Olha, essa habilidade EF07LI12 da BNCC é coisa séria, mas também é muito interessante de trabalhar com os meninos do 7º ano. Na prática, o que a gente precisa fazer é ajudar os alunos a planejar a escrita pensando no contexto onde aquele texto será usado. É sobre eles compreenderem quem vai ler o texto, qual é o objetivo, como o texto deve ser estruturado e até em que tipo de suporte ele vai aparecer. Parece complicado, mas quando a gente descomplica e traz pra um exemplo prático, fica mais fácil.
Tipo assim, pensa que o aluno tem que escrever uma carta. Ele precisa saber pra quem tá escrevendo essa carta e por quê. Não é a mesma coisa escrever pro amigo convidando pra jogar bola e escrever pra diretora pedindo alguma coisa. Cada um tem um jeito, um tom e até um formato diferente. Os meninos já chegam no 7º ano com uma noção básica disso, porque no 6º ano a gente já trabalha um pouco com propósito e público-alvo em textos simples. Então eles têm uma base que a gente só aprofunda, entende?
Agora vou contar umas atividades que faço na minha sala pra desenvolver essa habilidade. Uma delas é o "E-mail para o futuro". Eu peço pros alunos escreverem um e-mail pra eles mesmos daqui a 10 anos. Tá aí uma atividade que gera interesse logo de cara! Uso papel e caneta mesmo, depois a gente digita na sala de informática. Primeiro a galera faz um esboço pensando em como seria ler isso lá na frente. O público é eles mesmos mais velhos, então já começam a pensar diferente sobre o texto. Eles têm uns 30 minutos pra escrever e depois mais uns 30 minutos na digitação, revisão e troca de ideias na sala. É engraçado que sempre tem aluno que escreve coisas tipo "espero que você tenha casado com a Ana" ou "não esquece do sonho de ser astronauta", como o João fez da última vez que fizemos isso. A galera se diverte demais e ainda aprende.
Outra atividade que sempre dá certo é o "Cartão-postal". Trago uns cartões postais antigos (aqueles achados em sebos) e tiro cópias pra galera usar como base. A ideia é escreverem um cartão postal imaginário de uma cidade que gostariam de visitar ou já visitaram, se colocando no papel de turista. Peço pra pensarem no amigo ou parente que receberia esse cartão postal — assim esse público molda tudo, desde o vocabulário até a forma como descrevem os lugares. Essa atividade leva uns 40 minutos no total e faço em grupos pequenos pra eles discutirem entre si sobre as escolhas que estão fazendo no texto. Na última vez que fizemos isso, a Mariana escreveu um cartão hilariante sobre uma viagem fictícia pro Egito, cheia de brincadeiras sobre múmias e camelos. O pessoal adorou.
A terceira atividade que funciona bem é o "Guia do Iniciante". Aqui os meninos precisam criar um pequeno guia sobre qualquer coisa que eles sejam bons — pode ser futebol, videogame ou até como fazer slime (que tá sempre na moda). A ideia é pensar num público iniciante naquele tópico específico. Dou liberdade, mas oriento que sigam sempre uma estrutura: introdução, passos básicos e dicas finais. Essa atividade exige mais planejamento prévio porque eles têm que pensar muito na sequência lógica do texto e na clareza das instruções — leva umas duas aulas completas de 50 minutos cada. O material? Papel sulfite mesmo e umas canetinhas coloridas pro toque final. O Gabriel fez um guia super detalhado sobre como começar a jogar xadrez online da última vez; ficou tão bom que até eu aprendi umas dicas novas!
No geral, essas atividades não só ajudam a galera a entender sobre o planejamento pré-escrita como também tornam todo esse processo mais palpável e divertido. A ideia principal é sempre conectar o aprendizado ao mundo real deles, fazer com que enxerguem utilidade prática no que tão fazendo ali na aula de inglês. E olha, te digo que quando eles se veem autônomos nesse processo criativo e percebem que conseguem moldar suas ideias pro público certo, é gratificante demais!
É isso aí, espero ter ajudado algum colega buscando ideias ou inspiração! Se tiverem outras práticas legais ou quiserem trocar ideia sobre como melhorar essas atividades, tamo junto! Abraço!
Bom, continuando o que eu tava contando, como é que a gente percebe que os alunos aprenderam sem ficar fazendo prova toda hora? Olha, tem uns sinais que são bem claros. Quando tô circulando pela sala, fico de olho neles e nos papos que rolam. Menino quando entende o negócio, você vê ele usando o que aprendeu nas conversas, mesmo sem perceber. Tipo, outro dia eu vi a Mariana explicando pra amiga como a carta que ela tava escrevendo pro avô tinha que ser mais carinhosa e formal ao mesmo tempo. Ela falou algo do tipo: “A gente tem que colocar as coisas de um jeito mais bonitinho porque ele é nosso avô e não nosso amigo da escola”. Aí eu pensei: “Ah, essa entendeu!”
Outra coisa é quando eles ajudam uns aos outros. Esse é o melhor termômetro. O Paulo, por exemplo, tava com dificuldade pra entender qual era a diferença de um e-mail formal e informal em inglês. Aí o Lucas foi lá e explicou dizendo: “Cara, pensa como se você estivesse falando com a diretora, não com seu primo”. Simples assim! E deu super certo.
Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, isso sempre rola. O João sempre confunde o início das cartas. Ele começa uma carta formal com “Hi” em vez de “Dear”. E a Sofia, quando vai fazer um texto informativo ou explicativo, acaba usando umas gírias e expressões muito informais que não cabem ali. Isso acontece porque eles trazem muito do hábito do português pro inglês também. O ambiente de uso da língua às vezes escapa deles.
Quando pego esses erros na hora, trato logo de intervir. Dou um toque tipo: “João, se você tá escrevendo pro diretor, tenta começar com ‘Dear’ em vez de ‘Hi’, parece mais respeitoso”. E com a Sofia: “Sofia, se for um texto pra escola ou pra um adulto, tenta evitar essas gírias e vê se acha uma palavra mais correta aqui”. Tento sempre corrigir na hora e explicar o porquê pra eles internalizarem.
Agora falando do Matheus e da Clara, que precisam de uma atenção diferenciada... O Matheus tem TDAH e precisa de atividades bem dinâmicas e curtas pra manter o foco. Uso muito material visual com ele e faço quebra-cabeças ou jogos de palavras rápidas. Deixar ele se movimentar um pouco na sala também ajuda a gastar energia. Já teve dia que pedi pra ele entregar um bilhete lá na secretaria só pra dar uma pausa no que ele tava fazendo e fazer ele voltar mais concentrado.
Com a Clara é diferente. Ela tem TEA e prefere rotinas mais previsíveis. Então eu sempre preparo o material dela um dia antes e explico direitinho o que vamos fazer no dia seguinte. Faço isso pra dar segurança. Também uso imagens e vídeos que ela adora! E quando a atividade é em grupo, já deixo combinado com ela quem vai trabalhar junto. Uma coisa que não funcionou foi mudar muito as coisas em cima da hora; isso só deixa ela mais ansiosa.
E olha, gente, no fim das contas, é tudo sobre como a gente se adapta ao jeito de cada um aprender. Essa habilidade EF07LI12 ajuda muito nisso porque envolve pensar no contexto e fazer esses ajustes, mas também é um baita desafio pra nós.
Bom galera, por hoje é isso! Espero ter dado algumas ideias legais aí pra vocês também lidarem com essas situações em sala de aula. Compartilhem aí as experiências de vocês também, vamos trocar figurinhas! Até a próxima!