fosse uma exposição: cada aluno coloca seu objeto em cima da mesa e escreve um pequeno texto explicando o que é e qual a história por trás dele. Isso vira nosso “museu” por um dia. Dura mais ou menos uma aula inteira. Na última vez que fizemos, a Ana trouxe um vestido de batizado da bisavó dela. Uma peça linda, cheia de rendas. Ela contou toda orgulhosa que a mãe dela também tinha usado esse vestido quando era bebê. Foi emocionante ver como os outros alunos ficaram curiosos em saber mais sobre aquilo!

Outra atividade bacana é o “Álbum da Comunidade”. A gente sai pela escola ou pelo bairro tirando fotos de lugares importantes: a pracinha onde os meninos jogam bola, o mercadinho do Seu Antonio onde todo mundo conhece todo mundo, a igreja onde acontecem as festinhas juninas… Depois, na sala de aula, imprimo essas fotos e cada aluno escolhe uma pra fazer uma pequena pesquisa: “Quem construiu esse lugar?”, “Quem trabalha aqui?”, “Por que ele é importante?”. Eles escrevem um parágrafo ou dois e montamos um álbum gigante pra sala toda ver. Isso geralmente leva umas duas semanas porque primeiro saímos pra tirar as fotos e depois tem todo o processo de pesquisa e montagem do álbum. Os meninos adoram sair da sala pra uma atividade assim, ficam todos animados. Uma vez o João tirou uma foto de uma árvore enorme que tem na praça e descobriu que ela foi plantada pelo avô dele junto com outros moradores há mais de 50 anos! A turma toda ficou impressionada.

E uma das atividades mais legais é o “Dia da História Oral”. Convido alguém da comunidade, pode ser um avô ou avó de algum aluno ou até mesmo um vizinho conhecido por todos, para vir contar histórias antigas sobre o bairro ou sobre como era viver ali há muitos anos atrás. Na última vez veio a Dona Maria, avó do Pedro. Ela tem 82 anos e veio contar como era a festa de São João antigamente na comunidade. Trouxe fotos antigas e mostrou pra gente também. Os meninos sentaram em roda e ficaram ouvindo ela falar com os olhos arregalados! Depois disso, pedi pra cada um escrever uma pequena redação sobre o que mais gostou ou sobre algo novo que aprenderam com aquelas histórias. Olha, é uma experiência muito rica porque eles têm contato direto com essas histórias vivas e percebem o valor desses relatos orais.

O bacana dessas atividades é ver como os alunos começam a perceber a riqueza das suas próprias histórias familiares e comunitárias, algo que às vezes passa batido no dia a dia. E acho que isso ajuda muito eles a valorizarem mais as pessoas ao redor e aquilo tudo que faz parte da construção do nosso presente. No fundo, são essas experiências compartilhadas que acabam formando quem somos como indivíduos dentro de uma comunidade.

Então é isso pessoal! Espero ter dado umas boas ideias aí pra quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade na sala de aula. E se alguém tiver outras sugestões ou quiser saber mais detalhes, é só falar aqui no fórum mesmo! Abraço!

Olha, pessoal, uma coisa interessante é que a gente não precisa de prova formal pra perceber se a galera tá pegando a ideia da habilidade EF02HI08. No dia a dia, tem várias maneiras de notar isso. Um jeito é quando eu tô circulando pela sala e ouço eles conversando. Às vezes, vejo um aluno explicando pro outro uma história que ouviu do avô, contextualizando com algo que a gente falou em aula. Outro dia, por exemplo, o João tava contando pra Mariana sobre uma tradição que a família dele mantém há anos e tava ligando isso com as tradições que falamos da comunidade local. Aí eu percebo, "ah, esse entendeu".

Também presto atenção na hora dos trabalhos em grupo. Quando eles começam a fazer perguntas mais profundas ou trazer histórias mais elaboradas nas apresentações, isso é um sinal claro de que absorveram alguma coisa. Teve uma vez que a Sofia levantou a mão pra contar um detalhe específico de uma foto antiga que tava analisando e fez uma relação com um costume atual da família dela. Pra mim, quando vejo esse tipo de iniciativa, sei que tô no caminho certo com eles.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, não é incomum ver os meninos trocando as bolas na hora de associar datas ou fatos históricos com as histórias que eles coletaram. Uma vez, o Pedro chegou todo animado dizendo que o bisavô dele tinha lutado na "guerra dos franceses" quando ele queria dizer algo relacionado à febre amarela! Isso acontece bastante porque eles ainda tão aprendendo a diferenciar essas questões históricas. Gente, com criança do 2º ano tudo é possível! Pra corrigir esses erros, eu tento intervir na hora e orientar sem dar bronca. Faço perguntas que levam eles a pensar melhor sobre o que tão dizendo, tipo "quem te contou isso?" ou "será que não era outra coisa?". Assim eles mesmos vão descobrindo onde escorregaram.

Ah, e tem o Matheus. Ele tem TDAH e precisa de um pouco mais de atenção em sala. O segredo pra ele é permitir que faça as atividades em partes menores e dar pausas frequentes. Percebi que ele funciona melhor assim e até se diverte mais quando não tem que ficar muito tempo sentado. Outro dia fizemos uma atividade com cartazes e dividi as tarefas em etapas simples pra ele poder ir marcando o progresso. Isso ajudou bastante!

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um ambiente mais calmo e previsível pra se sentir à vontade pra participar. O que faço é usar material visual extra pra ajudar ela a entender as histórias — imagens grandes e coloridas funcionam bem. Ela curte muito quando pode ver e tocar o material antes de começar a tarefa escrita. Outra coisa que descobri é que ela responde bem quando tenho uma rotina bem estabelecida; saber o que vem a seguir ajuda muito ela.

Já testei um monte de coisa com os dois, algumas não deram certo, mas essas adaptações foram as que funcionaram melhor até agora. Cada aluno é único e requer estratégias personalizadas.

Bom, galera, é isso! Sempre bom compartilhar essas trocas aqui no fórum porque cada turma tem suas particularidades e é sempre legal ouvir como vocês fazem também. Vou ficando por aqui agora, mas bora continuar essa conversa nos comentários! Até mais!

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