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EF05HI07História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória.

Registros da história: linguagens e culturasAs tradições orais e a valorização da memória O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05HI07 da BNCC é um negócio interessante de trabalhar. Na prática, o que ela quer é que os meninos consigam entender como certas histórias e memórias se tornam mais importantes do que outras na sociedade. Tipo, por que a gente tem uma estátua de tal pessoa na praça e não de outra? E quem decide isso? E quem tá de fora dessa história toda? É como se os alunos tivessem que ser pequenos detetives da memória, investigando o que é lembrado e o que é esquecido, e por quê.

Pra galera do 5º ano, a gente já vem trabalhando com eles sobre fontes históricas, tradição oral e escrita. Eles já entendem que a história não vem só dos livros, mas também das pessoas mais velhas contando como eram as coisas no tempo delas. Agora, a gente avança um pouco mais pra discutir quem escreve essa história e quem fica de fora. É tipo abrir os olhos deles pra perceber que a história é meio seletiva, sabe? Então, eles têm que conseguir identificar esses processos e pensar sobre a presença ou ausência de diferentes grupos nesses marcos de memória.

Uma atividade que eu faço é levar a turma pra um passeio pelo bairro em volta da escola. Parece simples, mas rende bastante. Antes de sair, a gente faz uma discussão na sala sobre monumentos e marcos históricos. Eu peço que eles pensem na volta pra casa deles, se lembram de alguma placa, estátua ou nome de rua que acham interessante. Aí, a gente sai em grupo mesmo, umas 3 ou 4 crianças por responsável (geralmente um estagiário ou monitor). Isso leva umas duas horas no total.

Durante o passeio, os meninos ficam animados porque saem da rotina da sala de aula. Na última vez que fizemos isso, o Lucas encontrou uma placa numa esquina com o nome de uma pessoa que ele nunca tinha ouvido falar. Ele perguntou: "Professor, quem é essa pessoa aqui?" Aí já vira um gancho pra depois pesquisar e trazer pra discussão em sala. Eu lembro até hoje da Juliana comentando: "Nossa, será que essa pessoa foi importante mesmo? Nunca ouvi falar...". É aí que começa a reflexão sobre quem tá na história e quem não tá.

Outra atividade bacana é fazer uma roda de conversa com pessoas mais velhas da comunidade. A gente convida avós, pais ou até alguém sugerido por eles mesmos pra contar histórias do passado. E não precisa ser nada muito elaborado – uma cadeira no centro, a turma ao redor e pronto. Isso costuma durar uns 40 minutos a uma hora.

A galera adora ouvir essas histórias e sempre rola alguma surpresa. Teve uma vez que o avô do Matheus veio contar como era tudo mato aqui onde hoje é o bairro deles. Quando ele falou isso, a Mariana arregalou os olhos: "Sério mesmo? Tipo assim... tudo tudo mato?" Esses encontros são ótimos porque mostram pros alunos que o passado não é só aquilo que tá nos livros – o avô do Matheus virou uma fonte primária ali!

Bom, e tem também a produção dos próprios marcos de memória pelos alunos. Depois de todas essas discussões e atividades externas, eu peço pra eles criarem algo que simbolize um marco da própria vida ou da vida da comunidade deles. Pode ser uma maquete simples feita com papelão ou até um texto descritivo com desenho. Cada aluno ou dupla apresenta sua criação pra turma.

Na última vez fizemos isso com papel machê e rolos de papel higiênico pra estruturar algumas miniaturas, tipo mini estátuas ou placas. O João e o Pedro fizeram um monumento representando o time de futebol do bairro deles porque achavam injusto não ter nada sobre isso por perto. Foi interessante ver como eles refletiram sobre o valor daquele time pra comunidade deles.

Essas atividades servem pra mostrar pros alunos que eles também podem criar e questionar marcos de memória. Tipo assim, entender que todo mundo tem uma história importante pra contar e merece ser lembrado. E isso vai além do que tá no livro didático – é vivência mesmo! A novidade sempre prende a atenção dos meninos e meninas, e no final das contas eles acabam aprendendo mais do que só teoria.

Enfim, essas são algumas ideias de como eu trabalho essa habilidade na prática com minha turma do 5º ano. É uma forma de fazer eles pensarem criticamente sobre as histórias ao redor deles e entenderem seu papel nisso tudo. Espero ter ajudado algum colega aí com essas dicas! Até mais!

E aí, continuando o papo. Tipo assim, às vezes o mais difícil é perceber se o aluno entendeu mesmo o que a gente tá tentando passar, né? Sem aquela prova formal e tal. Eu gosto de dar umas voltas pela sala enquanto eles estão fazendo alguma atividade em grupo ou discutindo alguma coisa. Aí você pega aqueles momentos preciosos em que as coisas clicam pra eles.

Teve uma vez, por exemplo, que estava rolando uma atividade sobre monumentos históricos. O Pedro e a Júlia estavam discutindo sobre uma estátua na cidade deles e a importância dela. Aí o Pedro vira pra Júlia e diz: "Mas por que será que não fizeram uma estátua do outro cara que ajudou também?" Naquele momento eu soube que ele pegou a ideia central. Não era só sobre quem está lá, mas também sobre quem não está e por quê. Essa percepção que eles demonstram nas conversas entre si é um baita indicativo de aprendizado.

Outra coisa que eu faço é ouvir quando um aluno tenta explicar pro outro o que entendeu. Se a explicação faz sentido e o outro aluno entende, é porque o primeiro tá no caminho certo. É bacana ver quando a Luísa, por exemplo, explica pro Miguel com toda confiança do mundo. Tipo: "Miguel, não é só porque o cara é famoso que ele ganha uma estátua, tem todo um contexto!"

Agora, sobre os erros mais comuns nessa habilidade... Ah, tem uns clássicos! O João, por exemplo, sempre achava que monumento era só coisa de gente famosa tipo rei ou presidente. Ele ficava encasquetado quando eu mostrava monumentos de pessoas do povo, tipo um artista local ou um herói comunitário. Acho que esse erro vem de como geralmente só vemos as figuras mais conhecidas nos livros de história, né? Quando pego esse erro na hora, eu gosto de puxar exemplos locais ou de outras culturas pra quebrar essa ideia.

A Ana tinha dificuldade pra entender que nem todo mundo acha a mesma coisa sobre um evento histórico ou um personagem. Ela achava que a história era uma coisa só e ponto final. Aí eu aproveitava essas situações pra introduzir várias perspectivas sobre o mesmo fato histórico. Mostrava notícias ou relatos diferentes sobre um mesmo evento e deixava eles conversarem e debaterem sobre qual visão fazia mais sentido pra eles.

E agora falando do Matheus e da Clara... Com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso criar atividades mais dinâmicas. Ele perde o foco rápido se fica muita teoria ou leitura só. Então eu incluo jogos de tabuleiro históricos ou quizzes interativos no meio das aulas. Uma vez fizemos um "caça ao tesouro" com pistas históricas pela escola e ele adorou! O negócio é manter ele envolvido de forma prática.

A Clara, com TEA, responde muito bem a rotinas claras e previsíveis. Sempre aviso antes qualquer mudança na aula e dou tempo extra quando necessário. Visual aids funcionam super bem com ela. Uso mapas ilustrados e cartazes coloridos com ela em mente, porque esses materiais ajudam a organizar melhor as informações na cabeça dela. Uma vez tentamos uma atividade em duplas sem aviso prévio e não rolou legal. Aprendi rápido a importância da previsibilidade pra ela.

Ah, e tem outra coisa legal que funciona tanto pro Matheus quanto pra Clara: usar tecnologia! Tablets com aplicativos educativos são uma mão na roda pra eles. Eles se sentem mais no controle das suas próprias aprendizagens assim.

Bom, acho que por hoje é isso! Espero que essas histórias ajudem outros professores aí na lida diária com os meninos em sala de aula. E se alguém tiver outras dicas ou quiser saber mais detalhe de alguma estratégia específica é só falar! Vamos nos ajudando por aqui, né? Valeu demais pessoal!

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