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EF07LI11Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Participar de troca de opiniões e informações sobre textos, lidos na sala de aula ou em outros ambientes.

Atitudes e disposições favoráveis do leitorPartilha de leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF07LI11 na prática, o que eu entendo é que os meninos precisam aprender a não só ler um texto, mas também discutir sobre ele com os colegas. Então, não é só sobre entender o que tá escrito, mas sim saber trocar ideia sobre isso, ouvir a opinião do outro e defender a própria visão. Eles já vêm do 6º ano com alguma noção disso, porque a gente já trabalha bastante essa questão da compreensão e interpretação de texto. No 7º, a ideia é aprofundar mesmo essa questão da troca, da conversa, sabe?

Por exemplo, se estamos lendo um texto sobre o meio ambiente em inglês, eu quero que eles consigam não só me dizer do que se trata, mas também que consigam conversar entre si sobre o que acharam interessante, o que concordam ou discordam. É importante ver eles se expressando em inglês, dentro do possível, claro. Aí já vai além de só entender as palavras, é saber como usar elas pra comunicar o que pensam.

Agora vou te contar algumas atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso aí. Uma das minhas favoritas é o "Círculo de Leitura". Funciona assim: escolho um texto curto pra galera ler — pode ser algo de um livro paradidático ou até um artigo simples da internet, desde que seja adequado pro nível deles. A gente lê juntos em sala, o que leva uns 15 minutos. Depois disso, formo pequenos grupos de 4 ou 5 alunos e dou uns 20 minutos pra eles discutirem entre si. Eles têm perguntinhas guia pra ajudar, tipo "Qual foi a parte mais interessante do texto?", "Você concorda com as ideias do autor?", "Você já teve uma experiência parecida?". Olha, teve uma vez que fiz isso com um texto sobre mudanças climáticas e o João e a Maria entraram numa discussão acalorada sobre reciclagem — foi ótimo ver os dois tentando se expressar em inglês, mesmo cometendo uns errinhos.

Outra atividade que gosto é o "Debate Dirigido". Pra essa, uso vídeos curtos em inglês com legendas. Divido a sala em dois grupos e cada grupo assiste o vídeo separado — pode ser um TED Talk ou algo educativo do YouTube. Aí cada grupo tem uns 15 minutos pra discutir entre si sobre o vídeo. Depois reunimos todo mundo e faço perguntas polêmicas sobre o tema do vídeo pra cada grupo defender um ponto de vista. Tipo assim: se o vídeo foi sobre saúde alimentar, uma pergunta pode ser "A escola deve servir apenas alimentos saudáveis?". Um grupo defende o sim e outro o não. Da última vez que fizemos isso, o Pedro me surpreendeu quando mandou uma opinião super bem embasada sobre alimentação vegetariana.

E uma das atividades mais interativas é a "Entrevista Imaginária". Eu passo um texto onde personagens fictícios têm opiniões diferentes sobre algum tema — pode ser tecnologia ou esportes. Os alunos leem individualmente primeiro, dá uns 10 minutos. Depois eles se dividem em duplas e cada um assume o papel de um dos personagens do texto. Eles têm uns 25 minutos pra se prepararem e depois apresentam pras outras duplas como uma entrevista fictícia em inglês. É engraçado ver como eles incorporam os personagens! Da última vez, com um texto sobre redes sociais, a Ana e o Lucas deram um show — a Ana como uma influenciadora digital e o Lucas como um crítico das redes. Eles acabaram fazendo todo mundo rir quando começaram a debater sobre selfies.

A reação dos meninos varia bastante nessas atividades. Alguns ficam meio tímidos no começo, mas quando percebem que podem se expressar sem medo de errar, acabam se soltando mais. E isso é muito gratificante de ver como professor.

Enfim, acho que essas trocas são essenciais não só pro aprendizado da língua inglesa, mas também porque ajudam eles a desenvolverem várias outras habilidades sociais importantes pro futuro deles. A comunicação é tudo hoje em dia! Fico por aqui então. Se alguém tiver alguma dica ou ideia diferente pra essas atividades, tô sempre aberto a aprender também!

E aí, galera! Continuando aqui com a história da habilidade EF07LI11, uma das coisas mais legais de perceber é quando o aluno realmente absorveu o conteúdo sem precisar daquela prova formal, sabe? Acontece muito durante as atividades em grupo ou enquanto estou circulando pela sala. Aí, tô lá passando entre os meninos e ouço um deles explicando o texto pro colega com uma clareza que na hora dá aquele estalo: "Ah, esse entendeu". Tem um aluno que vou chamar de Pedro, por exemplo. Ele tava discutindo com a Camila sobre um texto que lemos sobre a reciclagem. A Camila tava meio perdida na ideia do parágrafo que falava das consequências de não reciclar. E o Pedro, com toda paciência do mundo, explicou pra ela como aquilo afetava diretamente o aquecimento global. Olha, foi bonito de ver. O jeito dele colocar as palavras mostrava que ele não só entendeu o que leu, mas realmente refletiu sobre o assunto.

Às vezes é nos detalhes das conversas entre eles que a gente vê essa compreensão acontecendo. Tipo a Laura e o Lucas debatendo sobre as opiniões diferentes dos autores no texto. Quando você vê os olhinhos brilhando e eles tão ali firmes defendendo suas ideias, fazendo perguntas pertinentes, é porque entenderam mesmo. Não precisa nem de prova pra confirmar.

Agora falando dos erros mais comuns, é interessante porque alguns se repetem bastante. Um erro frequente é a confusão que eles fazem entre opinião pessoal e fato. Teve uma vez que o Júnior leu um texto sobre dieta vegetariana e na hora de discutir ele falou "é fato que todo mundo devia ser vegetariano". E aí eu precisei intervir pra explicar a diferença entre fato e opinião, ajudando ele a perceber que essa era a visão do autor e não um dado universalmente aceito. Isso acontece porque muitos textos opinativos são persuasivos e os meninos acabam achando que tudo ali é verdade absoluta.

Outro erro comum é pular detalhes importantes do texto porque acham que já entenderam tudo só de ler o começo e o fim. A Ana tem essa mania; ela lê rápido demais e acha que pegou tudo. Uma vez ela tava discutindo um texto sobre energias renováveis e pulou completamente a parte que falava das desvantagens dessas fontes de energia. Eu costumo fazer ela voltar e reler junto com um colega ou comigo. Não adianta só falar "você pulou isso", tem que mostrar o valor daquilo pro entendimento completo.

Agora, falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, com TEA... Olha, esses dois são uns desafios maravilhosos. O Matheus tem dias que tá ligado no 220 e outros que parece mais tranquilo. Pra ele eu sempre ajusto as atividades pra serem mais curtas ou divididas em partes menores. Faço uso de cartões coloridos com palavras-chave do texto pra ele se guiar ao longo da leitura. Outra coisa que funciona legal é dar tarefas em pares para ele poder ir espaçando a atenção dele.

A Clara tem um jeito muito único de aprender. Ela gosta de previsibilidade nas atividades e se beneficia quando eu uso materiais visuais mais estruturados, tipo diagramas ou resumos gráficos do texto. Sempre dou o roteiro da aula antes pra ela saber exatamente o que esperar e isso diminui a ansiedade dela. Uma coisa que não funcionou no início foi deixar claro demais quem ia falar quando na discussão; ela ficava desconfortável se perdia a vez ou alguém falava fora da ordem esperada.

Ah, pra ambos o uso de fones com música instrumental ajuda a focar mais nas leituras individuais. É incrível como pequenos ajustes no ambiente fazem uma diferença gigante no aprendizado deles.

Então é isso, pessoal! Espero ter contribuído com essas histórias e dicas de sala de aula. A gente vai aprendendo junto com eles todo dia. Até a próxima vez! Abraços!

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