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EF07LI10Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Escolher, em ambientes virtuais, textos em língua inglesa, de fontes confiáveis, para estudos/pesquisas escolares.

Práticas de leitura e pesquisaLeitura de textos digitais para estudo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC que a gente trabalha no 7º ano, a tal da EF07LI10, eu entendo como uma habilidade de sobrevivência digital, sabe? É sobre ajudar os meninos a se virarem naquele mundaréu de informações que tá na internet e saberem escolher o que realmente presta pra fazer um trabalho ou pesquisa. Na prática, isso significa ensinar eles a não pegarem qualquer coisa que aparece primeiro no Google. Tem que saber escolher texto bom, confiável, e ainda por cima em inglês. E, cá entre nós, tem muito fake news por aí, né? Então, é um baita de um desafio!

Pra quem chegou agora e não tá familiarizado com a BNCC, é assim: a ideia é que o aluno consiga acessar textos em inglês na internet, mas que sejam de fontes confiáveis. Então, ele tem que conseguir identificar um site confiável, entender pelo menos a ideia principal do texto em inglês e ver se aquele texto responde à pergunta ou ao tema da pesquisa dele. Isso se conecta com o que os meninos já trouxeram do 6º ano, que é basicamente conseguir abrir um site e identificar palavras-chave em inglês. Agora é dar um passo além.

Vou contar como eu faço isso na prática com a galera. Começando pela primeira atividade: eu chamo de "Caça ao Tesouro Digital". Eu divido os meninos em grupos de quatro ou cinco. Passo uma lista de tópicos relacionados ao que estamos estudando no momento — por exemplo, animais em extinção ou mudanças climáticas — e cada grupo tem que achar um artigo em inglês sobre aquele tema. Dou uns 30 minutos pra eles fazerem isso. O material que uso é simples: computadores ou celulares com acesso à internet. Peço pra eles verificarem se o site tem boa reputação (tipo sites de universidades ou ONGs reconhecidas). Eles normalmente ficam animados porque parece uma competição pra ver quem acha primeiro (mas não é!). A última vez que fiz isso foi hilário! O João achou um site sobre animais em extinção cheio de palavras difíceis e ficou tentando traduzir tudo no Google Tradutor. Aí todos começaram a rir porque o site era tão complicado que nem o tradutor ajudava direito. Foi uma boa lição sobre escolher textos mais fáceis também.

A segunda atividade eu chamo de "Jornalista Investigativo". Ali eu uso mais tempo, cerca de uma aula inteira de 50 minutos. Faço eles escolherem um tema de interesse pessoal (dentro de algumas sugestões) e pesquisar dois textos em inglês sobre aquilo. Eles precisam ler e fazer um resumo em português do que entenderam. Pra isso, pego emprestado uns tablets da escola quando dá, mas se não tiver jeito, vai no celular mesmo. Os alunos geralmente ficam fascinados por poderem escolher o tema livremente, isso dá uma liberdade pra eles explorarem os próprios interesses. Teve uma situação engraçada com a Mariana que escolheu pesquisar sobre moda sustentável. Ela achou um blog super legal, mas todo cheio de gírias e expressões idiomáticas. Daí ela veio me perguntar o que significava “greenwashing”. Foi ótimo porque abriu espaço pra explicar esse conceito importante.

Uma terceira atividade é "Debate Virtual". Essa leva duas aulas: na primeira eles pesquisam e na segunda fazem o debate. Aqui eu coloco eles em duplas e dou temas pra pesquisarem – tipo "Prós e Contras do Uso de Tecnologia na Escola". Cada aluno pesquisa um lado da questão usando textos em inglês e depois eles debatem entre si – mas em português mesmo. O material usado é só internet de novo. Tem vezes que eles pesquisam vídeos curtos para complementar as informações, mas o foco são os textos mesmo. As reações variam: alguns adoram argumentar e outros ficam mais tímidos, mas no geral eles se envolvem bastante porque gostam do formato debate. A última vez deu até uma pequena discussão quando o Lucas trouxe dados de um site sensacionalista sem perceber e a Ana Paula refutou apontando fontes científicas! Isso deu uma boa deixa pra gente discutir ainda mais sobre a importância das fontes confiáveis.

Então é isso! Acho que essas atividades ajudam bastante os meninos a pegar o jeito de selecionar textos bons na internet e ainda treinam outras habilidades junto. No começo pode ser confuso pra alguns deles, mas no final das contas ver eles conseguindo pesquisar por conta própria vale cada esforço! E vocês? Como têm trabalhado essa habilidade em sala? Me contem!

Bom, pra saber se os meninos realmente tão pegando essa habilidade que a EF07LI10 pede, eu vou mais pelo dia a dia mesmo. Não sou muito fã de ficar só naquela coisa de prova formal, sabe? O barato é ver como eles lidam com as situações na sala. Tipo assim, quando tô circulando ali entre as mesas e vejo o João ajudando a Maria a encontrar um site bom pra um trabalho, e ele tá lá falando todo metido "Olha, esse site aqui não é legal porque não tem autor confiável", aí eu penso "Ahá, esse menino entendeu o recado". Ou quando tô só de olho nas conversas e pega um falando "ô, esse artigo é fake news" sem nem eu precisar cutucar. Sinal de que o trabalho tá rendendo.

E vou te contar, tem umas situações que são muito boas pra perceber quem pegou o jeito. Tipo quando a Ana tava explicando pro Lucas o que era um "source" confiável, sabe? Ela mandou um "Olha, Lucas, não é só pegar qualquer coisa do Wikipedia e achar que tá tudo certo. Tem que olhar se o texto tem fontes no pé da página". Achei genial. E tem hora que eles fazem uns comentários que mostram que tão mesmo filtrando as informações. Uma vez, o Pedro levantou a mão e perguntou se dava pra confiar num artigo que tinha muitos anúncios no meio do texto. Aí você vê que eles tão começando a ligar os pontos.

Agora, erros comuns... vixe, tem uns que são clássicos. A Sara, por exemplo, sempre ficava ansiosa pra começar as pesquisas e acabava pegando qualquer site estranho sem checar a data da última atualização do texto. Isso acontece porque eles ainda tão acostumados com a rapidez da internet e acham que tudo que tá lá é novo ou fresquinho. Falei pra ela: "Sara, dá uma olhada na data disso aí primeiro, menina! Às vezes tá desatualizado ou até tiraram do ar!". E o Marcos tinha mania de acreditar em qualquer blog só porque tava bem formatadinho. Tive que mostrar pra ele que a aparência não é garantia de qualidade.

Quando vejo esses erros na hora, eu procuro corrigir com exemplos práticos. Tento mostrar na prática como fazer melhor da próxima vez. Não adianta só falar "isso tá errado", eu mostro o caminho das pedras mesmo.

E aí vem a questão do Matheus com TDAH e da Clara com TEA. Esses dois me desafiam de um jeito positivo. Pro Matheus, eu já percebi que funciona melhor atividades mais dinâmicas e quebradas em partes menores. Ele não para quieto por muito tempo, então eu divido as tarefas em pedaços. Por exemplo, numa atividade de pesquisa online, ao invés de pedir tudo de uma vez, peço primeiro pra ele listar palavras-chave, depois sites possíveis, e por último filtrar o melhor conteúdo. Isso ajuda ele a manter o foco sem se perder.

Com a Clara é outra abordagem. Ela gosta de rotina e previsibilidade. Então eu sempre tenho um roteiro bem claro das atividades pra ela seguir. E aí uso materiais visuais, tipo cartões com cores diferentes pra cada etapa da pesquisa. Isso ajuda ela a entender onde começa e termina cada parte do trabalho.

Já teve coisa que tentei e não deu certo também. Uma vez tentei usar um software novo pra organização de ideias com o Matheus e foi uma bagunça... ele achou complicado demais e acabou se frustrando. Melhor ficar no básico mesmo com ele por enquanto.

E com a Clara eu tentei uma vez fazer ela participar de um jogo em grupo pra trabalhar com pesquisa colaborativa... mas ela ficou desconfortável com tanta gente ao redor e preferiu voltar pro método individual dela.

Enfim, todo dia é uma nova tentativa. A gente precisa ir ajustando conforme percebe a resposta deles. E é isso: cada aluno tem seu jeito de aprender e cabe a nós encontrar esse caminho junto deles.

Bom, acho que por hoje falei demais! Espero ter dado uma ideia boa do que rola na sala aqui comigo. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências também sobre isso, manda aí! Tô sempre aberto pra novas ideias! Até a próxima!

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