Olha, trabalhar essa habilidade EF01MA12 é uma daquelas coisas que a gente precisa descomplicar, sabe? A ideia é ensinar os meninos a entenderem melhor onde eles estão no espaço e a localização das coisas ao redor deles, usando palavras como "direita", "esquerda", "em cima", "embaixo". É tipo assim: antes de saber que a bola está à direita da cadeira, eles precisam entender que isso depende do referencial. Se eu estou olhando de frente pra cadeira, a bola pode estar à direita, mas se eu estou do lado oposto, a bola tá à esquerda! É maneiro ver a cabecinha deles funcionando pra entender isso. E é bom lembrar que esses meninos já vêm do Jardim com algumas noções básicas de posição — eles sabem apontar onde está o brinquedo ou onde tá sentado o coleguinha, mas agora a gente aprofunda um pouco mais.
Uma das atividades que gosto de fazer é o jogo do “siga as instruções”. Ah, esse é legal! Eu uso coisas simples: cones de plástico de educação física, umas fitas adesivas no chão e uns cartões com instruções escritas. Aí, divido a turma em duplas. Um aluno lê as instruções pro outro, tipo "dê dois passos pra frente e vire à esquerda”. O outro tem que seguir certinho. Parece fácil pra gente, mas pros meninos é um desafio entender que tem que pensar pra onde tá virando, dependendo de onde começou. Geralmente leva uns 20 minutos essa brincadeira. Outro dia, o Pedro e o Lucas estavam juntos e o Lucas leu “vire à direita” e o Pedro foi pro lado errado. Foi uma risada só, porque o Lucas também tinha se confundido quando escreveu. E aí cai na real como é importante sempre checar o referencial.
Outra atividade que faço é o “mapa da sala”. Pra isso, só preciso de folhas de papel, lápis e uma prancheta pra cada um. A turma vai explorar a sala com o papel na mão e desenhar onde estão certas coisas — tipo 'a porta fica à esquerda da lousa' ou 'o armário está ao fundo da sala'. O legal é que eles têm que andar pela sala e ver de diferentes ângulos. Essa atividade leva mais ou menos meia hora. Às vezes eu deixo eles trabalharem em grupos pequenos pra discutir mais sobre as direções. Na última vez que fizemos isso, a Ana Paula ficou fascinada tentando desenhar uma planta da sala com perfeição e perguntando se podia fazer em casa também (vai saber!). A galera acha um barato ver como as coisas mudam de lugar quando você muda de lugar.
E tem também a atividade dos “brinquedos escondidos”, que eles adoram! Eu escondo alguns brinquedos pela sala enquanto estão fora e dou pistas como "está embaixo da mesa perto da janela" ou “procure atrás do armário grande à direita”. Voltam correndo pra procurar os brinquedos baseados nas pistas que dou. É uma atividade super dinâmica, não leva mais do que uns 15 minutos porque eles são rápidos como uns foguetes! Um dia desses, escondi um carrinho embaixo da mesa ao lado da porta e falei pro grupo do Joãozinho, que ficou meio perplexo com as direções. Ele disse "professor, tua direita ou minha direita?”, e aí eu percebi que precisava ser ainda mais claro. Foi uma boa oportunidade pra discutir os pontos de referência na prática.
No fim das contas, essa habilidade ajuda os meninos a se localizarem melhor no mundo e a entenderem diferentes perspectivas — fundamental pra vida toda! É bacana ver como eles vão se desenvolvendo e crescendo com essas atividades práticas. É realmente gratificante quando percebo que conseguiram dominar bem essas noções espaciais. E ainda acabam se divertindo muito durante o processo! Assim vamos indo, sempre inventando novas maneiras de tornar essas aprendizagens significativas e prazerosas.
Bom demais compartilhar isso por aqui com vocês! Valeu por lerem até aqui. Qualquer coisa, tô por aí pra trocar umas ideias e ouvir as experiências de vocês também. Até mais!
E uma das coisas mais legais é a gente perceber que os meninos entenderam o conceito sem precisar de prova, só na observação do dia a dia, sabe? Aí eu tô circulando pela sala e vejo a Ana ajudando o João a encontrar o lápis dele. Ela fala: "João, olha pra baixo da mesa, tá bem do lado esquerdo da sua mochila." É nessa hora que eu vejo que ela internalizou o conceito. Ou quando tô ouvindo a conversa da Sofia com o Pedro na hora do lanche, e ela fala: "Põe o copo em cima do prato, assim não derrama." É legal demais ver que eles já estão usando essas palavras naturalmente, sem precisar pensar muito.
Outro exemplo foi quando eu vi o Lucas explicando pro Marcos onde ele tinha que colar uma figurinha no caderno. O Lucas disse: "Cola essa figura mais em cima, perto do nome." Isso mostra que ele já tá entendendo essa coisa de localização e ordem. E ainda teve uma vez que durante uma atividade em grupo, a Letícia resolveu um problema dizendo: "Vamos começar colando a estrela no canto superior direito da folha, depois vamos organizando os outros lados." Dá um orgulho danado quando vejo esses momentos assim.
Mas claro, tem os errinhos comuns que acontecem também. Como não ter, né? Tipo, o Vinícius sempre confundia direita com esquerda. Eu lembro que uma vez ele tava ajudando a Júlia a montar um quebra-cabeça e ela pediu pra ele colocar uma peça à direita. Ele foi e colocou à esquerda. Aí precisei intervir e disse: "Vinícius, toca sua mão direita", e ele se tocou que tinha se confundido. Isso geralmente acontece porque eles ainda estão desenvolvendo essas noções espaciais e nem sempre prestam atenção ou se lembram das dicas visuais.
Outra situação comum é confundir "em cima" e "embaixo". A Beatriz, por exemplo, quando pedi pra ela colocar um livro em cima da mesa acabou apoiando-o no chão. Isso acontece muito porque às vezes eles ainda não têm a percepção clara do que tá em cima ou embaixo em relação ao corpo deles e ao ambiente. Quando vejo isso acontecendo na hora, normalmente chamo o aluno pro lado e mostro na prática, tipo levantando um objeto e perguntando "agora tá em cima ou embaixo?". Tentando usar coisas concretas ajuda bastante a esclarecer.
Agora, falando do Matheus e da Clara, cada um tem seu jeitinho especial e isso exige algumas adaptadas nas atividades. O Matheus tem TDAH, então precisa de um trabalho mais focado no tempo de execução das tarefas. O que funciona bem é dividir as atividades em passos pequenos e bem definidos. Se estamos fazendo uma atividade de recorte e colagem pra trabalhar as noções espaciais, eu digo: "Primeiro, corta todas as figuras; depois me mostra." Funciona como metas pequenas que ele consegue cumprir sem se distrair tanto. Outra coisa é usar material visual bem colorido pra chamar a atenção dele pro que é importante.
Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser mais cuidadoso com as instruções verbais. Muitas vezes eu uso imagens ou cartões visuais pra mostrar o que deve ser feito. Se estamos falando sobre localizar objetos, tenho cartões com imagens de objetos posicionados em diferentes lugares, tipo “caixa em cima da mesa” ou “boneca à direita do livro”. Isso ajuda ela a visualizar melhor o conceito. Além disso, dou mais tempo pra ela completar as atividades sem pressão.
Uma coisa que tentei com a Clara foi colocar músicas tranquilas durante as atividades pra ajudar na concentração dela. Mas descobri que isso não funciona tão bem porque ela acaba ficando mais dispersa com o som. Então aprendi que o melhor é deixar o ambiente tranquilo mesmo sem música.
Bom, pessoal, é isso aí por hoje! Espero ter ajudado vocês compartilhando essas experiências. Ainda tenho muito o que aprender também e tô sempre aberto às dicas de vocês. Vamos trocando figurinhas! Até a próxima!