Olha, essa habilidade EF07LI18 da BNCC é uma daquelas que, quando a gente entende na prática, faz todo o sentido no aprendizado dos meninos. Basicamente, a ideia é eles usarem o passado simples e o passado contínuo pra contar uma história de forma que a sequência dos eventos e as relações de causa e efeito façam sentido. Tipo, eles precisam saber que o passado simples é pra falar de ações concluídas, enquanto o passado contínuo serve pra descrever ações em andamento no passado. E aí, a mágica acontece quando eles conseguem misturar as duas coisas numa narrativa coerente.
Pra entender como isso se conecta com o que a turma já sabia da série anterior, os meninos do 6º Ano já tinham uma noção básica dos tempos verbais no presente e no passado simples. Então, o desafio agora é introduzir o passado contínuo e fazer com que eles entendam como e quando usar cada um. Na prática, se um aluno vai contar que "ontem ele estava jogando bola quando começou a chover", ele precisa entender que "estava jogando" é uma ação em curso que foi interrompida por outra ação "começou a chover", e essas duas coisas têm tempos verbais diferentes.
Agora, vou contar três atividades que eu faço na sala pra trabalhar essa habilidade. É tudo coisa simples, mas que funciona bem com a galera.
A primeira atividade é o "Jornal do Dia Anterior". Eu peço pros alunos criarem manchetes de jornal sobre acontecimentos do dia anterior, aí eles precisam usar o passado simples e contínuo. Por exemplo: "Meninos jogavam bola quando carro passou em alta velocidade". Uso papel jornal velho e canetões coloridos. Eles adoram porque podem desenhar também. Organizo a turma em grupos de 4 ou 5. Isso leva uns 30 minutos. Na última vez que fizemos, a Ana deu uma manchete que fez a sala toda rir: "Gato estava dormindo quando foi surpreendido por um banho indesejado". Foi legal porque ela conseguiu usar direitinho os dois tempos verbais e ainda trouxe um humor pra coisa toda.
A segunda atividade é o "Diário Imaginário". Aqui, cada aluno escreve uma entrada de diário sobre um dia fictício da semana passada. Aí eles têm que usar tanto o passado simples quanto o contínuo pra descrever os eventos do dia. Dou pra eles uma folha A4 com um template de diário desenhado por mim mesmo (uns quadrinhos pra eles desenharem algo que aconteceu). A galera adora essa parte de desenhar! Organizo individualmente, mas depois eles têm que compartilhar com um colega. Normalmente leva uns 40 minutos. Teve um dia que o João escreveu: "Estava andando na rua quando um cachorro começou a me seguir". Ele até desenhou ele correndo do cachorro. O João odiava escrever em inglês e nessa atividade ele ficou super empolgado.
A terceira atividade é a "Cena Congelada". Eu trago fotos de cenas cotidianas (tipo alguém lendo no parque, crianças jogando etc.) e peço pra galera criar mini-narrativas sobre o que estava acontecendo antes e depois da foto ter sido tirada. Divido eles em duplas e cada dupla recebe uma foto diferente. Aí eles criam as histórias em uns 20 minutos e depois compartilham com a turma. Na última vez fiz isso, a Mariana e o Pedro tinham uma foto de uma mulher carregando sacolas de compras. Eles inventaram que ela estava saindo do mercado quando percebeu que tinha esquecido a carteira no caixa! O legal é ver como eles conseguem conectar os eventos e usar os tempos verbais direitinho.
No geral, os alunos reagem super bem a essas atividades porque são lúdicas e envolvem criatividade. Além disso, trabalhar em grupos ou duplas ajuda muito quem ainda tem dificuldade porque sempre tem alguém no grupo que já pegou mais rápido a ideia. E olha, dá um orgulho danado ver como alguns meninos vão ganhando confiança em construir suas histórias no inglês.
Enfim, acho que essa habilidade é super importante não só pro inglês mas pra qualquer língua, porque contar histórias faz parte do nosso jeito de comunicar o mundo. E trabalhar isso na sala de aula deixa tudo mais divertido tanto pra mim quanto pros meninos.
Até mais!
Aí, pra entender como isso tá rolando mesmo, sem depender só de prova, eu sempre fico de olho nas interações cotidianas deles. Quando tô circulando pela sala, escuto as conversas que a galera tem entre si. E olha, é nesses momentos que a gente percebe as sacadas dos alunos. Por exemplo, outro dia, vi a Mariana explicando pro Pedro a diferença entre “I was walking” e “I walked” enquanto eles montavam uma história juntos. Aí você pensa: “Ah, o Pedro ainda tá meio confuso”, mas a Mariana já entendeu direitinho. Ela usava exemplos de coisas do dia a dia deles, tipo "ontem à noite" e "enquanto minha mãe cozinhava", e assim o Pedro captou a ideia rapidinho.
Tem também aquelas situações em que eu ouço o João falando sozinho sobre um jogo que ele tava jogando ontem. Ele começou com “I played this game yesterday…”, e depois completou com “while I was talking to my friend on the phone…”. Aí você vê que ele entendeu como usar os tempos verbais no contexto certo. São momentos assim que me mostram que eles tão pegando a habilidade.
Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, são vários, viu? Um que sempre aparece é a galera esquecendo de usar o "was" ou "were" antes do verbo no passado contínuo. Tipo o Lucas que disse "I playing soccer when it started raining". Ele esqueceu do "was", né? Isso acontece porque eles tão pensando rápido demais e passam batido por algumas regras. Outro erro comum é misturar os tempos verbais sem critério. A Ana, por exemplo, às vezes mistura tudo: “I was walked to school and saw a bird”. Ela tentou usar o passado contínuo e o simples na mesma frase sem o contexto certo.
Quando isso acontece na hora, eu procuro corrigir de forma mais natural possível. Geralmente, eu repito a frase deles corretamente e peço pra eles tentarem de novo. Assim eles percebem o erro sem ficarem envergonhados ou intimidados. Tipo assim: "Ah, então você 'was walking to school', né? E aí viu o passarinho". Isso ajuda porque reforça o aprendizado sem parecer uma bronca.
Com o Matheus que tem TDAH, eu procuro adaptar algumas atividades pra ele conseguir acompanhar melhor. Por exemplo, durante uma atividade escrita mais longa, divido em partes menores e dou intervalos frequentes pra ele. Aí ele consegue focar melhor em cada parte sem se sentir sobrecarregado. Um material que uso são cartões com figuras e ações básicas pra ele organizar em frases curtas usando os tempos verbais. Ele adora porque é visual e dinâmico.
Já com a Clara, que tem TEA, eu tento deixar as instruções mais claras e consistentes possível, usando frases simples e diretas. O visual também ajuda muito aqui. Tenho umas fichas coloridas que mostram eventos em sequência, e a Clara pode montar histórias com elas. Outra coisa que funciona bem pra ela é fazer dupla com alguém que já entendeu bem o conteúdo, tipo a Mariana, porque ela é super paciente e ajuda a Clara a entender sem pressionar.
Uma coisa que não funcionou muito bem foi tentar fazer uma grande apresentação oral com todos de uma vez. Tanto o Matheus quanto a Clara ficaram um pouco ansiosos com isso. Descobri que apresentações em grupos menores ou individuais são melhores pra eles.
Bom, acho que é isso aí por hoje! Espero que essas experiências ajudem vocês também nas suas salas de aula. Qualquer novidade ou ideia diferente que eu testar por aqui, volto pra contar! Bora seguir trocando essas figurinhas por aqui! Até mais!