Olha, essa habilidade EF01MA07 da BNCC é daquelas que parece complicadinha quando a gente lê, mas no dia a dia com os meninos do 1º ano fica mais simples de entender. Basicamente, a gente tá falando de fazer os alunos entenderem como os números são formados e desfeitos, tipo montar e desmontar um Lego. Eles têm que começar a perceber que o número 12, por exemplo, pode ser visto como 10 + 2 ou até como 6 + 6. Isso ajuda a galera a sacar como funciona essa parada do sistema decimal e começa a criar base pro que lá na frente vai virar continha de adição, subtração e até multiplicação.
Os alunos já chegam com uma noção, né? No infantil, eles já brincaram com números menores e alguns até já sabem contar de 1 a 20, mas agora a coisa fica um pouco mais séria. Eles já têm que ver não só o número em si, mas os pedaços dele. Aí entra aquele tal do "compor e decompor". E vou te contar que essa base é super importante pra qualquer coisa que vem depois. Pra isso não ficar só na teoria, vamos lá pras atividades práticas que eu costumo fazer com os meninos.
A primeira atividade que gosto de fazer é com palitos de picolé. É simples e dá pra todo mundo entender rapidinho. Eu peço pros alunos formarem duplas ou trios, dependendo do número de crianças na sala, e cada grupo recebe um montinho de palitos. O objetivo é montar números com esses palitos. Por exemplo, se eu digo que quero o número 15, eles têm que juntar 10 palitos num feixe (os "dez") e mais cinco palitos soltos (as "unidades"). Essa atividade geralmente leva uns 20 minutos.
Na última vez que fizemos isso, a Ana Clara e o João Pedro estavam numa dupla e achei engraçado porque eles começaram a chamar o grupinho de palitos amarrados de "a família dez" e os soltos de "os irmãos pequenos". Foi super engraçado e ajudou outros alunos a pegar a ideia rápido. A reação deles foi ótima, porque eles gostam de mexer com coisas concretas, ao invés de ficar só na lousa.
Outra atividade que funciona bem é o bingo dos números. Faço umas cartelinhas com números diferentes pra cada aluno e tenho bolinhas numeradas até 20 num saquinho. Aqui, o material é super simples: só as cartelinhas impressas e as bolinhas que eu mesma fiz com papel cartão. A cada número sorteado, eles têm que pensar em quais combinações podem gerar aquele número. Então se sortear o número 8, por exemplo, eles podem levantar as mãos pra falar combinações tipo 4+4 ou 5+3.
Na última rodada, o Miguelzinho se empolgou tanto com o jogo que saiu dando pulinhos quando descobriu que 6+2 também dava oito. É legal ver como eles se animam com essas descobertas. Essa atividade leva uns 40 minutos porque gera bastante discussão e troca entre as crianças.
Finalmente, tem uma atividade mais visual usando desenhos e adesivos coloridos. Cada aluno recebe uma folha em branco dividida em duas colunas: "Dez" e "Unidades". Eles escolhem um número até 20 e desenham ou colam adesivos em cada coluna pra representar o número. Se escolherem o número 18, eles podem desenhar um conjunto de dez (tipo uma barra) na coluna "Dez" e oito pontinhos soltos na coluna "Unidades".
Na última vez que fizemos isso, a Maria Eduarda veio me mostrar toda orgulhosa seu desenho do número 14 feito com adesivinhos de estrelas. Ela até colocou uma lua no topo da coluna dos dez pra simbolizar algo maior e várias estrelinhas espalhadas na coluna das unidades. Essa atividade também leva uns 30 minutos.
Um detalhe engraçado dessa última aula foi o Heitor tentando convencer a Letícia de que era melhor desenhar os números ao invés de usar adesivos porque ele gosta mais de desenhar, enquanto ela adora a coisa dos adesivos coloridos.
Então é isso! Espero ter ajudado com essas ideias práticas sobre como trabalhar essa habilidade importante das crianças entenderem composição e decomposição dos números. Não esqueçam que essas atividades ajudam muito não só nos cálculos futuros, mas também no desenvolvimento do raciocínio lógico deles. Qualquer dúvida ou sugestão diferente que vocês tenham aí nas suas salas, compartilha aqui também! E vamos trocando essas figurinhas pra somar ainda mais!
Os alunos vão entendendo essa habilidade EF01MA07 de várias maneiras, né? E nem sempre precisa de uma prova formal pra sacar quando eles pegaram a ideia. Na verdade, a gente percebe pelo jeito que eles começam a usar os números no dia a dia. Tipo assim, quando eu tô andando pela sala e escuto os meninos conversando entre eles, dá pra notar. Teve uma vez que vi o João e a Maria montando uma torre com blocos. A Maria disse: "Se eu colocar mais dois blocos aqui, fica igual a dez". Aí o João respondeu: "Mas se você tirar esses dois rosas e colocar um azul e um verde, ainda vai dar dez". Olha só como eles já tavam ali desmontando e montando os números na prática, sem nem perceber.
Outro momento mágico foi quando o Lucas tava ajudando a Ana com uma soma. Ele não só fez a conta, mas explicou pra ela: "É só você pensar no 14 como 10 mais 4. Se tirar dois, fica 12". Naquele instante, eu soube que ele tinha entendido mesmo o conceito de decomposição. Aí tem aquelas vezes que a gente vê os alunos desenhando no caderno e usando diagramas de formas diferentes pra representar os números, tipo grupinhos de bolinhas e tudo mais.
Agora, claro que nem tudo são flores... Os erros aparecem bastante também! O Pedrinho, por exemplo, sempre confundia as coisas e achava que 12 podia ser desmontado em 5 + 7, sabe? Ele meio que embaralhava os números na cabeça. Isso acontece muito porque é difícil pra eles entenderem que não dá pra separar um número maior em partes sem pensar em todos os pedaços. Quando eu vejo um erro desses, paro na hora e volto um pouco no conceito básico. Faço ele pegar objetos de contagem e separar fisicamente, assim fica mais visual. Olha, repetir esse tipo de atividade prática ajuda muito!
Aí tem a Sofia que sempre faz confusão na ordem das operações. Ela até consegue desmontar números como 15 direitinho em 10 + 5, mas na hora de contar de volta ela se perde. Pra isso, eu costumo usar uma linha numérica no chão da sala. Assim ela pode literalmente caminhar pelos números e ver como somar ou subtrair muda as quantidades.
E sobre o Matheus e a Clara... Olha, cada um deles é uma história diferente. O Matheus tem TDAH e precisa sempre de atividades mais dinâmicas. Ele se dá super bem com jogos de matemática que envolvem movimento. Por exemplo, brincadeiras de pular em quadrados numerados no chão onde ele pode fisicamente somar números com passos. Isso ajuda ele a se concentrar porque tá sempre mudando o cenário ao redor dele.
Já com a Clara, que tem TEA, a abordagem é outra. Ela se beneficia muito mais de rotinas bem estruturadas e previsíveis nas atividades. Eu uso cartões com cores e figuras bem claras que ela pode manipular sem pressa. E sempre devo dar instruções super diretas e simples pra ela não se perder nas etapas da atividade matemática. O desafio com ela é manter as instruções consistentes porque qualquer mudança repentina pode desestabilizar.
Ah, teve uma vez que tentei fazer um jogo onde todos deveriam trocar de lugar nas cadeiras conforme resolviam adições simples. Não funcionou nem pro Matheus nem pra Clara. O Matheus ficou hiperativo demais com tanta movimentação desorganizada, já a Clara ficou confusa com o caos ao redor e parou de participar. Aprendi que atividades assim precisam ser muito bem planejadas pra incluir todo mundo.
Enfim, cada dia é uma nova descoberta com esses meninos do 1º ano. A gente aprende a ser flexível e adaptar as aulas conforme eles reagem aos conteúdos e às formas de ensino. E é exatamente isso que faz a sala de aula ser tão viva! Até a próxima conversa no fórum!