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EF01MA20Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Classificar eventos envolvendo o acaso, tais como “acontecerá com certeza”, “talvez aconteça” e “é impossível acontecer”, em situações do cotidiano.

Probabilidade e estatísticaNoção de acaso
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01MA20 da BNCC, quando a gente leva pra prática, é basicamente ensinar pros meninos do 1º ano a diferença entre o que é certo de acontecer, o que pode acontecer e o que não tem jeito de acontecer. É como se a gente ajudasse eles a entenderem um pouco sobre como as coisas no mundo podem ser previsíveis ou não. Tipo, se eu jogar uma pedra pra cima, ela vai cair, com certeza. Se eu falar que um elefante vai aparecer na sala de aula, bom, isso é impossível. E tem também aquelas situações do tipo "talvez" – será que vai chover hoje? Bem, só se o tempo começar a fechar. Os meninos chegam no 1º ano já com umas noções básicas das coisas que acontecem ao redor deles. Eles sabem que sol nasce e se põe todo dia, que às vezes chove e às vezes não. O nosso trabalho é ajudar eles a colocar isso em palavras de um jeito mais elaborado, sabe?

Bom, agora falando das atividades mesmo que eu faço com eles pra trabalhar essa habilidade. A primeira coisa que a gente faz é um jogo bem simples com cartões. Eu preparo uns cartões coloridos, cada cor representa uma situação diferente: um cartão azul é algo que sempre acontece (tipo o sol nascer de manhã), um cartão vermelho é algo impossível (tipo encontrar um dinossauro no caminho pra escola) e um cartão amarelo é algo que pode ou não acontecer (como ganhar no jogo de cara ou coroa). Divido a turma em grupos pequenos, tipo de quatro ou cinco alunos, pra eles poderem discutir entre si antes de decidir qual cartão escolher em cada situação que eu descrevo pra eles. Essa atividade leva uns 20 minutos e os meninos adoram, porque eles sempre começam a inventar umas histórias engraçadas quando a gente fala das situações impossíveis. Da última vez, o João inventou que ia fazer nevar na escola só porque ele queria usar cachecol e luvas.

Aí tem outra atividade que eu gosto de fazer que envolve um pouco mais de movimento e interação. Eu levo pra sala uma caixa com vários objetos surpresa dentro – coisas do cotidiano como lápis, borracha, brinquedos pequenos, mas também coloco umas coisas meio inusitadas como uma colher de pau ou uma meia colorida. Antes de abrir a caixa, eu pergunto para os alunos o que eles acham que pode ter lá dentro. Eles fazem suas apostas e classificam se o objeto que eles imaginam é algo certo de estar lá (como lápis), possível (como um carrinho) ou impossível (como uma girafa). Essa atividade dura uns 15 minutos e é sempre cheia de risadas quando eles veem os objetos diferentes na caixa. Na última vez que fizemos isso, a Ana apostou com muita convicção que tinha uma bola na caixa e ficou sem acreditar quando encontrou uma cabra em miniatura de plástico.

Uma terceira atividade bem bacana é a "previsão do tempo". Eu trago algumas informações sobre o clima da semana – tipo previsão do tempo mesmo – e peço para os alunos tentarem adivinhar qual vai ser o clima no dia seguinte. A gente faz essa atividade ao longo da semana toda, uns 5 minutinhos por dia, só pra ver como as previsões deles se saem comparadas com a realidade. Eles classificam se têm certeza que vai chover ou fazer sol ou se tão só chutando. No fim da semana a gente revê tudo junto e discute quem teve mais acertos. Essa atividade é ótima porque além de trabalhar a noção de acaso, ela também ensina um pouco sobre como funcionam as previsões meteorológicas e os meninos sempre gostam. O Lucas sempre fica empolgado pra tentar adivinhar e diz que vai ser meteorologista quando crescer.

No geral, eu vejo que essas atividades ajudam os alunos a pensar mais sobre as coisas do dia a dia e a perceberem que nem tudo na vida é previsível igual levantar da cama e tomar café da manhã. E eles gostam muito porque sentem que tão aprendendo algo valioso, algo que faz parte do mundo real deles. Eu sempre fico animado vendo como eles pegam essas ideias e aplicam fora da sala também. É isso aí galera!

Aí, continuando aqui, quando eu percebo que os alunos entenderam essa habilidade EF01MA20? Olha só, não é só no papel ou na prova que a gente vê isso, não. Eu fico de olho o tempo todo. Quando tô circulando pela sala, ouvindo eles conversando entre si, dá pra pegar uns momentos bem legais. Tipo assim, um dia tava rodando pela sala e ouvi o João explicando pro amigo dele, o Lucas: "Ô, se a professora deixar cair essa caneta no chão, ela vai cair mesmo. Não tem jeito de ela voar, não!" Eu pensei, "eita, entendeu!" É quando eles usam as ideias no dia a dia que a gente vê que aprenderam de verdade.

Outra hora foi com a Mariana. Tava um dia muito abafado e ela comentou com a Ana: "Acho que vai chover hoje porque tá muito calor e pesado". Aí eu percebi que ela tava usando o conceito de previsão do tempo que a gente tinha discutido. É nesses detalhes que a gente nota o aprendizado. E quando eles começam a brincar entre si e falam coisas tipo "se eu pular daqui, com certeza vou cair no chão" ou "será que a gente vai ter sorvete hoje?", a gente vê que as engrenagens da cabecinha deles tão funcionando.

Agora, sobre os erros mais comuns... tem bastante coisa engraçada e até fofa, mas também desafiadora. Um erro típico é quando eles confundem o que é certeza com o que é possível. Teve o Pedro, que uma vez disse com toda convicção: "Se eu fechar os olhos e desejar muito, um dinossauro pode aparecer aqui." Aí eu expliquei pra ele que desejar não muda as coisas impossíveis. Erro normal pra idade deles! E tem também a Letícia que achou que porque choveu ontem, com certeza choveria hoje – aí expliquei pra ela sobre como as previsões funcionam com base em sinais e não em certezas absolutas.

Quando vejo esses erros na hora, tento sempre trazer pra algo concreto. Mostro exemplos do cotidiano, como o lance da caneta caindo ou da previsão de chuva com o tempo fechando. E sempre faço perguntas pra eles pensarem junto comigo. Não é só dar a resposta certa. Quero ver eles raciocinando.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Eles são uns amores e me ensinam muito todo dia. O Matheus, que tem TDAH, precisa de atividades mais dinâmicas. Então eu trago jogos de cartas com imagens que ele pode mexer e organizar de acordo com as ideias de "certo", "possível" e "impossível". Ajuda ele a manter o foco e se engajar melhor na tarefa. E faço pausas mais frequentes pra dar aquela quebrada na atividade longa. Mas uma vez tentei usar uma atividade com muitos passos – foi um caos pro coitado do Matheus! Aprendi rápido que precisa ser algo mais direto.

Já a Clara, que tem TEA, gosta mesmo de rotina e previsibilidade. Com ela eu uso bastante histórias visuais em sequência pra mostrar os conceitos. Ela adora quando faço historinhas em quadrinhos simples pra ilustrar situações do cotidiano – tipo uma sequência mostrando alguém jogando algo pra cima e aquilo caindo. Ajuda ela a entender melhor e se sentir mais segura no aprendizado. O importante é dar espaço pra ela processar no tempo dela.

Ah, e uma coisa legal – combinamos um sistema de cartões coloridos. Ela usa um cartão verde quando tá entendendo tudo numa boa e um vermelho quando tá precisando de ajuda. Isso ajuda tanto ela quanto eu na comunicação!

Bom, gente, acho que é isso por hoje! É sempre bom compartilhar essas experiências porque cada turma, cada aluno é um mundo diferente e sempre aprendemos juntos nessa jornada de ensino e aprendizagem. Se alguém tiver outras dicas ou experiências parecidas, compartilha aí! Abraço!

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