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EF09LI08Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Explorar ambientes virtuais de informação e socialização, analisando a qualidade e a validade das informações veiculadas.

Práticas de leitura e novas tecnologiasInformações em ambientes virtuais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09LI08 é bem bacana, viu? Ela fala sobre explorar ambientes virtuais de informação e socialização, mas a gente precisa ir além do texto da BNCC. Na prática, isso significa que os meninos e meninas têm que aprender a navegar na internet de forma inteligente. Não é só abrir o Google e acreditar em tudo que aparece na primeira página. Eles precisam analisar a qualidade das informações, ver se as fontes são confiáveis, saber diferenciar o que é uma opinião de um fato... essas coisas.

Quando a turma chega no 9º ano, eles já vêm com uma noção básica de como usar a internet. Eles sabem procurar vídeos no YouTube, acessar sites de jogos e conversar pelo WhatsApp, mas ainda estão engatinhando quando o assunto é saber se uma informação é verdadeira ou não. Então, meu papel é ajudar eles a desenvolver essa capacidade crítica, né? Porque hoje em dia tem tanta fake news por aí que se a gente não ensinar isso agora, eles vão acreditar em qualquer coisa.

A primeira atividade que faço é um tipo de "caça ao tesouro" online. Eu separo os alunos em grupos de 4 ou 5 e dou pra cada grupo uma lista de perguntas sobre um tema que estamos estudando. Por exemplo, se estamos falando sobre mudanças climáticas, eu coloco perguntas como "Qual o impacto do derretimento das calotas polares?". Eles têm que usar a internet pra encontrar as respostas, mas eu sempre dou o toque: "não vale usar só a Wikipédia!". Aí começa a parte legal: eles precisam discutir entre eles qual fonte parece mais confiável e por quê.

Pra esta atividade uso o laboratório de informática da escola. Funciona bem porque cada grupo pode usar um computador e dá pra todo mundo participar. Em geral essa atividade leva uma aula inteira, uns 50 minutos. Os alunos gostam bastante e dá pra ver que ficam empolgados quando acham uma fonte boa. Na última vez, o João e a Maria estavam discutindo sobre qual site tinha informações mais precisas sobre o nível do mar. Foi legal ver eles argumentando sobre a validade das fontes.

Outra atividade que faço é criar um blog da turma. Cada aluno fica responsável por escrever um post sobre um tema específico, mas antes de postar a gente analisa juntos as fontes que eles usaram pra escrever. Isso ajuda muito eles a perceberem o que é uma fonte confiável e o que não é. Além disso, isso reforça também a escrita em inglês, já que eles têm que se virar pra escrever numa língua diferente.

Usamos plataformas gratuitas como o Blogger ou WordPress e dá pra fazer isso com os computadores da escola ou até mesmo com os celulares deles. Leva algumas semanas pra finalizar tudo porque intercalamos com outras atividades, mas é super gratificante ver o resultado final. E é incrível como alguns alunos se destacam! Uma vez a Ana escreveu um post super bacana sobre energia renovável e usou fontes tão boas que eu até aproveitei pra mostrar pra outras turmas.

Por último, tem uma atividade mais "pé no chão", mas igualmente importante: debates em sala de aula baseados em notícias recentes. Eu escolho algumas notícias atuais – podem ser sobre política internacional ou mesmo algo mais leve do entretenimento – e levo pra sala pra gente discutir junto. A ideia é que eles leiam as notícias (em inglês) e depois debatam se acham que aquilo é verdadeiro ou não, sempre justificando com base nas evidências disponíveis.

Pra essa aqui só preciso levar cópias impressas das notícias – geralmente escolho duas ou três diferentes – e organizo os alunos em círculo pra facilitar a troca de ideias. Em uma aula de 50 minutos dá tempo de fazer tudo. Os alunos adoram dar suas opiniões e às vezes surgem debates bem acalorados! Lembro que uma vez discutimos sobre uma notícia envolvendo um famoso cantor pop – acho que era algo sobre ele ter dito algo polêmico – e o Lucas defendeu tão bem o ponto dele usando argumentos sólidos que acabou convencendo boa parte da turma.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é preparar os meninos e meninas pro mundo lá fora. Com tanta informação disponível na internet, saber identificar o que é verdadeiro ou não virou uma habilidade essencial pro cidadão do século XXI. E é isso que tento passar pra eles: pensamento crítico acima de tudo! Bom, espero ter ajudado aí quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade na sala de aula!

Aí, pessoal, continuando aqui. Olha, pra saber se o aluno aprendeu mesmo sem precisar de uma prova formal, tem que ficar esperto na sala. Sabe aquele momento que você tá circulando pela sala, ouvindo as conversas? É ali que você percebe. Tipo, eu gosto de prestar atenção no jeito que eles discutem um tópico. Quando eles começam a argumentar entre si, usando informações confiáveis e questionando umas às outras, é sinal que tão sacando a parada. Tinha um dia que eu tava passando pelos grupinhos e ouvi a Júlia falando pro Pedro: “Ah, mas essa fonte aqui não é tão boa porque não cita o autor”. Quando eu ouvi isso, pensei: “Cara, ela pegou o espírito da coisa!”.

Outra coisa legal é quando um aluno explica pro outro. É tipo aquele ditado que fala que você só entende mesmo quando ensina alguém. Teve uma vez que o Lucas tava com dificuldade de entender como verificar a confiabilidade de um site. Aí o João, colega dele, falou: “Olha, Lucas, vê se tem uma seção ‘sobre nós’ no site, dá uma olhada nas referências e vê se tem autor”. Eu fiquei só observando de longe e pensando: “Missão cumprida!”. É nessas horas que você percebe: eles tão ligados no que tão fazendo.

Agora, sobre os erros mais comuns, sempre tem aqueles clássicos. Um dos mais frequentes é acreditar em qualquer coisa só porque tá na internet. O Marcos uma vez trouxe uma informação completamente errada pra sala só porque viu num blog qualquer. Ele disse que tinha lido num site que "o sol gira em torno da Terra". Aquilo me fez rir um pouco por dentro, mas é sério o negócio. Expliquei pra ele que nem todo site é confiável e mostrei como procurar informação em lugares mais seguros.

Outro erro comum é não saber diferenciar fato de opinião. A Maria sempre vinha com frases do tipo “todo mundo sabe que…”, mas sem embasamento nenhum. Então eu pegava essas falas dela e transformava em momentos de ensino: “Maria, isso é uma opinião ou um fato? Como você pode provar isso?”. São essas perguntas que fazem eles pensarem de verdade.

Quando pego esses erros na hora, a minha estratégia é parar tudo e conversar com a turma. Normalmente uso o erro como exemplo pro resto da galera. Assim todo mundo aprende junto e ninguém fica pra trás. Tento não focar no erro como algo negativo, mas sim como uma oportunidade de aprendizado.

E agora sobre o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e ele costuma ficar bem agitado durante as atividades. Então pra ele eu tento dividir as tarefas em partes menores. Por exemplo, se a atividade é pesquisar sobre um tema específico na internet, eu falo pra ele focar primeiro em achar uma fonte, depois verificar essa fonte e só então passar pro próximo passo. Isso ajuda ele a não ficar sobrecarregado.

Já a Clara, que tem TEA, gosta de rotina e previsibilidade. Então eu sempre aviso antecipadamente sobre o que vamos fazer na aula seguinte. Ela também responde bem a instruções visuais. Uso muito mapas mentais com ela e organizadores gráficos. Uma coisa bem bacana foi usar cores diferentes pra categorizar informações — ela se achou super bem assim!

O que funciona pra esses dois é manter comunicação clara e adaptar o ambiente de aprendizagem pra suas necessidades específicas. Já tentei usar algumas ferramentas tecnológicas mais avançadas com eles e não rolou tão bem; às vezes menos é mais nesse sentido.

Bom gente, acho que falei bastante aqui sobre como percebo o aprendizado dos alunos de forma mais informal e como lido com alguns desafios específicos na sala de aula. Sempre bom compartilhar essas experiências com vocês. Fico por aqui por agora, mas tô sempre de olho no fórum pra gente continuar trocando ideia! Até mais!

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