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EF01MA19Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer e relacionar valores de moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro para resolver situações simples do cotidiano do estudante.

Grandezas e medidasSistema monetário brasileiro: reconhecimento de cédulas e moedas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a BNCC fala de reconhecer e relacionar valores de moedas e cédulas, o que eu entendo é que a gente tem que ajudar os meninos a entenderem o dinheiro de um jeito bem prático, sabe? Tipo assim, eles precisam saber diferenciar uma moeda de 1 real de uma de 50 centavos, entender quanto vale cada nota e como tudo isso se encaixa nas coisas do dia a dia deles. E, claro, de um jeito que eles consigam usar isso pra resolver problemas simples, como comprar uma bala na cantina ou calcular quanto sobra se compram duas coisas que custam X e Y reais.

Essa habilidade se conecta com o que eles já sabem da série anterior, que geralmente é contar e reconhecer números. No 1º ano, eles já têm uma noção básica de contagem, então, quando a gente fala do sistema monetário, é meio que um passo adiante: eles continuam contando, mas agora com um propósito mais concreto. A ideia é fazer essa transição do abstrato dos números para o concreto do dinheiro que eles vão usar na vida real.

Agora, falando das atividades que faço com a turma pra trabalhar isso aí. Uma delas é a brincadeira da lojinha. Eu trago algumas embalagens vazias de produtos que as crianças conhecem, tipo caixinhas de suco, pacotes de biscoito, e etiquetas com os preços. Aí, uso dinheiro de brinquedo – aquelas notinhas e moedinhas que você compra em papelaria. Divido a turma em duplas: um é o comprador e o outro é o vendedor. Dou uns 20 minutos pra essa atividade.

Na última vez que fizemos isso, a Maria e o João estavam numa dupla. Foi engraçado porque a Maria queria muito comprar um suco e um biscoito com as moedinhas de 10 centavos que tinha, mas o total era 1 real. Aí o João ajudou ela a juntar as moedas pra formar 1 real – foi ótimo ver como eles trabalharam juntos pra resolver o problema. No fim da atividade, fazemos uma roda de conversa pra eles contarem como foi e discutirem o que aprenderam.

Outra atividade bacana é o jogo das trocas. Eu dou pra cada aluno três ou quatro moedas diferentes e peço pra eles trocarem entre si pra conseguir formar 1 real. Eles têm uns 15 minutos pra isso. É interessante ver como eles começam a perceber o valor das moedas e qual combinação faz sentido pra conseguir chegar no valor certo.

Uma vez, o Pedro tava com duas moedas de 25 centavos e uma de 50 centavos – ele não conseguia entender porque não conseguia trocar por 1 real direto com ninguém. Então outros colegas ajudaram ele a ver que ele precisava trocar uma moeda menor por outra de valor maior primeiro. A reação dos meninos é sempre cheia de entusiasmo porque eles estão literalmente tocando as peças e sentindo a diferença entre elas.

A última atividade que faço é bem simples: peço para as crianças trazerem embalagens vazias de casa durante uma semana – qualquer coisa que tenha preço no rótulo. No final da semana, organizamos tudo na sala, como numa feira. Cada um pega cinco embalagens e eu dou cédulas e moedas fictícias pra eles “comprarem” os produtos dos colegas. Eles têm uns 25 minutos pra essa parte.

Na última vez que fizemos isso, a Ana trouxe uma embalagem de leite condensado porque viu na receita da mãe dela quanto custava no mercado. Quando chegou a vez dela “comprar”, ela ficou toda animada porque lembrava direitinho do preço real e conseguiu calcular certinho quanto sobrava das notas fictícias que dei a ela. Isso gerou até uma discussão divertida na turma sobre como algumas coisas são caras ou baratas na vida real.

Bom, no fim das contas, é assim que vou trabalhando essa habilidade com a garotada: sempre trazendo pro concreto e pro dia a dia deles. Acho importante fazer essa ponte entre o conteúdo da escola e o que eles vivenciam fora dela. E embora sejam atividades simples, dá pra ver quando os olhos deles brilham ao perceberem que conseguem entender e usar o que aprenderam em situações reais.

E olha, não tem nada mais gratificante do que ver um aluno todo orgulhoso contando pros colegas ou pros pais sobre como ele conseguiu comprar “algo” na lojinha da escola com o dinheiro que “ganhou”. Faz valer todo esforço! Valeu pessoal! Até a próxima!

já estão começando a viver fora da escola, sabe? E, olha, não é só pra usar direitinho o dinheiro do lanche, mas pra ter uma noção de valor das coisas, entender que o dinheiro não brota do chão e que tem que saber administrar. Isso é muito importante pra vida.

Agora, como eu percebo que eles estão aprendendo sem precisar aplicar prova formal? Bom, quando a gente tá circulando pela sala, dá pra notar como os meninos lidam com as atividades de dinheiro. Tipo, numa atividade em que eles precisam montar um mercadinho fictício, eu coloco produtos variados com preços e dou a eles um “dinheiro” de brinquedo. Aí eu fico de olho em como eles fazem as compras e calculam o troco. Quando vejo a Maria explicando pro João que pra comprar o biscoito e o suco ele precisa somar as moedinhas que tem, eu já penso: "Maria sacou!" Ou quando o Pedro pede ajuda pro Lucas e o Lucas mostra que somando duas moedas de 50 centavos dá 1 real, isso é um sinal claro de entendimento.

E tem aquelas conversas espontâneas que a gente ouve enquanto eles tão brincando. Outro dia peguei a Júlia discutindo com a Ana sobre quanto cada uma precisava colocar de moedas pra comprar a boneca mais cara do "mercadinho". Elas estavam fazendo as contas certinhas e até discutindo possibilidades de combinação de moedas e notas! Quando vejo essas interações, sinto que tô no caminho certo.

Agora, falando dos erros comuns... Ah, tem muitos! O Ricardo, por exemplo, sempre confunde as moedas. Ele acha que a moeda maior sempre vale mais, então ele vivia trocando a moeda de 50 centavos pela de 1 real na hora de fazer os trocos. Aí o exercício da prática mesmo entra em ação: “Ricardo, lembra daquela vez lá no mercadinho que você usou duas de 50 centavos pra fazer 1 real?” E vamos reforçando assim.

Outro erro comum é na soma das notas e moedas. Tipo, a Camila às vezes se enrola toda porque não percebe que a soma das moedinhas dela ultrapassa o valor da nota que ela tem na mão. Nesse caso, costumo usar esse erro como um ponto de partida e vamos fazendo juntas: “Camila, vamos somar aqui todas essas moedinhas e ver quanto temos?” E muitas vezes peço pra ela explicar seu raciocínio. Isso não só ajuda ela como os colegas ao redor.

Sobre o Matheus que tem TDAH, o segredo é manter ele sempre em movimento com atividades dinâmicas. Eu ajusto as tarefas pra serem mais curtas e com intervalos regulares. Tipo, se estamos fazendo uma atividade com contagem e troco, dou uma parte pra ele fazer primeiro e depois vamos revisando juntos antes de passar para a próxima parte. E assim ele não se sente sobrecarregado. Também uso materiais visuais mais coloridos e atraentes pra captar a atenção dele. Um dia testei usar sons junto com as atividades visuais. Não deu certo! Ele ficou era mais disperso ainda.

Já com a Clara que tem TEA, procuro sempre manter uma rotina bem estruturada e previsível nas atividades. Ela se beneficia muito de instruções claras e repetitivas. Quando estamos brincando de mercadinho, por exemplo, dou pra ela uma tabela visual onde ela pode marcar cada item que “compra” e os valores envolvidos. Assim ajuda ela a visualizar melhor todo o processo. Uma coisa que tentei foi mudar muito rápido entre atividades diferentes num mesmo dia... A Clara ficou bem perdida e ansiosa. Então agora qualquer mudança é sempre gradual.

Por fim, cada meninão é único e requer estratégias próprias. Então, como professores, nosso papel é estar sempre atentos a essas individualidades e ir ajustando nossas abordagens conforme necessário.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado com algumas ideias aí pro pessoal do fórum. E se alguém tiver alguma estratégia diferente ou quiser dividir experiências também, vou adorar ler!

Até mais!

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