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EF01MA08Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até dois algarismos, com os significados de juntar, acrescentar, separar e retirar, com o suporte de imagens e/ou material manipulável, utilizando estratégias e formas de registro pessoais.

NúmerosProblemas envolvendo diferentes significados da adição e da subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01MA08 da BNCC pode parecer complicada de cara, mas quando a gente coloca na prática, fica bem mais simples de entender. Basicamente, a ideia é que os meninos consigam resolver e criar probleminhas de adição e subtração. O importante aqui é eles entenderem os significados de juntar, acrescentar, separar e retirar. Tipo assim, se eu tenho 5 bolinhas e ganho mais 3, eles têm que saber juntar essas bolinhas. Ou se eu tenho 8 bolinhas e dou 2 pro amigo, eles precisam entender que tô separando ou retirando. E a gente usa imagens ou materiais que eles possam tocar, mexer, tipo aqueles bloquinhos de montar ou figurinhas.

No primeiro ano, muitos já vêm com uma ideia de quantidade e números da educação infantil. Eles sabem contar até um certo ponto, reconhecem números, mas agora precisam começar a aplicar isso em situações práticas. Então, o desafio é fazer com que eles não só contem, mas também entendam o que fazer com esses números.

Uma atividade que eu sempre faço é a famosa "loja de brinquedos". Eu uso brinquedos pequenos ou até imagens de brinquedos que recorto de revistas. Distribuo entre a turma e a gente faz uma simulação de compra e venda. Tipo assim: "O João tem 4 carrinhos e quer comprar mais 2; quantos ele vai ter no total?". A turma fica em duplas ou trios para poder discutir entre eles e achar a resposta juntos. Normalmente levo uns 30 minutos pra essa atividade. Sabe o que é legal? Ver como eles começam a negociar entre si. Teve uma vez que a Ana e o Pedro estavam debatendo sobre quantos carrinhos o João ficaria no final, e foi engraçado ver eles resolverem a dúvida pegando os carrinhos e contando juntos.

Outra coisa que eu gosto muito de fazer é usar material manipulável, tipo tampinhas de garrafa ou blocos de montar. Cada aluno pega um punhado desses materiais pra resolver probleminhas que eu vou ditando. O legal é ver como eles desenvolvem estratégias próprias pra chegar na resposta. Uma vez, a Maria tava com dificuldade num problema onde ela precisava retirar algumas tampinhas do total que tinha contado. Aí ela começou a separar as tampinhas aos pares pra visualizar melhor quantas tinham saído. Isso mostrou como cada um tem seu jeito próprio de resolver as coisas.

A terceira atividade envolve contar historinhas. Assim: eu começo a contar uma historinha simples — tipo "O gato tinha 5 ratinhos pra brincar, mas dois fugiram pro quintal. Quantos ficaram na sala?". E aí eles desenham a cena do problema no caderno. Isso ajuda muito os que têm dificuldade de visualizar números abstratos porque transforma o problema em algo concreto. Eu geralmente faço isso no finalzinho da aula e levo uns 20 minutos. É impressionante como alguns alunos ficam empolgados! O Lucas, por exemplo, adora desenhar os ratinhos com carinha triste porque “fugiram”. É engraçado demais!

Os meninos reagem bem a essas atividades porque eles veem uma ligação clara entre o que estão fazendo e o mundo ao redor deles. Não é só um monte de números sem sentido no quadro; são situações do dia a dia que eles podem entender e nas quais podem se ver.

Claro que às vezes dá uma bagunça! Outro dia o Eduardo tava tirando as tampinhas do colega achando que era parte do jogo... Tive que explicar direitinho, mas tudo faz parte do aprendizado.

Então, quando a gente trabalha essa habilidade EF01MA08 com essas atividades mais práticas e visuais, os meninos conseguem assimilar melhor o conceito de soma e subtração. Eles deixam de ver os números como meros símbolos e passam a entender as operações matemáticas como ações concretas que fazem parte da vida deles.

E é isso! Se você tiver mais alguma sugestão ou quiser dividir o que tem dado certo aí na sua turma também, manda aí! É sempre bom trocar ideias!

E aí, continuando o papo sobre essa habilidade EF01MA08, vou te contar como vejo que a galera tá aprendendo esse negócio de adição e subtração sem precisar fazer prova. Sabe, a gente passa muito tempo com os meninos na sala e dá pra perceber quando eles estão pegando o jeito.

Primeiro, quando eu circulo pela sala, fico de olho nas expressões deles. É incrível como a carinha de dúvida começa a mudar quando eles sacam a coisa. Às vezes, tô lá andando entre as mesas e escuto um "Ah, agora entendi!" do João. Aí já sei que ele pescou. E as conversas entre eles são muito reveladoras também. Quando o Miguel tá explicando pro Luizinho como ele juntou as bolinhas na conta, e o Luizinho faz que sim com a cabeça, é sinal que ambos estão no caminho certo.

Outro dia, tava lá no fundão da sala e ouvi a Sofia falando pra Ana: "Se você tem cinco e ganha mais três, você só coloca tudo junto, ó!". Ver os alunos ensinando uns aos outros é um baita indicador que entenderam mesmo. Eles explicam do jeitinho deles, sem formalidade, e se entendem.

Mas claro que nem tudo são flores, né? Tem os erros comuns também. O Pedrinho, por exemplo, sempre se enrola na hora de retirar. Ele ainda não pegou bem a ideia de que tirar é diferente de juntar. Já peguei ele várias vezes somando tudo quando deveria subtrair. E isso acontece porque naquela hora ele não tá visualizando o que é tirar. Então eu paro lá ao lado dele e digo: "Vamos imaginar que você tinha 8 figurinhas e deu 2 pro amigo. Como ficaria?". Aí ele faz a conta certa. E quando acontece erro assim, eu volto ao material concreto: uso tampinhas ou aqueles cubos coloridos pra mostrar direitinho como funciona.

Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara com TEA... Bom, com o Matheus é importante variar as atividades e dar pausas porque ele se cansa rápido quando é só papel e lápis. Então uso jogos matemáticos onde ele tem que juntar ou retirar peças enquanto tá se movendo. Um dia criei uma gincana na sala onde eles tinham que achar pares de números que somavam 10 escondidos pela classe. Foi uma diversão só! Ele adorou porque tava em movimento e totalmente engajado.

Já com a Clara, o desafio é diferente. A Clara precisa de rotina e previsibilidade nas atividades porque isso dá segurança pra ela. Então sempre explico antes o que vamos fazer usando imagens visuais, tipo cartazes com passos das atividades do dia. Isso ajuda muito! Também faço questão de usar materiais sensoriais, como massinhas ou areia kinética pra ela manipular enquanto resolvemos os problemas. O contato físico com os objetos faz diferença.

Ah, mas aprendi também que nem sempre o que funciona pra um dá certo pro outro. Teve uma vez que tentei um jogo coletivo em grupo grande pensando no Matheus, mas a Clara ficou super desconfortável com tanta gente falando ao mesmo tempo. Tive que adaptar rapidinho pra ela brincar num grupo menor e mais silencioso.

Bom, pessoal, acho que falei bastante sobre como reconheço o aprendizado da turma na prática e os caminhos que traço pra ajudar nos erros e nas necessidades específicas dos meus alunos especiais. É um processo constante de observação e adaptação, mas quando vejo o brilho nos olhos deles ao entenderem algo novo, sei que vale cada esforço.

Até a próxima troca por aqui! Abraço a todos!

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