Pessoal, vou compartilhar com vocês como trabalho a habilidade EF07LI17 da BNCC com a turma do 7º ano na aula de Língua Inglesa. Olha, essa habilidade é sobre explorar o caráter polissêmico das palavras. Parece complicado, mas na prática, é ensinar os meninos a entender que uma mesma palavra pode ter significados diferentes dependendo do contexto em que é usada. Tipo assim, a palavra "bank" pode ser o banco onde você guarda dinheiro ou o banco onde você senta. O aluno precisa conseguir perceber essas diferenças de significado quando lê ou ouve uma frase.
Na prática, isso se conecta muito com o que os meninos já sabem de português porque eles já têm noção de polissemia em português, né. A ideia é só transferir essa habilidade para o inglês. Eles precisam identificar esses diferentes sentidos e entender como o contexto muda tudo. Quando a gente começa a trabalhar isso, eu sempre faço uma ponte com exemplos em português para eles verem que não é um bicho de sete cabeças.
Uma atividade que faço bastante é usar músicas em inglês que eles já conhecem. Por exemplo, pego uma música como "Firework" da Katy Perry e a gente analisa a letra. Primeiro escutamos a música, o que já anima a galera, e depois peço pra eles identificarem palavras que podem ter mais de um significado. Dou um exemplo antes, tipo como "light" pode ser "luz" ou "leve". Depois eles trabalham em duplas pra discutir outras palavras da música. Essa atividade leva uns 40 minutos porque tem toda a parte de ouvir a música e depois discutir. Eles adoram trabalhar com música e sempre rende boas discussões. Na última vez, o João percebeu que em "ignite" poderia rolar tanto no sentido literal quanto no sentido figurado de "dar início a algo". Foi massa ver ele sacando isso!
Outra atividade é usar tirinhas de quadrinhos. Escolho algumas tiras simples, tipo da "Peanuts", e distribuo cópias pros alunos. Peço pra eles lerem e tentarem encontrar palavras que podem ter mais de um significado dentro do contexto das tirinhas. Eles já vão marcando no papel mesmo. Depois, fazemos uma roda de conversa onde cada grupo apresenta suas descobertas. Essa atividade costuma levar uns 30 minutos e é bem dinâmica porque cada grupo traz uma perspectiva diferente. A última vez que fizemos isso, a Luana achou graça numa tira em que o termo "cool" foi usado tanto no sentido de "legal" quanto pra indicar temperatura ("fresco"). Ela achou curioso como uma palavra tão simples podia ter sentidos tão diferentes.
A última atividade que vou contar é bem interativa e envolve dramatização. Divido os alunos em grupos e cada grupo recebe uma lista de palavras polissêmicas e situações específicas pra criar uma cena curta que explore esses múltiplos sentidos. Eles têm uns 15 minutos pra se preparar e depois apresentam pra turma. O legal é que a gente dá muita risada porque as encenações ficam bem engraçadas às vezes. Isso leva quase uma aula inteira, uns 50 minutos, mas eles se divertem e acabam fixando bem o conceito. Na última vez, o grupo do Pedro fez uma cena sobre "bat", usando tanto como "morcego" quanto como "taco de beisebol", e foi hilário ver como eles conseguiram encaixar isso num contexto lógico.
Essas atividades ajudam os alunos a enxergar a língua de forma mais ampla e perceber que as palavras são ferramentas flexíveis na comunicação. O importante é criar um ambiente onde eles se sintam confortáveis pra experimentar e errar também, porque é assim que aprendem, né? No fim das contas, ver o progresso deles me dá aquela sensação boa de missão cumprida.
Então é isso, espero que essas ideias possam ajudar vocês aí na sala de aula também! Se tiverem outras dicas ou quiserem discutir mais sobre isso, só chamar. Até mais!
Na prática, isso se conecta muito com o cotidiano dos alunos. Aí eu sempre trago situações que eles vivenciam ou que fazem parte do universo deles. É nesse ponto que as minhas atividades favoritas entram. Eu gosto de fazer jogos de tabuleiro onde cada casa tem uma palavra e eles precisam dizer os significados diferentes que aquela palavra pode ter. Quando eles conseguem, avançam no jogo. Outra atividade que funciona é a criação de pequenas histórias em quadrinhos onde eles têm que usar palavras polissêmicas em contextos diferentes. A galera gosta porque envolve criatividade e, claro, diversão.
Mas como eu percebo que o aluno realmente aprendeu? Sem aplicar prova formal, a gente consegue ver no dia a dia, observando as conversas entre eles ou quando estamos circulando pela sala. Teve uma vez que eu estava passando pelas mesas e ouvi o João explicando pro Miguel que "cool" tanto pode ser "legal" quanto "friozinho". Era algo simples, mas ali deu pra ver que ele tinha sacado a ideia dos diferentes significados. Outro exemplo foi a Ana Clara que sempre usava "right" só como "certo", mas um dia ela veio me perguntar se ela podia usar "right" pra indicar direção, tipo "turn right". Quando eles começam a se questionar e procurar mais significados, é aí que você vê o aprendizado acontecendo.
Os erros mais comuns que vejo nessas atividades são aqueles deslizes de tradução direta. Tipo o Lucas, que algumas vezes pega uma palavra como "current" e acha que é só "corrente" de água, sem perceber que também pode ser usado no sentido de "atual". Esses erros acontecem muito por conta da tradução literal que eles tentam fazer. Nessa hora, eu gosto de parar tudo e perguntar: "E aí, pessoal, será que nessa frase aqui 'current news', 'corrente' faz sentido?" Aí a galera já começa a perceber e rir da confusão, e a gente vai ajustando juntos.
E agora, falando do Matheus e da Clara, que são alunos incríveis mas com desafios próprios. O Matheus tem TDAH, então pra ele eu tento quebrar as atividades em partes menores e bem definidas. Em vez de trabalhar com uma lista grande de palavras de uma vez, apresento poucas palavras por vez e vou aumentando conforme ele ganha confiança. Pra ele, as histórias em quadrinhos funcionam super bem porque ele consegue focar cada quadrinho separadamente.
Já com a Clara, que tem TEA, a abordagem é diferente. Ela precisa de uma rotina mais previsível e de um ambiente com menos estímulos visuais pra não perder o foco. Eu uso cartões com imagens pra associar os significados das palavras às imagens concretas. Isso ajuda ela a entender melhor os diferentes contextos de uma palavra sem ficar sobrecarregada.
O tempo também é algo que adapto bastante pra eles. Dou um tempo extra pras atividades se precisarem e também uso fones de ouvido com música instrumental pro Matheus quando ele tá se sentindo agitado demais. Isso às vezes funciona como um calmante pra ele focar melhor na tarefa.
Mas olha, nem tudo dá certo sempre. Tentei usar vídeos com legendas uma vez achando que ia ajudar o Matheus a se concentrar melhor lendo enquanto assistia, mas ele acabou ficando mais distraído com o vídeo do que aprendendo com ele. Acho que o excesso de estímulo visual atrapalhou.
Bom, pessoal, é isso aí. Cada aluno tem seu tempo e jeito de aprender, e nossa missão é encontrar essas pecinhas do quebra-cabeça pra fazer tudo funcionar. Às vezes é no erro e acerto mesmo! E vocês, como lidam com esses desafios? Compartilhem aí suas experiências também! Vou adorar ouvir.
Até mais!