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EF01MA21Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler dados expressos em tabelas e em gráficos de colunas simples.

Probabilidade e estatísticaLeitura de tabelas e de gráficos de colunas simples
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, pessoal, vamos lá falar sobre como a gente trabalha a habilidade EF01MA21 na nossa turminha do 1º Ano. Sabe aquela parte da matemática que a gente tem que ler dados expressos em tabelas e gráficos de colunas simples? Pois é, é disso que estamos falando. Na prática, pro menino ou menina entender essa habilidade, eles têm que ser capazes de olhar para uma tabela ou um gráfico e dizer o que estão vendo. Tipo assim, "ah, aqui tem mais maçãs do que laranjas" ou "na tabela tem cinco casas com um gato". Eles precisam conseguir interpretar essas informações de forma simples, sem complicação.

Os meninos já chegam no 1º Ano com algumas noções de contar e comparar quantidades, né? Lá no infantil eles têm contato com contar objetos e dizer o que tem mais ou o que tem menos. Isso é um ponto de partida super importante porque quando eles começam a ler gráficos e tabelas, é mais ou menos isso que estão fazendo: contando e comparando. Só que agora em vez de ter os brinquedos na mão, estão olhando uma representação no papel ou na lousa.

Agora deixa eu contar pra vocês três atividades bem legais que eu faço com a minha turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira é uma atividade bem básica mas que os meninos sempre curtem. A gente faz um levantamento de dados simples na sala. Pergunto pra turma uma coisa que eles gostem muito, tipo fruta favorita ou cor preferida. Aí cada um fala o seu e eu vou anotando na lousa. Depois disso, a gente transforma esses dados em um gráfico de colunas na lousa mesmo. Eu uso giz colorido pra ficar mais visual e separar bem as colunas. A turma fica em roda, presta muita atenção e ajuda a montar o gráfico. Normalmente levo uns 30 minutos pra fazer isso tudo. Da última vez, por exemplo, fizemos sobre animal favorito. Teve uma hora que a Julia ficou toda animada porque percebeu que o gráfico tinha mais colunas pro cachorro do que pro gato, mas aí o João falou "ah, mas só porque eu não trouxe meu cachorro hoje". Eles adoram ver como a preferência deles vira um desenho colorido na lousa.

A segunda atividade envolve revistas velhas e tesouras (nada como recortar!). Peço pra eles procurarem figuras de objetos ou coisas que tenham quantidades diferentes, tipo mais bicicletas numa propaganda de loja do que skates. Depois cada um cola seu conjunto de figuras numa folha e ajuda a montar uma tabela simples usando as figuras recortadas. Aí a galera se divide em duplas pra fazer essa atividade e leva cerca de 40 minutos. Na última vez, o Carlos e o Pedro estavam super empolgados cortando figuras de brinquedos. Eles acharam uma revista cheia de carrinhos e bicicletas e ficaram rindo porque o Carlos disse "olha quanto carro! Nossa tabela vai ficar gigante!" Depois eles explicaram pros colegas porque tinham mais carrinhos do que bicicletas na tabela deles.

Por fim, uma atividade que sempre causa um burburinho na sala é quando trazemos frutas de verdade pra fazer nossa própria "feira". Distribuo umas frutas pela sala (tipo maçãs, bananas, laranjas) e deixo eles organizarem em bancas. Cada grupo fica responsável por contar as frutas e depois desenhar um gráfico simples mostrando quantas frutas tem em cada banca. Isso leva uns 50 minutos porque eles gostam muito da parte da "feira" e de mexer nas frutas. A última vez foi hilária: a Ana tava querendo comer as uvas antes da contagem terminar! O Pedro ficou contando umas duas vezes as bananas porque ele dizia que elas não paravam quietas na banca dele.

Assim cada atividade ajuda eles não só a praticar contagem mas também a entender como organizar essas contagens em algo visual e fácil de ler. E claro que não fica só por aí – eles também aprendem a fazer perguntas sobre os dados do jeito deles ("por que tem mais disso do que daquilo?" ou "será que amanhã será diferente?"). É uma construção contínua dessa habilidade de ler dados que vai sendo aprimorada ao longo dos anos escolares.

Bom, pessoal, essas são algumas das formas divertidas e práticas que eu utilizo pra trabalhar leitura de tabelas e gráficos com os pequenos. Gosto muito dessas atividades porque além delas serem práticas, elas fazem sentido pro dia-a-dia dos meninos. Espero ter ajudado com algumas ideias pra quem tá começando agora ou até mesmo quem quer dar aquela renovada nas aulas! Até a próxima, galera!

O legal é que a gente percebe que os meninos estão entendendo, sem precisar aplicar uma prova formal, nas pequenas interações do dia a dia. Às vezes, enquanto tô circulando pela sala durante uma atividade, vejo como eles estão lidando com os gráficos e tabelas. Tipo, quando a Maria olha pro João e comenta algo como "olha, aqui tem mais cachorros do que gatos nesse gráfico", ou quando o Pedro tá ali ajudando o Lucas a contar quantas vezes aparece uma figura na tabela e explica direitinho o que ele entendeu. Esses momentos são preciosos porque mostram que a galera tá pegando a ideia.

Outro dia mesmo, tava observando um grupinho conversando sobre uma atividade que fizemos com gráficos de frutas. A Ana virou pro Gabriel e falou "olha, tem mais bananas que maçãs aqui", e o Gabriel completou "é, mas as laranjas são as que menos têm". Quando eles começam a corrigir uns aos outros ou a complementar o raciocínio, a gente saca que a mensagem tá chegando. E quando um aluno consegue explicar pro outro, meu amigo, é porque tá entendendo mesmo.

Agora, os erros... Ah, os erros comuns são parte do processo. Um bem típico é quando eles confundem a quantidade com o rótulo do gráfico. Tipo assim, teve uma vez que o Diego olhou pra um gráfico de brinquedos e disse "tem mais bolas" quando na verdade o gráfico mostrava mais carros. Ele tava olhando pras cores das linhas e não pros números ao lado. Eu sempre explico que esses detalhes importam, e procuro fazer isso na hora pra não deixar passar batido. Outro erro comum é esquecerem de olhar todas as colunas da tabela antes de tirar conclusões, como quando a Larissa viu só metade da tabela e achou que tinha mais gatos do que cachorros na vizinhança.

Esses erros acontecem muito porque eles estão aprendendo a prestar atenção nos detalhes e ainda se acostumando com a leitura desses dados visuais. Quando percebo o erro na hora, chamo eles pra uma conversa rápida, mostro onde tá o deslize e peço pra eles tentarem de novo. É importante não desanimar eles nessa fase.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de suporte pra focar nas atividades. Então eu sempre procuro deixar atividades mais curtas ou dividir em etapas pra ele não se perder no meio do caminho. Uma coisa que funciona bem é usar materiais sensoriais, tipo aqueles gráficos com texturas diferentes, ou até fazer jogos com tempo cronometrado. Isso ajuda ele a manter o foco por mais tempo. Já tentei deixar ele com atividades muito longas e não deu certo, ele ficava ansioso.

A Clara, que tem TEA, trabalha muito bem com estrutura e rotina. Com ela, eu uso muitos visuais claros e diretos. Tipo cartazes coloridos com figuras grandes pra ilustrar os conceitos de gráficos e tabelas. Também adapto as instruções em passos bem específicos e uso o quadro branco digital pra mostrar exemplos concretos antes dela partir pra atividade no caderno. A gente tem um cantinho calmo na sala onde ela pode trabalhar se precisar de um ambiente mais tranquilo.

E claro, o tempo é algo que eu fico sempre ajustando. Dou uns minutinhos a mais quando necessário ou divido as atividades em partes menores pros dois não ficarem sobrecarregados. O importante é garantir que cada um deles esteja conectado com a atividade no seu próprio ritmo.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje sobre essa habilidade EF01MA21. Espero que essas histórias tenham ajudado vocês a ver como a gente vai desenrolando esses desafios no dia a dia da sala de aula. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir também! Até mais!

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